Rico século XXI
Por razões que aqui não importa referir, estive a fazer uma lista de autores portugueses de ficção que se estrearam já no século em que vivemos. Como uns são muito mais velhos do que outros, estava convencida de que certos romancistas (Dulce Maria Cardoso, por exemplo) tivessem começado a publicar na última década do século XX e que outros, que de facto publicaram ainda nessa década (Pedro Rosa Mendes, por exemplo, que começou em 1999), só se tivessem iniciado no terceiro milénio. Mas o que interessa é que o primeiro decénio do novo século pariu muitos nomes interessantes – e com estilos francamente distintos – que não se ficaram pelas obras de estreia e têm dado grandes alegrias à literatura: Frederico Lourenço ou Rui Cardoso Martins, Ricardo Adolfo ou valter hugo mãe, Patrícia Portela ou José Luís Peixoto, Afonso Cruz ou João Tordo; e, além disso, foi já no século XXI que saíram as obras mais relevantes de Gonçalo M. Tavares e Mafalda Ivo Cruz, só para referir dois autores galardoados com o Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. Na década que atravessamos, outros seguramente se revelarão (até já li alguns, mas preciso de ver como se aguentam); em todo o caso, se não forem muitos, com o que temos já podemos considerar-nos satisfeitos.
E não esqueçamos o nosso amigo João Courinha que se estreou com um livro que me surpreendeu muito positivamente "FREDERICO GARCIA OU EXISTÊNCIA INACABADA" J.M. Courinha.
ResponderEliminarBom dia Sr. Severino, presta-me sempre grandes honras, espero não o desiludir com o segundo livro!
EliminarEu sei que Valter Hugo é um nome que não lembra às sandálias do menino Jesus, mas não sei se merecia estar minúsculo! Estou a ver que o café ristretto se acabou na Leya e a tia está mais para lá do que para cá!
ResponderEliminarCaríssimo João. Fui a primeira editora do valter, que escrevia com minúsculas o próprio nome. Talvez valha a pena o João pegar num dos primeiros quatro livros dele e ler para ver que a razão está do meu lado.
EliminarEstava a brincar! Não vou ler duzentas páginas para descobrir que um autor escreve o nome em letras minúsculas! Já viu a trabalheira? Se eu ponho a ler autores Portugueses contemporâneos ainda corro o risco de pertencer a alguma corrente! O isolamento é fonte de originalidade!
Eliminarnão precisa de se estafar a ler, basta olhar a(s) capa(s)...
EliminarPLFF
Mas ó Courinha só agora é que o valter hugo mãe abandonou a "mania" de escrever tudo em minúsculas, porque nos primeiros livros era tudo a eito, da primeira à última palavra; e olhe que não necessitava destas originalidades saloias para se tornar um grande escritor, nem tão pouco o meu amigo J.M Courinha precisava de colocar as "máximas" numa língua que não a nossa...para escrever um BOM livro! Já pensou quantas pessoas desistirão de o comprar quando logo na entrada do livro a primeira coisa com que se deparam é com palavras em inglês (um provincianismo absolutamente desnecessário, fruto certamente da inexperiência)...
EliminarOlha! Já lá vem o provincianismo! Oh senhor Severino eu vivo na província e o meu avô come toucinho frito ao pequeno almoço! Só por causa disso aqui vão os títulos do meus livro novo e a respectiva citação saloia de cada um!
EliminarCapítulo 1: À sombra de um Deus em flor
“I who erewhile the happy garden sung,
By one man’s disobedience lost, now sing
Recovered Paradise to all mankind,
By one man’s firm obedience fully tried
Through all temptation, and the Tempter foiled
In all his wiles, defeated and repulsed,
And Eden raised in the waste wilderness”
Milton – Paradise Regained
Capítulo 2: Raízes
“The Master said, ‘It is rare, indeed, for a man with cunning words and an ingratiating face to be benevolent’”
Confucius – The first ten books
Capítulo 3: Filho do nada
“I’ve got no strings so I have fun
I’m not tied up to anyone
They've got strings but
you can see there are no strings
on me!”
Pinóquio – Disney
Capítulo 4: Pródigo parasita
“L'enfant chantait; la mére au lit, exténuée,
Agonisait, beau front dans l'ombre se penchant;
La mort au-dessus d'elle errait dans la nuée;
Et j'écoutais ce râle, et j'entendais ce chant.
