E se alguém de repente...

Aqui há uns anos, havia um anúncio um bocado parvo (mas devia ser bom, pois de outro modo não me recordaria dele) em que uma voz dizia à rapariga que ia pela rua que, se um desconhecido de repente lhe oferecesse flores, isso era Impulse (a marca do desodorizante que se pretendia anunciar). Quando fui trabalhar para a LeYa, dei-me conta de que na equipa comercial havia uma pessoa que se dedicava exclusivamente às vendas por impulso – e tenho ideia de que tomava conta de clientes específicos como as bombas de gasolina, entre outros, aonde as pessoas não vão especificamente comprar livros, mas podem levá-los «por impulso». Com o fecho de muitas livrarias no País e a ameaça de que outras irão pelo mesmo caminho, os leitores que vivem longe dos centros urbanos ficarão certamente mais pobres; porém, os optimistas defendem que é sobretudo para esses que servem as livrarias virtuais (que, ainda por cima, lhes farão chegar os livros directamente a casa). Estas desenvolver-se-ão em Portugal, estou certa, até porque o número de e-books comprados aumentará com os novos dispositivos; mas significarão, muito provavelmente, a perda das tais vendas por impulso. A página de abertura de uma Amazon já poucos livros tem e, ainda que as congéneres portuguesas não se tenham posto até agora a vender roupas de marca e electrodomésticos, a verdade é que o número de livros no écran inicial corresponde, quando muito, ao que está na montra de uma livraria, mas os restantes livros estão mais ou menos escondidos e é difícil, desse modo, impulsionarem alguém...

Comentários

  1. Bom dia!
    Eu gosto mesmo de comentar quando discordo de si. :D
    O fecho de livrarias é um sintoma de mudança que se adivinhava há algum tempo. Não associo a uma crise financeira.
    A diversidade de canais, hoje, é extensa.
    Eu quando procuro um livro não vou a uma livraria. Procuro pela internet. E esta mudança de comportamento permite a criação de algoritmos que cruzam informação sobre os meus gostos. Exemplo: Procurei livros de alguns autores em 2ª mão num site. Quando entrei no site da Fnac - sem eu fazer nada- surgiram os livros, com o devido preço, em Roll-up ". Quem o faz por autores também o faz por géneros, etc .
    A compra/venda por impulso é muito forte.
    Outro canal que - agora- é muito mais forte do que as livrarias: os hipermercados. É o reino da compra por impulso. Quando entrarem num hipermercado reparem que, muitas vezes, os livros estão logo perto de uma entrada. Não é um produto "essencial" e se forem 1º à fruta, carne, pão etc o mais certo é não comprarem qualquer livro.
    O serviço que as livrarias poderiam fornecer como distintivo está cada vez menos presente: conhecimento dos livros.
    A propósito: sinceramente, pouco me interessa onde os compro desde que venham bem tratados. Hipermercados, livrarias, net , alfarrabistas...pouco interessa. Quantos mais canais melhor.


    Para quem tem pouco dinheiro e um apetite voraz de leitura: Seja em que compra for (impulso ou não) têm 15 dias para trocar. Tiveram um maldito impulso, arrependeram-se, vão buscar outro... :D

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    1. O nosso amigo Mário quando quer comprar um livro não vai a uma livraria...ele não sabe nem sonha o que perde.

      Vai à internet, mas podia perfeitamente ir a uma mercearia, a uma drogaria a uma chapelaria, desde que vendesse livros...ele não sabe nem sonha o que perde...

      Roll-up/algorimetros, etc. fiquei completamente à banda com estas novas palavras...

      Comprar um livro é como quando eu era pequenino e ao domingo me vestia de lavado...

      É preciso "nadar" dentro dos livros no seu meio ambiente, é preciso desfolhear os livros no seu meio ambiente, é preciso tocar nos livros no seu meio ambiente e quem gosta verdadeiramente de livros o seu meio ambiente é uma livraria, e como eu sempre adorei entrar em livrarias, nunca ninguém me obrigou a comprar.

      Outro canal que - agora- é muito mais forte do que as livrarias: os hipermercados - como é possível!

      É a mesma coisa que eu digo acerca de alguns comentadores de futebol (os Lobos e outros que tais)- não percebem nada de futebol, porque nunca cheiraram o balneário, nunca, à 2ª. feira, andaram com os joelhos (todos pintados de mercurio cromo e de puz) colados às calças...

