Vá lá, não custa nada
Há pessoas que detestam separar-se dos seus livros e nem aos amigos os emprestam. Talvez reconsiderem quando já lhes faltar o espaço para os guardar e então pensem melhor. De qualquer modo, todos temos livros que não vamos ler, ou porque não apreciamos o género, ou porque não gostamos do autor, ou simplesmente porque já não temos idade para histórias da Carochinha. Está a decorrer até 15 de Abril uma campanha de recolha de livros para Timor chamada Um Livro, Um Sorriso. A iniciativa conta com a organização de uma ONG com um nome esquisitíssimo em cooperação com o Governo de Timor, e tem os CTT como parceiros. Basta, pois, ir a um balcão dos correios e depositar um desses livros que estão a mais lá em casa, desde manuais escolares a livros para crianças. Eles enviá-los-ão para Timor sem encargos para quem oferece. Vá lá, já falta pouco.
O problema é que, Maria do Rosário, por mais que me esforce, por muito boa vontade que tenha, não consigo ver nenhum livro a mais lá em casa...é um egoísmo que não consigo explicar de que não me consigo despir.
ResponderEliminarComo eu o entendo...
EliminarO único que eu tenho pronto para dar é a Filha do Capitão. Mas, confesso, prezo demasiado os timorenses, para lhes fazer tamanha maldade:)
Agora a sério, sinto sempre imensa dificuldade em oferecer coisas que não gosto. Sinto-o como uma desconsideração para com o outro. Mas isso é um problema meu, eu reconheço.
E depois, tenho a obsessão dos livros: simplesmente não consigo me separar deles. Mesmo aqueles de que não gosto. É doentio, eu sei. Mas vou dar alguns livros infantis que a minha filha já não aprecia. E mais dois ou três que tenho repetidos.
Boa noite Ana B.
EliminarAtravés das mensagens que aqui deixa, deparo-me com alguém que parece gostar dos livros que leio e dos autores que mais aprecio e a coincidência mais uma vez aconteceu hoje: não consegui acabar a Filha do capitão. É outro que tenho guardado aqui em casa, que nunca se sabe se não vou ficar de repente sem nada para ler (sim é mesmo desespero). Felizmente não tem acontecido...
Isabel
É engraçado e, sobretudo, reconfortante saber isso. Saber que, algures por aí, há alguém com quem nos identificamos.
EliminarMas numa coisa somos diferentes: eu tenho uma enorme dificuldade em deixar livros a meio. É um raio de um sentido de dever ( ou missão...) que me faz levar o livro até ao fim. Felizmente que raramente me aparecem mamarrachos, mas, volta e meia, lá vem um... Mas pode crer: com o A Filha do Capitão fiquei traumatizada. Nem os telejornais apresentados por ele, eu consigo ver: mudo logo de canal. A sério.
Como a compreendo, também me custa deixar um livro a meio, e na verdade às vezes a insistência compensa, eu, se não o tivesse feito teria passado ao lado de um dos livros que mais me marcou: "Belle du Seigneur" de Albert Cohen (há edição em português), acredite, é um livro muito perturbador, mas difícil nas suas primeiras páginas...Outro autor que gosto muito e pergunto-lhe por curiosidade se também o aprecia é o Mia Couto, de quem, de resto, ainda não se falou nestas horas extraordinárias.
EliminarIsabel
MIA COUTO é um dos grandes escritores da língua portuguesa, tudo o que li dele gostei, gostei muito, muitissimo. Vale a pena ler.
EliminarPois que... idem.
EliminarCaríssima Isabel:
EliminarInfelizmente conheço muito mal a escrita do Mia Couto. Recordo-me de ter lido, há muitos anos, um livro que achei muito interessante e cheio de humor. Mas que, pelos vistos, não foi suficiente para me entusiasmar em novas leituras. Como muito bem disse no seu comentário, há um tempo certo para tudo. Pode ter sido o caso. Tenho o Jesusalém " na estante dos "ainda por ler". Agora fiquei mesmo curiosa e, em breve, irei lê-lo. Obrigada pela sugestão.