Victor Hugo – Les Contemplations
Capítulo 5: Lua nova
“Now the gray cub had lived all his days on a level floor. He had never experienced the hurt of a fall. He did not know what a fall was.”
Jack London – White Fang
Capítulo 6: O inferno
“Le diable en l'avenue
Chemina tant et tant,
Qu'on en perdit la vue
En moins d'une heur’ de tems.”
Chateaubriand – Mémoires d’outre-tombe
E aí está! Assim pode-me dar já a descasca e quando livro sair já estamos em odor de santidade e não fica com a pulga atrás da orelha! O que me diz?
Não ó amigo Courinha é que estes provincianismos não vêm de quem mora na província, nem tem nada a ver o cú com as calças, este termo provincianismo nem tem nada a ver com quem mora na província, normalmente estes provincianismos bacocos vêm de quem nunca viu o campo (e são normalmente citadinos bem pensantes da Avª. de Roma-anos 60-Vává, por exemplo); Courinha eu tento dizer apenas digo o que sinto (nem sempre consigo) e não calcula como me chateia quando naqueles inquéritos de leituras para férias (como se houvesse livros para férias e para o trabalho), ou naqueles inquéritos O QUE ANDA A LER (Jornal de Letras, DN, etc.), chateia-me à brava que aqueles papalvos só leiam livros originais e americanos (em amaricano, note-se)...não me leve a mal por dizer o que penso e sinto, deixe-me (neste espaço sonhador) ser livre... já me basta o que basta...quando lhe digo que o seu livro é BOM (para mim, claro) ao menos fica a saber que lhe estou a dizer a verdade, se não gostasse também lho diria, como, aliás, lhe disse logo (na hora) o que não gostei no livro (as citações em inglês), feitios, amigo Courinha.
Eliminar:) Qualquer dia temos que ir beber uma cerveja!
EliminarEncontremo-nos então TODOS, destas HORAS EXTRAORDINÁRIAS, na próxima feira do livro em Lisboa. Só teremos de acertar o dia e a hora.
EliminarEu alinho com muita alegria! podiamos ocupar o stand da Leya!
EliminarTambém alinho!
EliminarAcho boa ideia, mas vou estar de serviço ao fim-de-semana quase sempre. Depois comunico os dias que tiver livres.
EliminarCaro Courinha, olhe que às vezes ler os novos ensina muito (não em repetição, não em correntes que se segue ou não, mas para perceber o que há e como se pode ser singular entre muitos)...
ResponderEliminarEu sei! Foi só para não ter que confessar que sou um preguiçoso de todo o tamanho e que estou sempre a ler a mesma coisa. Qualquer dia inicio-me aí nesses livros, o problema é que tenho tanta coisa em lista de espera... baudelaire, saint-simon, la bruyére, puchkine... quando acabar tudo já estou velho e cegueta!
EliminarMuitos outros também estarão velhos e ceguetas quando começarem a ler os romances do João Courinha.
EliminarBem pensado! Vou introduzir prefácios com dicas de oftalmologia e boas práticas geriátricas! Se calhar até incluo um suplemento de cálcio na contracapa e uma colectânea de frases clássicas dos idosos como sejam: estes gaiatos vêm práqui com as mochilas (autocarro da Damaia) ou no meu tempo sabia-se os nomes dos rios, ou ainda o sempre clássico, DIZ-QUE (...) (introduzir seja o que for que tenha zero base científica ou factual). Vai ser um sucesso!
EliminarAdoro o Valter Hugo Mãe! Com maiúsculas ou minúsculas, a mim tanto se me dá! Para mim, ele é o meu preferido de sempre! Incluindo os mortos, os vivos e os a ser. Parafraseando outro nome incontornável da nova fornada de escritores, a talentosíssima Dulce Maria Cardoso, " é um amor tão exagerado, quase uma doença":) Até as crónicas do JL são deliciosas; é a primeira coisa que leio mal compro o jornal!
ResponderEliminarMas também gosto muito do Peixoto: é muito intimista, também. Fala muito do nosso interior e, a meu ver, é isso que faz a diferença entre os escritores.
Ainda bem que temos uma nova geração cheia de talento. Só tenho pena de não os poder ler todos. Mas o Rui o Cardoso Martins não vai escapar: prometo que será o próximo!
É engraçado como estas listas dependem dos gostos e dos critérios subjacentes.
ResponderEliminarPara mim, nenhum dos citados é um grande autor. Nem o Gonçalo M. Tavares (mais filósofo que escritor), nem o João Tordo (que conta bem uma história mas não escreve bem) nem qualquer dos outros apontados.
