Sala de estar
O Horas Extraordinárias fez dois anos há cerca de quinze dias. Confesso que, com a lufa-lufa da Feira do Livro, a efeméride me passou, mas agora não posso mesmo deixar de agradecer aos meus muitos leitores que todos os dias cá vêm, quase como se fossem para o emprego. Tem sido muito bom contar com tantas visitas e ver que as pessoas se sentem neste blogue como em família: lêem, dão a sua opinião, fazem comentários apropriados, conversam uns com os outros e até deixam recados que nada têm que ver com o assunto do dia, pois já sentem noutros visitantes uma espécie de amigos com quem têm afinidades. Alguns dos meus visitantes são tão frequentes que, se não aparecerem por dois ou três dias, estranho e até me pergunto se andarão doentes ou de viagem. Outros são tão interventivos que até respondem por mim e me poupam a réplicas. Um ou outro já veio apresentar-se pessoalmente e foi bom poder pôr uma cara num nome. Mas o que é mais engraçado é que neste blogue dialogam pessoas muito diferentes, umas muito mais velhas do que outras, sem se sentir essa diferença nem haver entre elas qualquer tipo de distanciamento ou reverência. Enfim, é como se estivéssemos todos numa grande sala de estar – e, claro, os sofás fossem confortáveis. Obrigada, pois, por trazerem as almofadas. Por mim, só posso prometer continuar a dar o mote para muitas conversas. Até sempre.
sim, é uma sala de estar, com pessoas de várias idades e opiniões diferentes, onde as conversas se misturam com grande facilidade.
ResponderEliminaronde o som das vozes se eleva (todos se querem fazer ouvir...), mas onde também existe respeito e familiaridade.
é uma coisa boa e rara, a que a Rosário conseguiu.
parabéns para si e para todos nós.
Graças ao Horas Extraordinárias, a discrepância entre o regozijo matinal dos fins de semana e o dos dias úteis diminuiu drasticamente. E ainda bem. A segunda-feira é agora motivo de alegria depois de duas manhãs sem post algum.
ResponderEliminarParabéns ao blogue e obrigada por continuar aí. :)
ResponderEliminarDigo com toda a sinceridade que me habituei ou mesmo viciei em aqui vir espreitar deste o último ano, quando a minha curiosidade despertou para um blog de literatura.
ResponderEliminarConfesso que andei a espreitar noutros (sem comentar) mas nunca me senti à vontade ou tão pouco atraído para levantar a mão e falar!
De um modo geral os outros blogs são para a expressão do anfitrião, mais do que para dar vez e voz a outros. Me perdoem se estou a ser ou injusto ou incorrecto.
Foi de facto neste e por extraordinário, que me senti em sintonia, e atraído quer pela lhaneza e educação com que se falava, quer pela elevação dos comentários, mas sobretudo pelo conteúdo e a forma simples, despretensiosa e acessível como os temas eram expostos, a despeito de o serem por uma pessoa notável e notória quer da cultura quer do Mundo livreiro.
E depois fui-me apercebendo da qualidade dos outros intervenientes e da sua diversidade tão interessante quanto rica e culta: escritores, poetas, leitores esclarecidos, livreiros, editores, tradutores, académicos, professores ou como eu, simples curiosos em busca da tal informação e formação... as traças que atraídas pela luz que aqui brilha, conseguem esvoaçar afinal sem queimar as asas! Em que outro local esta convivência com pessoas de e da cultura, me seria possível sem receber soberbas nem desprezos, e de uma forma tão próxima que se torna fácilmente familiar?
Mas também vejo que se este espaço é assim, Extraordinário, isso se deve em primeiro lugar à postura e categoria da sua autora que acaba por contagiar a todos.
Pela minha parte a todos agradeço e saúdo desde o bairro ribatejano. E em particular à Drª Maria do Rosário.
Saudações de um dia de Sol do campo!
Pois eu cá gosto do sítio! Parabéns!
ResponderEliminarSempre pensei que se pudesse construir um país através da escrita. Porque construir a felicidade através dela, já o pressentia. Um país muito nosso, passível de ser vivido em intensa harmonia com os outros, mesmo que os outros sejamos nós através de infinitos heterónimos. Escrever é quase sempre uma forma mais completa de vivermos a vida. É pois assim sempre bom encontrar esse país numa sala de estar. Onde as almofadas são como os tapetes de Aladino.