Cara Ana
EliminarO primeiro livro que li de Mia Couto foi "A varanda de Frangipani" e por acaso li-no numa cama do hospital onde estive ainda 3 semanas, e acredite fez-me muito boa companhia (li então quase todos os que havia na altura), porque a sua escrita transmite alegria, mesmo quando retrata a vida das gentes mais necessitadas, e o recurso à invenção de palavras é simplesmente genial, francamente gosto da forma como retrata outras realidades e culturas (quase que consigo sentir o cheiro da terra molhada através das suas páginas). E já agora, deixe-me confidenciar-lhe um episódio, uma vez estava eu numa grande superfície e viu-o a vir de longe, percebi que íamos estar lado a lado e pensei que o podia abordar e transmitir-lhe o meu apreço, mas a emoção foi tão grande que no mísero segundo em que nos cruzámos, perdi a coragem e fiquei muito intimidada (ainda por cima, confesso, ele é lindo!!), se soubesse como lamento até hoje não lhe ter dado uma palavrinha... Bom quem sabe se o não torno a ver numa dessas ruas?
Boas leituras
Isabel
Tem toda a razão: ele é giríssimo!! Atrever-me-ia até a dizer que é o escritor mais bonito da lusofonia.:)
EliminarFoi pena não ter tido coragem de o abordar. Esteja atenta: volta e meia, ele está por aí em conferências ou encontros. Quem sabe na próxima Feira do Livro? Julgo que nenhum escritor desdenha um bom leitor. Desde que a admiração seja sincera e genuína , é claro. Quem não gosta de receber elogios e ver o seu talento e o seu trabalho reconhecidos e apreciados? Confesso que não conheço. Qualquer que seja a profissão! Mas compreendo a sua hesitação. Eu também fico completamente tonta diante dos autores que venero. Troco as palavras, gaguejo, coro, uma tristeza...Levo sempre o discurso preparado e só me saem disparates. :)
Caríssima Isabel:
EliminarJá estou a ler o Jesusalém e estou a... ADORAR!!
Ele escreve com imensa sensibilidade e com uns toques de humor finíssimo. Muito bom, mesmo!
Obrigada pela sugestão:)
Cara Ana B.
EliminarFico mesmo feliz por estar a gostar do "nosso" Mia Couto (sim porque agora é nosso!!!).
Isabel
Dos tempos da actividade de bibliotecário, guardo uma espécie de trauma. a oferta de monos. Frequentemente, surgiam pessoas a oferecer livros antigos ou não, mas, geralmente, em mau estado de conservação, mal cheirosos, como trapos. Alguns desses ofertantes não tinham pejo em levar outros na modalidade de empréstimo e não proceder à respectiva devolução. Vinha-me à ideia aquelas atitudes de caridadezinha de quem usurpa e explora e depois dá um excedente ao banco alimentar para aliviar consciências ao para exercer a catarse Timor parece que tem muitos milhões do petróleo em parceria com a Austrália, bem poderia partilhar algum com o seu povo que, afinal, parece ter sido utilizado para tirar à Indonésia dando à Austrália, mais amiga do Ocidente. Não sei, talvez esteja errado, porém debato-me sempre com essas dúvidas de oportunismo e de hipocrisia , oxalá que esteja engando e que a campanha tenha sucesso e que muitos timorenses venham a ler muitos e bons livros.
ResponderEliminarÓ Luís esta tá muita boa e quantos e quantos sábados de manhã já não pensei no mesmo: Vinha-me à ideia aquelas atitudes de caridadezinha de quem usurpa e explora e depois dá um excedente ao banco alimentar para aliviar consciências
Eliminaresta campanha já me deu grandes dissabores, pois houve alguém que se alvorou em dono da biblioteca de uma colectividade e com o seu sentido benemérito, encheu quinze caixas com livros, tendo como destino Timor.
ResponderEliminarquando cheguei à sala onde irá funcionar a biblioteca, de futuro, deparei-me com duas estantes, que tinha organizado (com a oferta de livros dos familiares de um antigo sócio), estavam quase vazias.
devo acrescentar que se tratavam de livros raros (fins do século XIX principio século XX), velhos, que ao chegarem a Timor, teriam como destino provável alguma fogueira.
chamei a atenção à pessoa do "crime" que tinha cometido, já que estava a delapidar património colectivo. utilizou uma série de argumentos estúpidos e só quando ameacei com a minha demissão e que levaria o caso às últimas consequências, é que me foi dito que as caixas ainda não tinham ido para Timor, embora já estivessem fechadas.