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    2. AS Severino,
      Compreendo o que me diz em relação às livrarias. Temos posturas e ideias diferentes, mas que se unem no principal:
      Adoramos ler, não é verdade? E quando nos oferecem um livro, por exemplo, olhamos para o autor, título e depois para o conteúdo; não perguntamos onde foi comprado.
      Por isso, penso estarmos em consonância quando dizemos que gostamos muito de ler.
      Abraço
      Mário

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    3. E efectivamente como o meu amigo Mário diz, há uma coisa que nos une - o gostar de ler! E este gosto é fundamental, isso é que interessa, é verdade Mário, mas vou deixar cair aqui uma inconfidência -no meu casamento os preliminares têm sido tão importantes...

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    4. ahahaha. É justo! Abraço

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  2. Autores em 2ª mão???


    Bolo Rei Seco e Esfarelado.

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    1. Normalmente não respondo a anónimos e só em casos excepcionais é que falo para bolos, mas não podia deixar de responder a este post.
      ehehehe ! Nice! Bem apanhado! Alguns são um resumo revisto e piorado de outros, de facto...
      Livros em 2ª mão...
      ehehehe ...bem-visto.

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    2. Acho muito bem esse princípio de não responder a anónimos! A não ser que sejam simpáticos e que digam coisas kidas, como eu!!
      É que há anónimos maus! Mauzões! E aí seremos agressivos e brutais nas respostas. Aqueles anónimos que dizem coisas que a gente não gosta de ouvir mas que, na maior parte dos casos, até são verdade.
      Agora, anónimos amorosos e engraçados, merecem sempre resposta! Com esses já não interessa o anonimato.
      Têm é que ser simpáticos!!!
      É o meu caso!!!

      Se eu lhe disser assim: eh eh eh Autores em 2ª mão? Está com graça essa distracção!

      Aqui sou um anónimo simpático.

      Mas se eu disser assim: Autores em 2ª mão? O que é o você quer dizer com isso? Que falta de rigor! Então não lê o que escreve, no final? Vê-se logo que é um sujeito desalinhado, sem rigor. Desses que entram e saem por todo o lado sem rigor e sem critério. Um inconsequente que se está nas tintas para quem lê. Não se observa.

      Está a ver? Um anónimo antipático que vai ser merecedor de alta reacção!

      É assim a vida.

      Um bom dia de Bolo Rei Seco e Esfarelado

      (Não sou tão anónimo assim! Sou conhecido neste blogue. Comento bastantes vezes. O senhor é que anda por aqui, com mais assiduidade, e isto desde há pouco tempo... )
      Hummmm!

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    3. O problema de se abrir uma excepção é este...
      Mas tem razão. De facto, você não é tão anónimo(a) assim...
      Tenho muita pena de si... sinceramente.

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    4. António Luiz Pacheco12 de abril de 2012 às 08:12

      Ora essa! Acabo de ter uma interessantíssima conversa com un folar!!!! Aquecido e com um pouco de manteiga, mais uma cházada! Olá!
      É que ainda não tinha comido nada!
      Isto a gente sujeita-se...
      Ahahah!
      Um abraço aos dois!

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  3. Nice? Nice não é uma cidade francesa?


    Roll-up e Nice.Que coisa estranha!! A que propósito?

    HM

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  4. Confesso! Compro livros por impulso.
    Ontem, três (desconto irresistível) colaborando para ampliar a colecção.

    Exatamente. Valeu a pena de bons escritores:
    T. E. Lawrence - A matriz
    Francisco José Viegas - As Duas Águas do Mar
    Edgard Telles Ribeiro - Olho de Rei

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  5. Dantes eu até lia comentários de notícias de jornais. Desisti. A "coisa" desceu tão baixo que preferi utilizar melhor o meu tempo. De vez em quando, aqui, a "coisa" começa a ser parecida.
    Mas, desta vez, ainda vou meter a minha colherada. Não será comentário ao "post" mas a partilha de uma reflexão.
    A minha filha, com 21 meses, quando entra na livraria vai logo toda lampeira para o sector de livros infantis. Escolhe um e, sozinha, senta-se no banquinho, à mesa, a "ler". Daí a pouco sai, arruma aquele e vai buscar outro. E dei por mim a pensar: É assim que começam! Não é possível que esta imagem se perca!
    Sem livros à mão, sem livrarias onde se procuram os livros conforme os interesses, sem aconselhamento, que pessoas teremos no futuro? Que amogos? Talvez os que escolhamos em scroll-up num qualquer monitor de computador!...