ResponderEliminarParabéns e obrigado. Isto tem sido realmente interessante. Posso contar como cá vim parar: li algures Valter Hugo-Mãe dizer que estava apaixonado por uma tal... Maria do Rosário Pedreira. Curioso, chegar depois aqui foi um pulinho entre teclas: fiquei. Uma coisa de que gosto é que, tirando às vezes uma ou outra picardia geralmente mais anónima, isto mantém uma certa ambiência calma e educada. Ah! comprei ontem, e logo comecei a ler, o Pinguim do Caminha. Promete!
ResponderEliminarJá li esse e o novo dele! Surpreendeu-me como um escritor pode escerever dois livros tão diferentes assim. Cada um ao seu estilo: o primeiro talvez mais poético; o segundo, "A Decadência dos Olfactos", com uma narrativa poderosíssima, sobretudo a partir do meio, que nos faz virar as páginas a querer saber como tudo aquilo vai acabar. Em comum, um trabalho enorme sobre as personagens. São personagens muito profundas, como se costuma dizer, o que raramente encontro na literatura portuguesa.
EliminarEstou definitivamente rendida a este escritor que acho que, apesar de estar a passar um pouco despercebido actualmente, há-de ser um caso bastante sério na moderna literatura de língua portuguesa.
Parabéns!!! Excelente Blogue!
ResponderEliminarBoa tarde, Maria do Rosário.
ResponderEliminarPois é... É bom
dar um giro aí à terra, sentir as palavras, o cheiro à cultura. E perfurmar-me um pouco, antes da nostalgia me levar à boca de um inferno...
E é bom saber que Portugal vive, resistindo às intempéries do mundo. Ouf, já me sinto melhor.
Um abraço!
Bom dia a todos.
ResponderEliminarPor um lado penso que a face literária é processo histórico sob aspectos que inflamam e respiram a diversidade cultural do planeta; por outro resulta do amálgama de várias fórmulas, tendências, estilos etc.; aliás da prática em dois anos, abordando e superando temas deste complexo entendimento, a sala demanda aos curiosos que aqui vêem pestanejar: informações, estudos e orientação... gotejando conceitos, opiniões e até sugestões (sustentáveis)! fruto da diversidade colaborativa do ambiente confortável ao saber, compartilhado sob iniciativas cuja prestação de serviço é de facto um certame, extraordinário. Congratulações a doutora Maria do Rosário Pedreira em causa a modesta conquista ao respeito e feeling!
Penso que a ocasião e a efeméride são ideais para este tremendo e presunçoso post ...
ResponderEliminarPrometi a João Rebocho Pais que ia ler e até fazer uma crítica ao “O intrínseco de Manolo ”. Foi sugestão de leitura da Mª do Rosário Pedreira… e em boa hora!
Sinto que o devo ao João RP , porque foi de facto um encontro com o Universo que ele soube trazer para o livro e até comigo próprio, porque não admitir? Ou seja, fico-lhe grato por ter escrito este romance!
Comprei o livro na Sexta à tarde, comecei a ler ainda nesse dia e acabei-o no Domingo à noite! Definitivamente “A praia em Casablanca” ficou de lado, e ainda bem para ela!
Porquê? Bem, pois porque avisei que tinha acabado de ler uma colectânea de textos e poesia de Bulhão Pato e sentia que quem viesse depois deste mestre do romantismo ia ser prejudicado! Ainda bem que foi o Manolo , pois aguentou o embate e resistiu! Veste a pele de um clássico e ombreia com eles no estilo, na forma, na linguagem e na prosa!
João Rebocho Pais é um romântico que escreve como os melhores desta escola, e o faz de uma forma moderna, actual, usando de uma linguagem apropriada quer na erudição quer na crueza com que exprime e descreve, dando prova de extraordinária sensibilidade para nos dar ele, as palavras que as suas personagens não têm para exprimir os sentimentos e idéias de gente simples ou rude, portanto limitada.