Falta aqui, por exemplo, o Possidónio Cachapa, a Patrícia Portela, etc.
Mas o melhor livro português que eu li nos últimos anos é de um autor praticamente desconhecido: Luís Caminha. Chama-se 'Um Pinguim na Garagem' e é todo um manual de como contar uma boa história com enorme qualidade literária.
Natércia Ataíde.
A Patrícia Portela foi referida no post.
EliminarPLFF
Gonçalo M. Tavares??? mas, meus amigos, este é um escritor que daqui a alguns anos será Prémio Nobel, é um escritor fabuloso; mas já leram, por exemplo, "MATTEO PERDEU O EMPREGO" é uma peça de arte, uma gargantilha da mais fina prata.
EliminarEstou de acordo em que o Gonçalo M. Tavares é sobrevalorizado. E criou-se um clima em que parece ser precisa coragem para se dizer que não é tão bom assim. Basta pôr uma coisa cá fora para ter prémio.
EliminarPor acaso também já li o livro do Luís Caminha. Não se se é o melhor, mas é de certeza um dos melhores que li ultimamente. Entranhou-se ao contrário do que aconteceu, por exemplo, com alguns livros de Gonçalo M. Tavares e que já nem me lembro da história. Luís Caminha é precisamente o contrário do Gonçalo M. Tavares: este é demasiado cerebral onde Luís Caminha é emotivo (demasiado? o tempo dirá, se continuar a publicar).
João Tordo não consigo ler. Nem José Luís Peixoto (com excepção do Morreste-me).
Possidónio Cachapa já é do século XXI? Também gostei do único livro que li dele...
EliminarÓ Drª ... isso deve ser uma ganda trabalhêra ...
Cada vez que vou a uma livraria vejo sempre novos autores.
Quanto ao "gosto-não-gosto ", e o "falta-este-ou-mais-aquele ", bem nisso nem me meto! Livra...
Também gostei do livro do nosso Courinha , tenho de admitir! E direi mesmo mais, se ele quisesse podia ser o nosso Tom Sharpe , nas calmas... espero que um dia enverede pelo caminho do romance satírico, ou humorístico, porque com a sua certeira ironia e o fino humor, ia ser coisa a sério!
Nuno Serrano, Gonçalo M. Tavares é realmente um grande/grande escritor, já leu "MATTEO PERDEU O EMPREGO"? desconcertante!
EliminarQuanto ao Tordo e ao José Luís Peixoto estou absolutamente de acordo com o meu amigo (a 100%); no 1º. livro do Tordo fiquei na página 28, do Peixoto "Morreste-me" lê-se porque são cento e poucas páginas...isto é como os jogadores de futebol, é preciso sorte, há grandes jogadores por aí na 3ª. divisão e há autênticos pataludos que até são campeões do Mundo (Polga/Luisão etc etc)...
O premiado romancista e crítico Miguel Real (autor de um excelente ensaio sobre o mal saído há dias) também faz a sua lista da primeira década deste século (na revista Letras com Vida, nº 2):
Eliminar"No campo do romance como arte, destacaram-se dez superiores revelações na primeira década:
- Filomena Marona Beja
- Gonçalo M. Tavares
- José Luís Peixoto
- Patrícia Portela
- João Tordo
- Valter Hugo Mãe
- Patrícia Reis
- Henrique Levy
- Luís Caminha
- Maria Antonieta Preto.
Acho piada ao valter hugo mãe e nunca tinha ouvido falar da Maria Antonieta Preto e do Luís Caminha, que já foi referido atrás nestes comentários. Vou ler a ver se gosto.
«A Ressurreição da Água» é algo diferente na literatura, sim, e é da Maria Antonieta Preto.
EliminarAinda sobre Gonçalo M Tavares, Luís Caminha & companhia... o primeiro tem claramente a máquina do marketing lubrificada. Do segundo, como dos muitos outros bons escritores da "terceira divisão", nem marketing nem livros publicados disponíveis nas livrarias: esses devem estar a abarrotar os armazéns das editoras, que devem estar cheias de dinheiro para se darem ao luxo de não tentar escoar os produtos em que já investiram.