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    1. Ops... Onde se lê "amogos" leia-se "amigos"

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  6. Peço-vos desculpa por retomar neste Post um comentário que deveria ter feito no de ontem, sobre Tabucchi / (Reserva)Zita (Seabra), mas estive ausente e não pude cumprir o ritual diário da leitura das Horas Extraordinárias.
    Tenho receio de que a maioria de vocês já lá não voltem e não queria deixar de expressar a minha opinião.
    Sobre essa senhora, em relação à qual eu nem quero gastar adjectivos (desagradáveis), por respeito para com os adjectivos, sugiro-vos que leiam o poderoso texto de Viriato Teles, no seu blogue ViriatoTeles.net: ReservaZita (entra-se a partir do índice na parte lateral direita do blogue).
    É um texto de 5 estrelas.
    A ofensa reles a Tabucchi fica vingada (com um texto publicado antes da sua morte, o que mostra que os escritos de qualidade são intemporais).

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  7. comprar livros em livrarias tem várias vantagens, além do ambiente único, podemos sempre perguntar por este ou aquele livro, o que é impossível num hipermercado.

    para mim a FNAC é uma livraria, não é um hipermercado.

    e quem gosta de mexer nos livros antes de os comprar (como acontece comigo), não se rende à "net"...

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    1. António Luiz Pacheco12 de abril de 2012 às 05:14

      Concordo... a FNAC é uma livraria, com uma arrumação e até ambiente de livraria (grande).
      O atendimento é... aceitável.

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    2. Ó Luís efectivamente a FNAC é uma livraria............ xinesa

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    3. boa! :))

      mas é uma livraria. :)

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    4. É sim senhor, e devo até confessar que já lá (na FNAC) li alguns livros à "borla" (por exemplo "O BARULHO DAS CHAVES" do excelente/espectacular/magistral escritor francês Philippe Claudel ).
      Já leram "A Neta do Senhor Lihn "? "ALMAS CINZENTAS"? então de que estão à espera?









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  8. António Luiz Pacheco12 de abril de 2012 às 05:10

    Pode parecer estranho, mas tanto o Mário Rufino como o António Severino têm razão - no meu eventualmente pobre entendimento.
    Não se antagonizam, antes se complementam...
    Porque na diversidade das idéias e das pessoas, como dos canais, há aqueles que vão à net e compram e os outros que não vão (como eu!) e muito simplesmente porque não é ainda o meu meio, embora já tenha comprado assim alguns livros, quando não há outra forma.

    Como resultado recebo regularmente mails de editoras com novidades, que na maior parte dos casos apago, confesso e é estúpido... ou seja, fui apanhado na rede!

    A Grande Distribuição é de facto onde impera a compra por impulso, mais do que este outro mercado virtual de nos invadir as caixas de correio, pelo contacto físico do manusear.

    As livrarias adoptaram esse conceito do supermercado, o livre serviço (a liberdade para comprar - mexendo). Há no entanto sectores onde a venda assistida ou atendimento impera, como talho, charcutaria, peixe... e sabemos ser um erro ter apenas livre serviço nestes casos.
    Algumas cadeias sempre o tiveram, outras não, mas todas voltaram a ele! É um facto!

    As livrarias que optam apenas pelo livre-serviço desprezam e desincentivam a necessidade por parte de quem compra livros de falar deles, de perguntar por autores ou títulos e que muitas vezes ainda não sabe ou tem como o fazer na net ... acabam assim com um culto e uma forma de comprar, será essa uma das razões do sucesso ou insucesso?
    Não sei... teria de ser feito um estudo, mas sei que sinto falta de uma livraria sossegada, onde se falasse em voz baixa com o funcionário sobre livros, e onde houvesse uma arrumação por temas em vez daqueles montes a promover.
    Nas que ainda existem, não há atendimento nem especialização, apenas quem espalhe pela loja e registe a compra... livros de aventura não os há, de viagem nem ouviram falar, se perguntarmos por Western olham para nós com cara de troça, os policiais não deveriam estar misturados com vampiros, nem os de temas históricos com os fantásticos e muito menos os clássicos enrolados com o Rodrigues dos Santos e por aí fora... isso é logo um péssimo indicador. E uma pena!

    Estarei eu na condição de anacrónico?
    É provável...
    Saudações do campo!