A minha desconfiança sobre este “Intrínseco”, vinha da sua legitimidade, pois pela sinopse fui levado sem querer para “Alentejo Blue ”, excelente livro de Mónica Ali, aldeã recente e alentejana amadora, portanto falto de ser genuíno! A mesma falta de legitimidade que apesar de tudo e do esforço honesto do autor, transpira noutro bom livro de Miguel S. Tavares, chamado “Rio das Flores”. O mais genuíno e melhor livro moderno sobre o Alentejo que li, chama-se “Vida e morte dos Santiagos ”, de Mário Ventura. O “Intrínseco de Manolo ”, ao contrário do que diz a crítica e eu desconfiava, não é um romance da vida rural ou campestre, é sim um livro telúrico! Coisa bem diferente… pela ligação à terra, ao Universo e às pessoas que por aí passam e revivem em nós.
É afinal uma fábula! Que tinha de ser, de vir, do campo! Muitíssimo bem pensada e contada, enriquecedora para quem a saiba perceber e quiser entender, pela mensagem que contém.
É o melhor livro que li em 2012! Isto já depois do celebrado “O teu rosto…” e desse peso pesado que é ”A confissão da leoa”! E digo mais, este é um romance bem português e para portugueses, urbanos, rurais, novos ou velhos, cultos ou básicos! No meu sentir e entender, este merecia o prémio Leya ou outro de vulto, pela qualidade da escrita e sobretudo pelo tema, que sendo tão nosso, é intemporal e universal.
O João R. Pais não caiu na tentação de escrever sobre si mesmo e as suas negras experiências, traumas e frustrações, em exorcizar fantasmas do seu passado, de expor a sua depressão pessoal! Pelo contrário usando de gente comum e que todos conhecemos em qualquer parte onde vivamos, foi buscar e transmite-nos uma mensagem de bons sentimentos, de apego e respeito, de amor! Deixa-nos tranquilos, satisfeitos e dá uma grande paz ao lembrar-nos que a vida é um carrossel! E o faz através do elemento telúrico duma árvore cheia de significado, relembrando que vimos de algum lado e sucedemos a outros, que somos parte de um todo, de uma forma tão simples que só podia ser de facto feito através de uma aldeia e por meio de um camponês, rude mas bom, simples mas não insensível!
É um livro que se acaba com pena porque nos faz sentir bem e deixa assim como que uma vontade ser melhores! Coisa muito rara… não nos leva a pensamentos negativos, violentos, não há lugar à raiva nem injustiça, apesar de alguma crueza irónica levemente coberta com o manto da hipocrisia, porque o que é bom tem mais força.
Não é um livro deprimente nem depressivo, pelo contrário é um livro de amor e boa-vontade , de humanidade e puro romantismo. Ao mais alto nível! E se ficamos bem connosco, também me leva a pensar que ele deve ser boa pessoa!
Fica a
Caríssimo, deixou-me com água na boca:) Vou já comprá-lo!
EliminarJá agora, permita-me a sugestão de um outro livro, também publicado pela Teorema, que é verdadeiramente magnífico! Trata-se do "A despedida do José Alemparte " do Paulo Bandeira Faria. 0 livro é maravilhoso! Os personagens são deliciosos e tem um humor finíssimo. Para mim, é um dos melhores que já li. Em 2012 e sempre! Até o coloquei na estante dos "sagrados":). Já andei á procura do anterior ( As Sete estradinhas de Catete ) mas não encontrei: terei de o encomendar.
Pelos vistos esta nova coleção da Teorema promete! Não tivesse ela, a chancela da nossa Extraordinária Anfitriã". Que não brinca em serviço, pois ´tá claro!...:)
Gostei das 7 estradinhas... "A Despedida de José Alemparte" já estava debaixo de olho, mas agora mais me convenceu! Mais dia menos dia, vem para baixo! Agora tenho de ir à praia! Eheheh!