tive então o trabalho de tirar as largas centenas de livros que já estavam embalados (mais de setenta pertenciam à biblioteca e estavam carimbados...) e lá fiz a sua substituição, o melhor quer pude, com a consciência de que a maior parte dos livros enviados não teriam qualquer préstimo, por já estarem bastante manuseados e amarelecidos pelo tempo.
mas o homem tinha-se comprometido que a colectividade entregava quinze caixas de livros para Timor, pelo que...
numa conversa posterior, ainda lhe perguntei porque razão enviávamos livros em tão mau estado para Timor. para serem deitados fora, não precisavam de viajar tantos quilómetros.
e numa altura em que os governantes de Timor dão primazia à língua inglesa, não me parece que esta campanha vá cumprir o seu objectivo, infelizmente.
Guardião de livro!
EliminarNão tenho qualquer ligação à ONG de q fala, mas o q me parece "esquisitíssimo" é q alguém com o seu trajecto literário e editorial estranhe assim tanto um nome q coincide com o título de uma obra maior da Poesia em língua portuguesa.
ResponderEliminar(desculpe o tom deste comentário, mas não podia mesmo deixar passar...)
Deve ser um poeta que a Leya (ou a Porto do Manel) não publica. Ou um daqueles que nunca escreveu fados para fadistas chiques. Um reles, pronto.
EliminarAgradeço-lhe, Rui. Não sabemos tudo (feliz e infelizmente). Já agora, aqui fica para os leitores do blogue que também o não sabem: trata-se de um livro de José Craveirinha e quer dizer «Era Uma Vez».
EliminarA não referência foi propositada... uma espécie de amuozinho irritadiço, mas (creia) passageiro e sem afectar a simpatia q tenho por si.
EliminarJá agora, para o anónimo maldoso: Craveirinha é (ou era) publicado pela Caminho, q pertence ao grupo Leya.
O esquisitíssimo Karingana wa Karingana ” significa pois, tão singelamente, “Era uma Vez”.
EliminarAfinal, vá lá, não custa nada. Podia ter dito logo, ó Rui...
Já que estamos nesta pequena confusão de prosódias a propósito do “título de uma obra maior da Poesia em língua portuguesa”, permita-me que deixe um extracto desta outra obra da Poesia em língua portuguesa, que (passe a profusão de paródias) tem o esquisitíssimo título de “Língua”:
Gosto de sentir a minha língua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior
E deixe os portugais morrerem à míngua
"Minha pátria é minha língua"
(…)
Caetano Veloso envia-vos, por este meu intermédio, cumprimentos.
Com todo o gosto,
Joaquim Jordão
Cumprimentos mais que notáveis, de portugais ou portugalidades...eis, da hora e vez a tão animada visita e bem quista, do peregrino que atende por Joaquim Jordão, e que empenho de vossas receitas, diga-se, sabores em letras e amores.
EliminarMeus Caros Amigos -
ResponderEliminarFiquei Extraordináriamente admirado com os comentários que li...
Como o António Severino não tenho livros para dar!
Os que teria estão num estado tal que não se podem dar. Não se dá lixo...
E pronto.
Boa Páscoa para os Homens de Boa Vontade!
(Por Homens eu quero dizer Humanidade)
"Livros num estado tal que não se podem dar". Hummm. Custa-me a crer que sejam lixo.
EliminarMais vale mandar dinheiro e ele que escolham os livros que querem.
ResponderEliminarMandem-lhes o dinheiro, mandem, tou mesmo a ver o Matan Ruak a comprar livros, atão não tou, umas cervejolas com alcagoitas qué uma maravilha...
EliminarNem mais! O grande problema será escolherem entre as inúmeras livrarias q existem por todo o território timorense...
EliminarA Amazon não entrega em Timor???
EliminarTanto quanto me disseram, na quase totalidade do território de Timor não há distribuição de correio.
EliminarIsso faz com que Pablo Neruda seja considerado literatura fantástica?
EliminarTimor não precisa de Portugal para nada. Informe-se melhor há mais livrarias em Timor que na tua terra.....
EliminarNo entanto eu enviava a "Autopsia de um crime onde se conta como o exercito português abandonou cobardemente os timorenses ás mãos dos indonésios depois de ter fomentado uma guerra fraticida entres os mesmos.
Meu Caro Leife , informe-se V. também.