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  9. Vou-vos contar uma história sobre a Amazon que vocês se calhar já sabia e a seguir apresento a minha opinião sobre as equipas comerciais. Estão preparados? Aqui vamos: Há uns anos, nos EUA, descobriram que a Amazon , utilizando os algoritmos de que o Rufino falou, criava um perfil secreto de cada utilizador em que era estimado o seu poder de compra e a sua solicitude em gastar dinheiro. A partir desse ponto, de cada vez que o utilizador fazia login na Amazon , os PREÇOS variavam em função do seu perfil. Foram processados (obviamente) e safaram-se com um engenho admirável (admirável e imoral), afirmaram que a Amazon não era uma loja, mas um conjunto de lojas e que assim que o cliente entrava era encaminhado para aquela que mais lhe convinha, apesar de o preço das diferentes lojas ser bastante diferente... Foram absolvidos. Assim, numa sociedade em que para vender vale tudo, cabe ao consumidor educar-se, de forma a que até os seus impulsos se tornem magníficos e uma explosão de qualidade!

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  10. um exemplo:
    Entrei no facebook e vi um post da Fnac com este conteúdo:
    "Festa do Livro'12 : esta tarde temos mais um livro a um preço muito especial, apenas 5€! Entre as 16h e 17h, podes aproveitar para comprar o livro "A Condição Humana", de Hannah Arendt , na Fnac.pt ." (O livro custa, normalmente, cerca de 20 euros)

    Conheço a autora e o livro, mas não tinha o objectivo de efectuar esta compra. Não tinha...mas agora tenho. Se estivesse dentro da Fnac no Colombo, Almada, etc...não via isto. :D
    Impulso.
    Abraço

    ResponderEliminar
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    1. Mas Ó Mário, isso acontece com qualquer coisa porque se estiverem a dar injecção (de borla) o português vai prá "bicha"...

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    2. é o espírito de pobre. Leva a vacina e depois pergunto para o que é... :D

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  11. Comprar onde se quer, seja na livraria, na net, nos alfarrabistas - sabendo o que se quer, parece-me bem. Mas é tão bom entrar num sítio inesperado e sair de lá com um livrito debaixo do braço! Oscilo entre ambas as situações, embora penda mais para a primeira: sou, portanto, um híbrido Mário Rufino-ASeverino.
    O que é importante é, como escreveu a Duras, é que: "vocês (não vocês assíduos aqui, outros, claro!) caminham para a solidão. Eu não, tenho os meus livros."

    PLFF

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    1. Há uns anos atrás dizia-me um amigo meu: Ó Seve é preciso é ler, nem que seja a Crónica Feminina...

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    2. António Luiz Pacheco12 de abril de 2012 às 10:12

      Ó Seve... isso já foi mesmo há muitos anos!
      Eheheh! O Courinha nem era nascido... ele se calhar nem a Gazeta das Aldeias conheceu...

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    3. Esta da Crónica Feminina foi-me dita por um Senhor da Gulbenkian (que se tornou a partir dali meu amigo) estava eu sentado num banco do METRO à espera do comboio e a ler "O NOVENTA E TRÊS" do Victor Hugo em dois volumes de bolso da Editora creio que MINERVA; teria para aí uns 14/15 anos (era paquete de uma companhia de seguros). Sabem o que era um Paquete? só não digo que seria o moço dos recados porque ainda havia o porteiro, o motorista do admnistrador e eram esses que normalmente faziam os recados, não era priopriamente o moço dos recados mas andava lá perto, corria Lisboa de lés a lés (a pé para poupar o bilhete do autocarro e para descobrir Lisboa e não só...)

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    4. António Luiz Pacheco13 de abril de 2012 às 04:31

      Paquete (não confundir com navio de passageiros) como o Titanic, foi algo que afundou!
      Hoje há "estafetas"...
      O rol das profissões que deixaram de se nomear
      ó Amigo Severino? O marçano, o merceeiro, o charcuteiro , mestre, aprendiz, praticante, o amanuense, remendão, sapateiro, funileiro, azeiteiro, quinquilheira , vendilhão, tendeiro, sardinheiro, petrolino , galinheiro, caixeiro e caixeiro-viajante, fiel... era um nunca mais acabar... fora o capador, vedor...
      Bem o corrector ortográfico até se passou!


      Bom fim de semana!

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    5. Hoje é tudo Técnico de Bens Alimentares (merceeiro), Técnico de Doçaria (charcuteiro) , Manufactor de Calçado (sapateiro) Técnico de Latoaria (funileiro) Técnico de Oliva (azeiteiro) etc etc.