EliminarEu sou uma leitora de todos os dias, mas não uma comentadora de todos os dias. Mas hoje era imperativo deixar aqui os parabéns a estas maravilhosas "Horas extraordinárias" :)
ResponderEliminarCláudia Moreira
Todos os dias passo por cá, já faz parte da minha rotina, assim como o é passar os olhos pelas notícias logo de manhã. E nesta sala de estar cruzo pessoas que, sem as ter visto, me dão a sensação de uma certa familiariedade. O que é espantoso entre estranhos. Oxalá a sala de estar continue com a porta aberta por muitos anos. Parabéns à anfitriã.
ResponderEliminarIsabel
Talvez, do sentimento de dever está acima de qualquer obrigação e a participação dos comentários é generosa, superam questões individuais, laços são afinidades que alicerçam a estima.
EliminarAté quero crer que muitos haverá que vêm com maior satisfação aqui do aos seus empregos, se é que os têm ...
ResponderEliminarTrouxe o café e os biscoitos, sirvam-se à vontade e boas conversas ...
Quando a MRP vai de férias ou suspende o Blog por razões de força maior, os meus dias, aqui no emprego, já não começam com a mesma alegria.
ResponderEliminarPARABÉNS pelo excelente trabalho.
PLFF
Dois anos são muitas horas extraordinárias! Bem haja, Maria do Rosário.
ResponderEliminarDesde há meses que, com curiusidade, sigo este blogue e muitos dos temas abordados despertaram o interesse de nele entrar. Depois de conhecer a autora mais se acentuou essa curiosidade tanto mais que também percebi existirem dedicados intervenientes que se tornam próximos neste universo da blogoesfera literária com debates produtivos e enriquecedores que, confesso, me têm transformado interiormente. Daí que não resisti mais. Decidi entrar nesta «grande sala de estar». Parabéns pois à Dra. Maria do Rosário Pedreira e a todos os que,«à sombra» dela colocam pareceres, ideias, opiniões - e tantas vezes autenticas
ResponderEliminarlições que tomo e guardo.
Fico a aguardar um mote.
Respeitosamente, um abraço para todos.
Carlos Reys
Maio.28.MMXII
Que mais se pode dizer? Parabéns pelo seu Blogue. Para mim também é um ponto de paragem obrigatório. Que continue por muito mais tempo. Obrigado.
ResponderEliminarTambém eu, esporádico comentador, aqui venho diariamente. E, confesso, sempre curioso com o mote dado pela acolhedora anfitriã que, bastas vezes, nos presenteia apenas com colheitas da horta seu convento mas que, por outro lado, permitem divergir para outros temas. E é aí que eu penso ter o dever de agradecer à MRP pelo acolhimento mas mais ainda aos convidados que, sentados no sofá, gritam barafustam em prol da sua ideia. opinião ou leitura. Porque, na lógica do "Deus existe porque eu existo", também os livros ficam porque os leitores cá estão. E são esses, verdadeiramente, que eu gosto de aqui apreciar: Ana B, Claudia Tomazi, Cristina Torrão, Antonio Pacheco, João Courinha, Luis Eme, etc., e os infindáveis anónimos que por vezes me levam a pensar se não serão os mesmos para travestidas opiniões. E, confesso de novo, por vezes uso-vos. Sem vos conhecer faço de vós personagens com um perfil por mim inventado. Porque são fantásticos, cativantes de sinceridade e, porque virtuais, permitem fazer de Horas Extraordinárias um livro permanentemente reescrito. Por isso, a todos os protagonistas deste livro brotado de um blogue de livros, o meu profundo obrigado.
ResponderEliminarSabe "extraordinário" João J.A. Madeira, acho engraçado o facto de se ter referido aos leitores deste blogue enquanto protagonistas de um livro, porque quando há pouco deixei cá o meu testemunho estive quase a dizer o seguinte: se não me faltassem engenho e arte havia de escrever uma história em que as personagens seriam estes leitores com um perfil inventado a partir daquilo que revelam ser pelos seus comentários. E a história seria sobre um encontro entre estes estranhos, e do que surgiria a partir das ideias que cada um de nós se faz do outro. Pode não ser simples despir a pele de um anónimo...
EliminarComo não é simples escrever uma ficção quando não se tem nem arte nem engenho.
