Da Pérsia ao Irão
Muita gente se lembra seguramente de um filme de animação chamado Persépolis que correu os festivais de cinema há uns anos e acabou mesmo por ter distribuição comercial e ser exibido também na televisão, além de ter sido seleccionado para os Óscares. Era a história da vida de uma rapariga iraniana, desde a sua infância ocidentalizada até às drásticas mudanças que a Revolução Islâmica trouxe ao Irão na sequência da queda do Xá. Esse filme baseava-se, porém, num livro autobiográfico de Marjane Satrapi – uma banda desenhada a preto e branco publicada originalmente em francês (em dois volumes depois reunidos) e mais tarde traduzida e editada num grande número de países. Pois bem, esse livro saiu em Portugal recentemente e merece leitura, porque é um excelente exemplo de como um jovem (no caso, uma jovem) ganha consciência política entre dois regimes tenebrosos, cada um à sua maneira. A par dos problemas vividos pela protagonista à medida que a realidade à sua volta vai mudando – os presos políticos, a proibição de estudar, a substituição da matemática pelo estudo do Corão ou a instrumentalização dos media pelo poder dos ayatollahs – há também um lado mais leve sobre o que é crescer, descobrir a sexualidade, namorar, beijar, estar apaixonado ou até sofrer uma traição. Um bom livro para oferecer aos adolescentes preguiçosos para ler.
Já o tenho!
ResponderEliminarVi o filme, há dois ou três anos e adorei! Por vezes, ela faz lembrar a Mafalda, com os seus comentários desconcertantes mas muito assertivos. Imperdível!
"Um bom livro para oferecer aos adolescentes preguiçosos para ler."
ResponderEliminarQue subestimas a juventude não é vaidade; é precaução.
Também vi o filme. Impressionante.
ResponderEliminarIsabel
Cara Isabel:
EliminarComecei, ontem, a ler o "A confissão da leoa" do Mia Couto e estou a adorar. Excelente! Quando for à Feira já o levo, lido.:) Ontem, ao passar na livraria, encontrei-o ainda dentro da caixa, por arrumar. Trouxe-o logo! Por sorte, estava mesmo a acabar o último Jonathan Frazen , "Zona de desconforto" ( excelente, também!) e comecei logo a devorá-lo:)
Cara Ana B
EliminarEntão já me ultrapassou!?!!! Vá lá que eu hoje estou muito bem disposta, acabei de chegar de um concerto na Gulbenkian do António Zambujo (concertos esgostados hoje e amanhã). A nossa anfitriã foi brindada com 3 músicas da sua autoria e foi mesmo, mesmo maravilhoso!!!
Quanto à confissão da leoa... ela não me escapa, é só terminar a conspiração contra a América de Philip Roth...
Boas leituras
Isabel
Aconselho o livro e o filme. Excelentes.
ResponderEliminarO filme é realizado pela autora (e outro realizador)
Acrescento 3 autores que têm muito valor nesta área:
Zdenko Basic (colabora com Tim Burton )Shaun Tan
e
David Soares
São diferentes da Marjane Satrapi , claro.
Belo post
Já estive várias vezes para ver esse filme, mas ainda não se proporcionou. Da última vez que passou na TV (Alemanha) foi bastante tarde e acabei por me esquecer de programar a gravação. Fica para a próxima, está na minha lista.
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