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  12. Então ficamos assim: quem comenta e não é anónimo é de primeira mão; quem comenta e é anónimo é de segunda mão. Uffffaa, quanta discriminação. O que vale é um bom comentário, ainda que um pouco azedo, outro mais adiante cheio de saber, ou mais outro com humor e galhardia. Valem também os que vêm na contramão. O que é interessante é que a senhora Rosário nunca se mostrou nem contra nem a favor de quem quer que seja, com nomezito ou sem ele. Quem comenta (e tem identificação) é que é dado a certas embirrações ... manias.... Imagino o tormento que será fazer uma visita (sem nome) à casota dos ditos cujos ... Paus e pedras ...

    Broa

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  13. Mas, era a última que faltava. Da embirração: de quem da o tapa, e esconde a mão...



    Boa noite a todos.

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    1. Não são tapas nem tabefes muito menos porrada. Aqui, com nome ou sem ele, há pessoas civilizadas (creio eu) e, portanto, trocam-se ideias, "discutem-se" gostos, uns vêm ensinar, outros vêm aprender. Uns passam informações úteis, outros escrevem pelo simples gosto que têm em fazê-lo. Uns transcrevem poemas ou frases e ainda há os que o sabem fazer de mão própria (sem escondê-la). Gosto de provérbios. Deixo-lhe este:
      "A beleza está nos olhos de quem a vê". Acrescentaria: a feiura também.

      Boa noite.

      Broa

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    2. Boa, Broa!

      Confesso não perceber o que interessaria aos não-anónimos saberem o meu nome completo, com preposição e tudo:) Continuaria a ser para eles tão anónimo quanto eles o são para mim.

      PLFF

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    3. António Luiz Pacheco13 de abril de 2012 às 04:22

      Hum... lá nisso tem razão!
      Mas olhe que eu venho no Google! Hein! Sou menos anónimo portanto... assim quase conhecido! E já fui à televisão e tudo...
      Ahahah!
      Mas não deixa de ter razão, passe a brincadeira... é por ser Sexta-Feira 13, estou a tentar descomprimir.
      Um abraço para si!

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    4. António Luiz Pacheco13 de abril de 2012 às 04:24

      Sim senhor! Essa valeu minha Cara...
      É o espírito diria eu, em português para não levar uma admoestação do nosso Extraordinário Seve (tá tramado! Esta pegou...).
      Bom fim de semana

      Eliminar
    5. De vossa confissão o ceder faz lição!

      Mas, ei de confessar que saberia indentificar, rastros, se fora bretão, passofino ou andaluz, isso que o lusitano a meu ver e de cômodo mais intenso, porém, no fofo da areia ou na senda de pedreiras, as pegadas iam-se-lhe pelo tamanho do casco.

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    6. Apenas por não distorcer das palavras, acima dedicadas ao Doutor PLFF.

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    7. António Luiz Pacheco13 de abril de 2012 às 05:50

      ESTOU A REFERIR-ME À Exma BROA!
      Com a profusão de posts a gente confunde-se!

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    8. Ó meu amigo ALPacheco obrigado pelo elogio, sinceramente que gostei. Um abraço

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    9. Se me procurar no Santo Google também lá me achará, com receita e tudo ... (a sorrir, eu, não a broa) ... e lá haverá broa de milho que, com um caldo verde e um chouriço, é manjar de deuses... hummmm ... essa sim é uma excelentíssima broa e certamente já apareceu na TV muitas vezes.
      Eu sou apenas uma anónima ...

      Bom fim-de-semana e boas chuviscadas no campo.

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  14. A Zita Seabra é um subproduto a que se dá muita importãncia. .E o que quer é palco...para denegrir alguém ou....


    O seu trajeto não tem elevação nem grandeza.É foleiro.


    Estou à vontade,! Sou exPCP!

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    Respostas
    1. António Luiz Pacheco13 de abril de 2012 às 04:20

      Ó Pink... então já foi Red? Ahahah!
      Olhe a Zita deu em Orange... não foi? Eheheh!

      Eliminar
  15. não comentei este post e nao sei a que propósito envia comentários para o meu mail
    tendo instrumentos próprios,deita mão de recurso muito duvidoso para insultar...

    havia necessidade?

    fui pcp e não me arrependo... aprendi imenso!
    QUANTO MAIS APRENDEMOS,MAIS NOS AUTONOMIZAMOS,NÃO É?

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