Isabel
Extraordinária Isabel, escreva. Por favor, escreva. Eu, como referi, traço de cada comentador um perfil personalizado que pode disparar ou não para outras histórias. Mas, pelo que me diz, a Isabel tem já uma ideia base concentrada nestas personagens. Não a perca. Não se preocupe com a arte e o engenho. Uma pedra é só uma pedra. Com outras pedras fazem um monumento. Comece. JÁ!
EliminarQuero felicitar a nossa Extraordinária Anfitriã pelo sucesso deste blogue e agradecer-lhe a disponibilidade e, sobretudo, a paciência que tem para nos aturar...Às vezes não deve ser fácil.. Ehehehehe
ResponderEliminarÉ com muito prazer que passo por aqui todos os dias. Descobri-o, há perto de um ano, por sugestão de um amigo que sabia da minha paixão pelos livros. E fiquei viciada, confesso:). Não apenas pela qualidade dos livros aqui sugeridos mas, também, pelos temas propostos que nos fazem refletir , equacionar e rever muitas das nossas opiniões. Sobretudo, fiquei muito mais desperta para assuntos do meio literário dos quais não tinha muita consciência e estou-lhe muito grata por isso. E obrigada, também, aos meus Extraordinários compangon de route " pelas suas réplicas e sugestões literárias. Não me esqueço que foi por sugestão de uma comentadora que descobri a minha mais recente paixão literária, o magnífico Mia Couto (obrigada Extraordinária Isabel!).
Extraordinários João J. A. Madeira e ana b.
EliminarJoão a sua mensagem foi tão gentil e entusiástica que por instantes quis pegar na pena e fantasiar, mas não o farei, acredito que se me pusesse a escrever havia de ser um processo doloroso. E gosto muito, muito da minha condição de leitora e basta-me! Mas fico-lhe grata pelo seu voto de confiança.
caríssima ana b se soubesse como fico feliz por lhe ter sugerido o Mia Couto!! (Sei lá de repente sinto-me mais esperta eh!eh!eh!). Mas tive uma experiência semelhante porque também foi através de um comentador, o ASeverino que descobri o Philip Roth (gostei de a conspiração contra a América).
Queria também dizer-lhe ana b. que estou a ler neste momento um livro recomendado neste blogue pela MRP:" O sentido da vida" de Julian Barnes. É de facto muito, muito bonito. Meu Deus haja tempo para tantos livros.
Isabel
Adorei esse livro do Julian Barnes ! É o que eu chamo, um tratado de filosofia romanceado:)
EliminarDe momento, ando a ler um muito engraçado: " A viagem a Tralalá do Vladimir Kaminer . O livro é hilariante! É de partir a rir! Mas não é nada tonto. Diz até coisas muito sérias. Obrigatório , também!
Pois é, padeço do mesmo mal: muita coisa interessante para ler e muito pouco tempo livre. A minha angústia é ter consciência que, por mais que me esforce, nunca vou conseguir ler todos aqueles que considero imperdíveis . So many books so litle time...:)
Para as Extraordinárias "Miacouteiras" deste blog fica aqui a sugestão para verem fotos dos locais onde se passa a confissão da leoa, e um relato verídico daquilo que esteve na origem do romance! Desfrutem!!!!
Eliminarhttps://www.facebook.com/#!/media/set/?set=a.3581688753561.145062.1613478270&type=3&l=e251a777db
Extraordinárias Miacouteiras: há um grupo no facebook intitulado Prémio Camões para Mia Couto... vão lá espreitar... por acaso eu juntei-me!
EliminarCaríssimo, gostei de ver as fotos e. Embora nunca lá tenha estado, imaginei-o mais ou menos assim. Infelizmente não vou poder aderir porque não tenho facebook . Ainda não me deu para aí, mas não creio que consiga resistir por muito mais tempo: a minha filha está deserta para que eu lhe abra uma conta (penso que se diz assim). Nessa altura farei uma para mim: eu sou muito cusca :) Mas, pensando melhor, se calhar, até abro antes: pelo Miazinho faço tudo, até inscrever-me no facebook ! :)
EliminarObrigada por ter partilhado as suas fotos!
E um lugarzinho para uma figurante, que vai passando sempre mas comenta muito pouco, arranja-se?
ResponderEliminarA verdade é que gosto de passar por aqui e, às vezes, não resisto a comentar...