EliminarQuem abandonou Timor não foi o Exército e sim uma minoria comunista e pró-soviética que agia segundo um plano global. Fizeram o mesmo nas outras então províncias ultramarinas e até cá na dita metrópole, destruindo o tecido produtivo e a educação, etc.
Fomos todos vítimas!
Muitos sectores da sociedade e povo português manifestaram sempre apoio à causa timorense e contra a Indonésia, não seja ingrato.
Felizmente na metrópole as rivalidades regionais e entre antigos povos que habitavam este cantinho nunca foram além do futebol, pelo que não houve guerra civil. O mesmo não sucedeu na ilha de Timor.
Um abraço
Será a GNR, destacada em Timor, que fará a distribuição dos livros.
EliminarOs livros que já não queremos ler serão muito úteis a quem quer fazê-lo e não tem como.
Será a GNR, destacada em Timor, que fará a distribuição dos livros.
EliminarOs livros que já não queremos ler serão muito úteis a quem quer fazê-lo e não tem como.
Se os livros não são lidos ou relidos, "morrem"
Belo post! Em semana prezada e sancta, doar livros e nem somente ao Timor... possivelmente, há quem reconsidere ao pensamento que livro pertença-o, quando livro pertence-o, apenas guardiões das letras, nós. Tanto no ato de doar, como em ganhar livros, estes são geniosos, preciosos ou submissos, passeiam nas idéias e em bençãos do conhecimento; privar o próximo de tais, quando o próximo pode ser eu, ou vossa mercê...
ResponderEliminarO meu vizinho do lado, um homem de grande craveira intelectual e íntegro de princípios, nunca dá livros nem donativos a ninguém. Desculpa-se sempre com o mau exemplo dos outros.
ResponderEliminarBarrius
se não forem lidos, devem oferecer-se. Como a carne ou o peixe, que se estragam por não se consumirem! Lembro-me sempre do António Lobo Antunes, que foi meu psicanalista. e que uma vez em que fomos almoça e eu estava numa certa editora me pediu para lhe levar livros. « Quais António'» Não faz mal tudo o que tiver!:) Só o cheiro me embriaga!!!!
ResponderEliminarHá dias falaram-me que o José Mário Silva, volta e meia, fazia uma espécie de feira com os livros que tem a mais, e oferecia-os a quem deles se enamorasse. Desde então, ando à espreita no seu blogue para ver quando e onde será a festança. Juro que não vou perder a oportunidade. Posso até não encontrar nada que me agrade mas a ideia é muito engraçada e útil. E olhem que tem excelentes livros, a avaliar pelo lista que eu vi, publicada no blogue. Excelente ideia, sem dúvida. Para quem dá e para quem recebe.
EliminarPor cá, tem dessas modas bOOkcrOssing:
ResponderEliminar"O BookCrossing é um conceito que pode ser resumido como a prática de deixar um livro num local público, para ser encontrado e lido por outro leitor, que por sua vez deverá fazer o mesmo. O objetivo do Bookcrossing é “transformar o mundo inteiro numa biblioteca”. Os membros desta comunidade de leitores, que não conhece limites geográficos, possuem um sentimento de partilha tão grande que não se importam de libertar seus próprios livros em locais como cafés, transportes públicos, bancos de praças e outros lugares que a imaginação ditar, para que outras pessoas os possam ler, ao invés de manter as obras paradas nas estantes. É uma forma de tornar o acesso à cultura e especificamente à leitura verdadeiramente universal".
é uma ideia óptima, Cláudia.
Eliminarmas infelizmente nem sempre resulta.
em Almada um grupo de professoras bibliotecárias colocaram o conceito em prática nas suas escolas e revelou-se um êxito.
quando o passaram para a comunidade, com a colocação de livros em vários locais, estes pura e simplesmente desapareciam, sem se descobrir rasto.
as pessoas não compreenderam que o objectivo era partilhar livros e a sua leituira, sem custos...
somos um país muito "especial de corrida", Cláudia.
E por nossa vez, ao que possamos compreender, os livros nos chamam, como os que vos recuperastes, emendando por devolver ao trajeto, em defesa, como a um o rio que flui!