EliminarQuando é que se percebe que não estamos só a falar de qualidade, novidade, ou mérito de escrita? Estamos obviamente a falar de construções, perfeitamente arbitrárias, e com favores e interesses pessoais a funcionar como critério de qualidade. Sejamos sérios... quem escolhe e determina quem é bom escritor são sempre os mesmos. Não digo que não exista alguma qualidade nos que estão já garantidamente consagrados; mas os circuitos mantêm-se: e lixam os outros todos (escritores) em que vale a pena investir. Ou que não têm diplomacia ou cara para entrar no sistema. Ou apelido, noutros casos...
O Tordo não é aquele que fez uma personagem que para ser o Dr. House só lhe faltavam as asas?
EliminarAcabei de comprar, no Corte Inglês, o livro do Luís Caminha.
EliminarJá agora, digo-vos que, por mais de uma vez, encontrei nesta livraria livros antigos (?) que não estavam disponíveis nas Bertrands e nas Fnacs . Alguns foram verdadeiros achados. E olhem, eu não recebo comissão...:)
O Tavares tem a máquina bem lubrificada mas tem qualidade (do melhor que se escreve em Portugal), e que me diz, Osvaldo, ao best seller "o 575"?
EliminarTal e qual, tem piada, realmente associava a personagem a outra qualquer só que não me ocorria...bem visto Courinha
EliminarNão li… nem sequer acabei o primeiro; falta-me muito para chegar ao 575º :). Francamente, não gosto do estilo de escrita. Procuro na ficção o estilo de escrita que os artigos técnicos não têm… e não encontro isso nos textos que li do Tavares. Vê-se que o homem tem formação em filosofia. Mas falta-lhe muito, quanto a mim, para ser escritor. Não basta ter máximas, aforismos e boas ideias, para isso. É preciso estilo, a acompanhar.
EliminarE o amigo, já agora: leu o "Um Pinguim na Garagem"? Alguém me explica por que razão é que esse livro foi tão pouco divulgado? Sou psicólogo clínico e apreciador-amador de boa literatura. E o que vos posso dizer (a quem nunca leu o livro) é que é um romance-ensaio de qualidade superior: aborda as questões da identidade e do self, inerentes à condição de se ser clone, levantando perguntas sérias (e bem construídas, do ponto de vista científico) mas mantendo a ficção e estilo literário necessários para que se constitua como um excelente romance. Ou seja: grandes ideias e escrita com pena superior. Nomeadamente, sem a secura de estilo do Tavares. E torno a comparar os dois escritores só para realçar o facto de a mesma editora ser tão pródiga com marketing para um e tão forreta para com o outro. Não são ambos filhos da mesma casa?
Quanto aos prémios, realçados pela autora do blog como se fosse critério de mérito nesta área: mais uma vez, não sejamos ingénuos. Esses prémios são obviamente exercícios de marketing. Dou-vos um exemplo ainda fresco. Ontem foi divulgado o vencedor do Prémio Literário Vergílio Ferreira, atribuído pela Câmara Municipal de Gouveia. Quem ganhou é de terra vizinha (Covilhã). Será mesmo coincidência? Será que nem vale a pena disfarçar? Parece-me, no mínimo, uma clara falta de respeito pelos restantes candidatos! (garanto-vos que eu não fui um deles). E é coincidência que quem ganhe um prémio passe depois a vida a ganhar outros, cada vez de maior envergadura? Háo-de concordar de que isso nem no futebol acontece :). É possível que o Tavares continue a acumular prémios, cada um a empurra-lo para o seguinte, até ao Nobel…
Olá Osvaldo, é muito natural que na atividade da escrita, quem, resolva participar de concursos, diga-se da experiência, da espectativa, inclusive movido na esperança do aprendizado da disciplina, estudo e prazo, que são quesitos de primeira ordem na capacidade de produção, porém, as vezes, falta ao escritor a mediação de seu trabalho, e frente ao potencial que permita desenvolver ou compensar no sentido de calibrar a mensagem, esclarecendo defeitos, aliás o que buscar orientação por exames de dois, três trabalhos, ou até mesmo, no exercício de ensaios, contos e artigos, em conseguir identificar se o aspirante tivera a prosa viciada e que apesar da técnica, surgem traços de padrão que diferem do estilo, é caso do trabalho perder-se por tornar-se figurinha comum, e que infelizmente desgasta a própria dinâmica da criatividade e honestamente o que interessa por diversidade é a criação, pois convenhamos, falar em distinções é fácil, porém agradar, ter um enredo bem resolvido, envolvente, necessário e curioso e que exige sabemo-lo, perseverança e não esbarre na tentativa de cópias dos best sellers... Sinceramente, por mais que seja desagradável reconhecer lacunas à degraus, até os louros, ou de envolver um clínico editor! As palavras são as que mais tem por verdade, seu tesouro.