Obrigada pela criação deste ponto de encontro.
Figurante? Nem pense. A Maria Almira proporcionou um dos momentos mais hilariantes deste blogue quando alguém criou uma imagem algo provinciana apenas pela sugestão do seu nome. Foi lindo.
EliminarFala pouco mas é muito assertiva. Diria mesmo que os seus comentários têm uma precisão cirúrgica :)
EliminarOlá
ResponderEliminarEste blog proporciona-me tantos momentos agradáveis e já me deu a conhecer tantas coisas boas que me apeteceu retribuir com dois apontamentos que talvez a façam sorrir e que prenunciam um leitor entusiasmado (ou o meu olho tendencioso de mãe assim imagina). Foi o meu filho de 4 anos que escreveu.
1º
Rei
Eu tou muito zamgado com-tigo
Vai para a prisão OK
Numqa máis çeijas mau para um ilefante
Xáto
Máu fimtsemana
António
(estava rabiscado num papel quando cheguei a casa na altura em que o rei de Espanha apareceu nas notícias por ter morto um elefante).
2º
O António anda sempre atrás de mim a pedir para ouvir a música que tenho no meu telemóvel e uma manhã, fartérrima de marcas de dedinhos gordurosos no visor, disse que lhe gravava um CD com aquelas de que gosta mais. Ele ficou todo contente com a ideia e informou-me de que ía fazer uma lista com as canções que queria.
Ao fim de algum tempo sentado à mesa, de bloco à frente, caneta na mão e língua de fora, apresentou-me o documento em anexo.
Obrigada por esses dois apontamentos. Uma ternura que me fez mesmo sorrir.
EliminarIsabel
ResponderEliminarMuitas vezes me apetecia ficar mais tempo por aqui , ler ouvir e dizer. Gosto de voltar de quando em vez, a horas mortas, sentar-me naquela espreguiçadeira ali do canto, a meditar no que disseram na noite anterior.
Parabéns pela efeméride, não interrompam as conversas - as razoáveis, as arrazoadas, sobretudo os que têm dúvidas, adoro dúvidas, quantas mais, mais perto da descoberta ,da verdade ( tb duvido que ela exista).
Mas quem será este oráculo ambulante? Estarão vocês a pensar. Não passo de uma
"olheira" pensativa.
abraço,
olheira
Já lá vão dois anos! Venham mais. Nunca me canso de vir aqui e mesmo que não consiga vir todos os dias, leio o que está para trás deliciada (gosto igualmente de ler os comentários) e sinto-me bem nesta sala de estar. Parabéns!
ResponderEliminarHoje, infelizmente, estou atafulhado noutras horas de outro modo extraordinárias, não posso associar-me como gostaria ao brinde e agradecimento a Maria do Rosário. Mas prometo que, nos próximos aniversários, cá estarei convosco a celebrar. Ergo daqui, a desculpar-me, o meu copo solitário: Tchim!
ResponderEliminarVosso
Joaquim Jordão
Parabéns tia Maria!! (como vêem chego à sala e descalço-me logo!) Que belo blog que para aqui tem! Cheio de gente curiosa, esperta e, acima de tudo, boa!
ResponderEliminarPara assinalar a data até temos alguns clássicos, como um comment gigante do Sr. Pacheco, a dona ana . b. em desvelados agradecimentos ou um texto da Tomazi encriptado a 128 bytes. Ainda falta o Rufino à briga com um anónimo e o Sr. Severino a vilipendiar algum mais incauto que se tenha atrevido a aventar um estrangeirismo!
Para finalizar, também eu, todos os dias, dou um saltinho por aqui. Confesso que de início me vinha pavonear, mas isso cansa depressa e comecei a gostar de vocezes !
Beijinhos e abraço, Semper Fi , ao blog, entenda-se! :D
Bom, Sr. Courinha e que o diga, passei por pão bolorento até mandar-lhe o endereço... então tá! ficamos assim, manda o teu, que envio-lhe com gosto uma camisa canarinho!
EliminarParabens pelo blog.
ResponderEliminarNão costumo "falar", mas gosto de a "ouvir".