EliminarGostava de saber se desejam receber só manuais escolares
EliminarAinda não há 15 dias fui deitar uns jornais velhos no papelão da minha rua e alguém tinha lá deixado encostado um caixote com livros escolares. Entre eles, duas análises críticas, uma do Memorial do Convento, e outra, d'Os Maias, pelo Prof. Carlos Reis. Uma 2ª edição dos anos 80. Já lá estão na prateleira. Bookcrossing ? Eu achei meio estúpido, mas agradeci.
ResponderEliminarFora uma em raras possibilidades de compreender o que veio de encontro a vossa mercê!
EliminarInda no outro dia táva uma bicha de dez metros: claro que, como bom português, também lá me meti mesmo não sabendo pró que era, só sabia que era à borla, afinal era injecção!
EliminarNão vivo em Timor nem nunca lá pus sequer a pontinha de um pé. De ONG´s (tb sei que não há plural para siglas, mas apeteceu-me pôr ´s) fujo delas a sete pés, ou oito, ou nove ... e tudo isto deu pé a que lhes diga que, devido à crise económica, também aceito doações. Podem ser os livros que forem, com as capas sujas, folhas semi-destruídas e viradas (não podem é estar em branco), lombadas encardidas, anotações à margem, sublinhados, enfim, podem vir os livros em estado deplorável que mesmo assim vos agradeço com os olhos marejados e o coração aos saltinhos de tanta comoção. Não sou alfarrabista, esclareço. E moro pertinho de vocês, quiçá ... posso retirar a domicílio e em troca podem ter a certezinha absoluta que receberão um enorme sorriso.
ResponderEliminarCom gratidão,
Futuro Alfarrabista
Obs.: Qualquer autor será benvindo. Aqui não há esquisitices, nem se é "nobél" ou nem por isso.
Ouso,
ResponderEliminarnão quero.
nem vosso ter
e tam pouco ser,
irás corromper-me
ou aturar-me? Até o
prescindir da decisão
então se, não. Ou, não.
O polegar acena do céu!
Boa noite a todos.
Manuais escolares, BD repetida, livros repetidos... esses vão e com alegria. Agora os outros, os "malandros" que ocupam a casa toda...desses não me consigo separar, talvez por egoísmo, talvez porque sem os meus livros me sinta órfã... não sei. Talvez um dia :) Mas os outros seguirão já hoje :) Boa Páscoa!
ResponderEliminarBem...depois de todas estas palavras, fico com vontade de ler A Filha do Capitão.
ResponderEliminarTenho imensos livros e também manuais...também tenho pena de os dar, egoísmo é verdade...vou oferecer os manuais dos meus dois filhos...ficam sempre, porque podem ser necessários, mas acabam por não se consultarem e ficarem esquecidos, substituídos pela internet, quando querem fazer pesquisas.
Bom dia
ResponderEliminarAdmito que me seria muito difícil abdicar do meu mundo dos livros... São histórias que se entranham em nós quando bebemos as palavras desenhadas em cada página., sentimentos que conservamos na lembrança das personagens, que por vezes nos advertem que podem fazer parte da uma realizada próxima. No entanto, um ato de caridade resulta em abdicar de algo muito precioso para nós, dando a possibilidade a alguém de sentir a nossa "felicidade".
Estaria disposta a oferecer essa "felicidade" se tivesse a certeza que chegaria às pessoas que realmente necessitam dela. Há alguns anos atrás, numa campanha similar, entreguei algumas dezenas de livros (escolares, infantis, romances, etc.), e senti tristeza por abdicar deles, mas em simultâneo alegria por contribuir, mas qual o meu espanto e desilusão, quando uns meses mais tarde, descobri que a grande parte desses livros, foram "escolhidos" por quem deles não necessitava e os restantes amontoados em caixas, na esperança do esquecimento. Conclusão... Não chegaram ao destino proposto.
Por isso vou manter o meu "mundo" dos livros próximo de mim e legá-lo aos que me são próximos, assim sei que serão bem cuidados e apreciados.
Livros para Timor?
ResponderEliminarE o dinheiro do petróleo para que serve?Para amamentar a classe politica instalada no poder?
Estas campanhas são hipócritas. Além das receitas do petróleo , Timor recebe ajuda internacional da UE e de diversos organismos das Nações Unidas. Não foi o Presidente Ramos Horta que se prontificou a comprar a dívida externa portuguesa? Orientem os recursos para o desenvolvimento sustentado do estado e da nação timorense. Olhem para as receitas dás concessões do petróleo e comparem-nas com o investimento público e questionem onde está o saldo diferencial.