EliminarOsvaldo, ainda não li "Um Pinguim na Garagem" mas o meu amigo já me injectou o vício (quero lê-lo). Atenção que o 575 não tem nada a ver com o GMTavares, o 575 é aquele "locutor/escritor" que em vez de lhe encomendarem livros (tem uma oficina) encomendam-lhe um determinado nº. de páginas (normalmente 575) e ele, mais os seus operários, deita mãos à obra e lá saem mais 575 (e tudo best-seller...)
EliminarO Gonçalo M. Tavares não tem formação académica em filosofia. O que sabe, pouco, de filosofia é de leituras de autores que hoje em dia são filósofos desacreditados pela boa filosofia. Ele, Gonçalo, não sabe o que é a boa filosofia. E digo com segurança. Aproveita-se da ignorância das pessoas para passar a ideia de que é filósofo (da treta, é o que é).
EliminarMEGA-PROMOÇÃO SÓ AQUI PARA OS AMIGOS FANTÁSTICOS DO BLOG DA TIA!! (já não vou fazer mais apresentações!!!) - quem quiser ler o meu livro diga-me que eu envio-lhe um à borlix! Vocês são boa gente e leitores épicos, o derradeiro teste!
ResponderEliminarMandem-me as vossas moradas para o e-email. don't be shy ana. b., Isabel, blondwithaphd e o resto do pessoal todo!
EliminarAmigo Courinha :
EliminarObrigada.:) Terei muito prazer em receber e ler o seu livro mas, para isso, terá que deixar o seu email. Mandar-lhe-ei, depois, a minha morada. Combinado?
joao.courinha@gmail.com espero que a Claudia apareça por aqui para enviar um livro para o Brasil! Ana depois não se esqueça de deixar a sua filha ler antes dela... ir!
EliminarAmigo "extraordinário"
EliminarObrigada por me ter incluido nessa lista dos seus potenciais leitores, muito me honrou. E creia que vou ter todo o gosto em ler o seu livro. Tenho alguém muito chegado que tem o seu livro e só se não mo puder emprestar entrarei em contacto consigo.
...A propósito, ontem vi finalmente Downton Abbey que havia gravado, o amigo João havia tecido tantos elogios que já não dava para adiar mais Tem razão, é muito bom. Como muito boa será a leitura do seu livro...espero eu.
Obrigada pela sua gentil oferta.
Isabel
como gosto da escrita do Peixoto e do Tordo, provavelmente não irei gostar da sua "literatura". :)
EliminarTire la as aspas de literatura e mande-me a morada que depois logo vê!
EliminarJoão, era uma provocação!
Eliminara tua resposta mostra que independentemente da tua qualidade literária, és um gajo porreiro.
Sejam todos bem vindos ao terceiro milênio!
ResponderEliminarMaia?
EliminarDesatento e não menos estimado Courinha, na certeza de vos prentendeis escrever ou, aprender algo interessante, e por ventura nem participas com agrado a própria codinção e diga-se, direção, quando apontam-te a humildade do caminho.
Eliminar*condição
EliminarClaudia manda lá mas é a morada para eu te enviar o livro! Já tenho três moradas de amigos extraordinários! Paulo Oliveira também preciso da sua!
EliminarTambém vou querer o livro do Courinha, pois claro, aproveitando a sua magnânima obstinação contra a editora e antes que se arrependa, mas realmente nunca vi o livro em livraria. Não gosto da capa, angustia-me, mas gosto do título. Do conteúdo veremos. De todo o modo, gostaria de sossegar toda a gente: independentemente do que possamos pensar ou dizer, só se saberá da real validade de todos estes talentosos subqualquercoisa anos depois de todos estarmos fazendo tijolo. Façam como eu, leiam o que calha ler e não se preocupem.
ResponderEliminarIsso mesmo!
EliminarLeiam o que calha ler e escrevam o que calha escrever, para quem tenha esse talento ou pretensão. Eu agradeço. Refira-se, a propósito, que sendo o país pequeno e, diz-se, triste e deprimido, muita graça a Deus deveremos dar por tanto novo autor, tanta imaginação à solta e tanta literatura (veremos!) por metro quadrado, sinal que o país, afinal, talvez não seja assim tão.
EliminarOutro a ter em atenção: Paulo Bugalho.