Bjs
Rosa Maria
Chego tarde à festa da aniversário. Parabéns à dona do blogue e a todos os extraordinários.
ResponderEliminarCheguei aqui há pouco tempo e é a primeira vez que comento. Ainda na fase tímida de recém-chegada já não passo sem ler o que aqui se escreve e dos livros recomendados os que li foram magníficos. Agradeço por isso . E pelos comentários . E pelos bolinhos . E pelas almofadas. E pelos pés fora dos sapatos. Parabéns MRP !
ResponderEliminarE por aqui ainda o céu rosáceo e incrivelmente apaixonante! Despeço-me deste dia e agradeço a todos em especial ao escritor João J. A. Madeira, pela generosa acolhida.
ResponderEliminarOcorre-me as desculpas a MRP de algum eventual quiprocó.
Muitos parabéns pelos dois anos de existência do Horas Extraordinárias! Parece que foi ontem que aqui vim pela primeira... e nem sei como foi que aqui vim parar, mas sei que soube do blog logo que ele nasceu. Já nao lembro é como foi que tomei conhecimento dele... seria através de outro blog? nao sei... Venho cá quase todos os dias, e só comento quando acho que é estritamente necessário! :))
ResponderEliminarParabéns!
Obrigado pela oportunidade que me dá de, umas vezes, dar a minha opinião e de, outras vezes, seguir a sua. Parabéns pelo blogue, MRP.
ResponderEliminarCom grande pena minha ontem não consegui HORAS EXTRAORDINÁRIAS, mas este blogue é realmente extraordinário. Ando aqui às voltas com um escritor que (no romance) me parece ser de leitura tão difícil como a sua letra, mas os diários que escreveu são uma pérola, uma maravilha e se poderem não percam -CONTA CORRENTE de Vergílio Ferreira- vou no 5. Vale a pena.
ResponderEliminarUm dos grandes livros que li foi sem dúvida "Manhã submersa" de Vergílio Ferreira.
EliminarIsabel
ResponderEliminarTambém eu passo por aqui quase diariamente, embora poucas vezes comente...
Agradeço-lhe imenso a disponibilidade (às vezes a paciência). Já tinha passado por blogues de literatura mas nunca tinha ficado. A maioria é um bocado hermética e, por que não dizê-lo? a tirar para o chatinho...
Aqui já colhi imensa informação sobre novos autores, títulos, já recebi um livro do João Courinha ...
Gostava que alguma vez nos pudéssemos reunir e conversar ao vivo, à frente de uns petiscos e um copinho de vinho.
Dois anos. Pois ando por aqui há umas semanas apenas e já tive o prazer de tanto ler e aprender sobre escrita e leitura. De ouvir opiniões, seguir conselhos e entrar livros adentro. É de facto um enorme sofá, com lugar para todos, com palavras livres e de cada um.
ResponderEliminarNão posso deixar de referir o quanto me banzou a análise, o quanto me enterrou no sofá a crítica, o quanto me surpreendeu o desenlace de um ' toma lá, dá cá, então vamos lá ver ' com um assíduo e certamente respeitado leitor/comentador deste blogue. As suas palavras em relação a ' O intrínseco de Manolo ' deixam-me atarantado, levam-me ao momento em que me sentei na mesa da cozinha e parti para uma história a oferecer aos amigos. Neste sentido, sinta-se como tal António Luiz Pacheco. Um amigo de palavras transparentes, que lançou o Manolo logo de seguida a Bulhão Pato, que ficou para assistir e provavelmente amparar o nosso homem. Nosso homem que, consigo como leitor, seguiu sendo crente em sua alma. De alentejano. Como de Olivalense poderia ser! Obrigado!
Esta é uma bela sala-de-estar! Para conversa e boas leituras fora d'horas.
ResponderEliminarEspero que continue a partilhar a sua sala para que possamos vir cá muitas vezes e muitas e muitas outras pessoas possam vir também, movidas pelo gosto da leitura e da escrita.
Manuel de Sousa
manuelsous@sapo.pt
Ao post Sala de Estar a frase: "uma espécie de amigos com quem têm afinidades"
Eliminaresta frase recorda aquele livro da Gradiva, Darwin aos Tiros e outras histórias de ciências.