As campanhas não são hipócritas, acredito que as pessoas estão de boa fé ,ou querem receber louros à custa dos outros??!!
EliminarPenso é que há falta de conhecimento do que por lá se passa. A realidade daquele povo é completamente diferente da nossa, estão do outro lado do Mundo. Os manuais escolares devem referir-se à forma como se vive e eles vivem e têm hábitos diferentes dos nossos.
Imaginem o estudo da letra "Q" de queijo. Saberão o que é queijo?. As crianças são sub- nutridas ,a maioria.
Na escola portuguesa em Dili quem lá está são os filhos dos ditos "abastados" e quase nada falta.
Admiro-os respeito-os , mas do que eles ( a grande maioria das crianças) precisam é de ser alimentados correctamente ,depois, com a barriguinha aconchegada , seguramente lhes apetecerá ler.
Em Dili conheço 3 bibliotecas Fundação Xanana, Centro cultural em Dili (instituto Camões )e do Centro Padre Ant . Vieira em Tibesse . e crianças nem por isso... O que estava sempre cheio era o acesso internet ,que era gratuito por parte dos adolescentes.
Eu acho que o nome da tal ONG não é esquesitissima como diz.....porque para mim OPIS é a maior......
ResponderEliminarCaros Companheiros Extraordinários:
ResponderEliminarAqui temos um exemplo do que se diz " mal haver por bem fazer".
A quantidade de gente que nunca comenta nada mas acorreu a participar com comentários, para atacar ou apenas desopilar a vesícula não é curiosa?
Uma Santa semana para todos.
Ao Sr,António Luiz Pacheco
EliminarNão para atacar nem desopilar.
Não será por esta noticia estar em destaque no SAPO.? Pode ser... ou pode ser por outra motivo qualquer, talvez .. cada um sabe porque comenta.
é para isto que tem os comentários abertos, certo?
Já que me pergunta:
Eliminar- Acho que não!
Bom, é sempre esclarecedor saber que existem blogs de comentários abertos que são só para alguns.
EliminarEste post foi destacado no SAPO, mas parece-me que com o tom que aqui se pratica, não deve tornar a acontecer.
Minha Cara
EliminarA sua ignorância e atrevimento (andam sempre juntos) só é comparável à sua má-fé!
Explicando, uma vez que mais importante do que estar "no sapo" (seja lá isso o que for) é que estamos na Semana Santa e que ensinar os ignorantes é uma obra obra de misericórdia e dever de qualquer cristão:
1º- As minhas opiniões são da minha exclusiva responsabilidade, nada tendo os outros comentadores do blog, a sua dona ou quem quer que seja a ver com elas! Nem sobre eles recai.
2º- Respondendo à sua pergunta objectivamente sobre se as opiniões dos que as não exprimem normalmente teria a ver com o facto de o post estar no tal sapo, em vez de serem para atacar ou desopilar - Eu disse e reafirmo: Acho que não!
3º- Isto não tem nada que ver com a liberdade de cada um pensar como entenda e de o manifestar.
4º- Só prova que você:
Minha Cara
EliminarA sua ignorância e atrevimento (andam sempre juntos) só é comparável à sua má-fé!
Explicando, uma vez que mais importante do que estar "no sapo" (seja lá isso o que for) é que estamos na Semana Santa e que ensinar os ignorantes é uma obra obra de misericórdia e dever de qualquer cristão:
1º- As minhas opiniões são da minha exclusiva responsabilidade, nada tendo os outros comentadores do blog, a sua dona ou quem quer que seja a ver com elas! Nem sobre eles recai.
2º- Respondendo à sua pergunta objectivamente sobre se as opiniões dos que as não exprimem normalmente teria a ver com o facto de o post estar no tal sapo, em vez de serem para atacar ou desopilar - Eu disse e reafirmo: Acho que não!
3º- Isto não tem nada que ver com a liberdade de cada um pensar como entenda e de o manifestar.
4º- Só prova que você:
Minha Cara:
EliminarA sua ignorância e atrevimento (andam sempre juntos) só é comparável à sua má-fé!
Explicando, uma vez que mais importante do que estar "no sapo" (seja lá isso o que for) é que estamos na Semana Santa e que ensinar os ignorantes é uma obra obra de misericórdia e dever de qualquer cristão:
1º- As minhas opiniões são da minha exclusiva responsabilidade, nada tendo os outros comentadores do blog, a sua dona ou quem quer que seja a ver com elas! Nem sobre eles recai.
2º- Respondendo à sua pergunta objectivamente sobre se as opiniões dos que as não exprimem normalmente teria a ver com o facto de o post estar no tal sapo, em vez de serem para atacar ou desopilar, eu disse e reafirmo: Acho que não!
3º- Isto não tem nada que ver com a liberdade de cada um pensar como entenda e de o manifestar.
4º- Só prova que você:
- Nem sabe ler nem interpretar
- Está eivada de má-fé
- É revanchista
- Tem um problema do foro psicológico, achando-se objecto de segregação, que se traduz num comportamento agressivo e uma exacerbada defesa dos pretensos direitos que acha estarem em causa - quando não estão.
Aviso-a de que não perderei mais tempo consigo, nem o farei perder aos Extraordinários comentadores deste espaço! Só lhe respondi para que fique bem clara a sua falta de entendimento e bom senso.
Ponha lá isto na rã, no sapo ou na salamandra, qualquer batráquio anuro ou urodelo que seja, que a mim pouco me rala.
Uma Santa Páscoa
Parece-me que a ignorância é partilhada pelo ilustre. Nem sabia que o seu post estava em destaque na página principal do SAPO e também, já agora, não havia necessidade de responder três vezes. Tem de aprender a comentar no seu próprio blog.
EliminarAs melhoras :)
Não há ninguém que diz à "Ana" que o blog não é do nosso amigo Pacheco (que por acaso estimo muito)?
EliminarOlá!
ResponderEliminarEspero que não haja um número limite de livros a entregar, pois tenho imensos manuais escolares que pretendo, já amanhã, levar a um balcão dos CTT. Preparem-se para me receber de "livros abertos"!!
Paula Ramos
António Luiz Pacheco.
EliminarDevo alertá-lo que "anas" há muitas. E o Sr. Está a responder , parece-me ,convencido que o 2º comentário é meu e não é.
Lamento a sua pouca delicadeza e etc.
Ao sr.António Luiz Pacheco.
EliminarDevo alertá-lo que anas " há muitas. E o Sr. Está a responder , parece-me ,convencido que o 2º comentário é meu e não é.
Lamento a sua pouca delicadeza e etc.
E eu lamento a falta de carácter dos anónimos!
EliminarEtc para si tabém!
Olá
ResponderEliminarTenho uma enciclopédia para oferecer a Timor. Mandar um livro de cada vez é dispersar a obra. Aguardo contato de entidade credivel que receba e assegure o envio para Timor.
Contato para o e-mail: jvfartaria@sapo.pt
Tenho livros dos meus filhos desde o ciclo,caso haja interesse,aguardo contato.
ResponderEliminarAchei a ideia bastante interessante e vou de certo contribuir principalmente com livros escolares pois o que as crianças precisam neste momento é de aprender a ler a escrever e tudo um pouco que as rodeia. aceitam em todos os ctt??
ResponderEliminarBoa noite,
ResponderEliminarSempre achei interessante estas iniciativas, assim que as vejo recolho de imediato o que tenho para oferecer, contudo deixa-me sempre a pensar, será que chega o destino esta nossa boa vontade ?
Anabela Flórido
Também tenho essa dúvida muitas vezes, e compreendo-a inteiramente, mas olhe, na dúvida, dou o chamado benefício da mesma, e contribuo com roupas, alimentos, etc.
EliminarJá dinheiro, nunca...
Tenho muitos livros escolares que posso ceder, claro que estão desatualizados dado o novo acordo ortográfico e a alteração dos programas. Se mesmo assim servirem posso levá-los aos ctt.
ResponderEliminarObrigada pela indicação
ResponderEliminarEu sou uma dessa pessoas que não gostam de se separar dos seus livros.
ResponderEliminarEsporadicamente oferecem-me livros que não fazem o meu género de leitura, e então sim, mneste casos eu dou a alguma pessoa que ache que aprecia a leitura.
Tenho dado (e lido) vários livros infantis (a crianças), o que tem sido muito gratificante.
Gratificante fora vossa mensagem!
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