ResponderEliminarSeria importante referir uns dos maiores nomes da grande literatura. Elas integram a grande literatura. Já alguém ouviu falar de Maria Antonieta Preto e de Joana Bértolo ? Provavelmente não. As editoras apostam no que está a dar e elas não estão a dar porque elas não necessitam de dar . Elas são sempre. Por estes dias revelarei mais nomes que não constam desta lista. Experienciem estas escritoras, experienciem e entenderão a razão deste comentário.
ResponderEliminarHá sem dúvida escritores que beneficiam de boa imprensa. Como dizia há pouco tempo o Mário Dorminsky a propósito da crítica de cinema, não há crítica, há favores. Ora ir por esse caminho pode ajudar a vender, mas cria desconfiança nos leitores. Eu gostei muito do Retorno, do E se eu gostasse muito de morrer e da Maquina de Fazer Espanhois. O que não significa que goste dos livros que ainda não li dos mesmos autores. Gostei de todos os livros do José Luis Peixoto embora ache a sua escrita um pouco lamechas. Concordo que o Gonçalo M. Tavares é mais filósofo que romancista. Gostei muito do A Eternidade Noutra Noite do Rui Vieira. Também gosto dos livros infantis do David Machado. Noto, ainda, que não referem poetas. Os rankings e as listas valem o que valem.
ResponderEliminarParem de dizer que ele é sobretudo filósofo. Ele não é de todo filósofo. Só porque tem uma ideia boa e a explora (mal) nos livros não faz dele filósofo. Esquecem isso, deixem de disseminar essa ideia, que de tanto passar quase começa a ser verdade.
EliminarEsta conversa foi-me parecendo, ao longo do dia, algo felliniana.
ResponderEliminarInterrompi o acompanhamento para, nas duas horas extraordinárias entre as 20h15 e as 22h15, assistir à homenagem que o FCP foi prestar ao SLB por ocasião do 102º aniversário do glorioso clube das papoilas saltitantes.
O aniversariante foi homenageado com três prendas, retribuiu a gentileza com duas.
Normal.
Mas persiste algo de felliniano no final da jornada: – Na TV, ao mostrar as imagens do resumo, está um tipo a tentar demonstrar que uma das prendas do FCP foi entregue com “meia-perna em fora-de-jogo”…
De modo que, de regresso ao Rico Século XXI, achei por bem fazer-me acompanhar pela música de Nino Rota – 2 Concerti per pianoforte, interpretados por Giorgia Tomassi com a Filarmonica della Scala dirigida por Riccardo Muti.
Quero dizer: – Já que tem sido assim desde esta manhã, achei por bem permanecer em ambiente felliniano, até ver se isto se consolida.
Sim, porque, vamos lá ver: – “Meia-perna-em-fora-de-jogo”… Isto é algo que, se a Literatura e as Artes calham de lhe pegar, só pode enriquecer ainda mais o já de si rico século XXI, ora essa!
“Meu Rico Mês de Ago,,,”, perdão: – “Meu Rico Século XXI com Meia-Perna-em-Fora-de-Jogo”, com banda sonora de Nino Rota – Que tal, hein?!
De modo que, felliniano por felliniano, a partir de hoje vou fazer-me acompanhar, a cada jornada, pelo Nino Rota, a ver se, pelo meu lado, a coisa fica assim até ao fim, deliciosamente com meia-perna à frente dos outros.
Saudações amigas do vosso
Joaquim Jordão
(Declaração de interesses: – informo que, com um cachecol azul-e-branco sobre os ombros, não me fiz acompanhar apenas pela música de Nino Rota, mas também por umas quantas gotas de um whisky que, curiosamente, até calha bem neste ambiente felliniano, é japonês. Sim, whisky japonês! Noutra oportunidade poderemos explorar esta singularidade de um whisky de meia-perna atrás, mas vá lá, menos mal para brindar a um 102º aniversário com meia-perna-à-frente).
Bom dia, peregrino Jordão, refiro-me de vossa incansável jornada, tenha por detalhe o desatento em completar "Agosto", talvez, em virtude na altura das horas, aliás, mais atento a paródia das pernas, dentro e fora, inclusive até um saci, não seria mais saltitante trazendo o cachimbo à boca!
EliminarUm bom fim de semana e merecido descanso, até.
O meu top five português desta primeira década (por ordem alfabética, porque não consigo dizer qual é melhor):
ResponderEliminarGonçalo M. Tavares
Luís Caminha
Maria Antonieta Preto
Possidónio Cachapa
Rui Vieira
Não entro em comércios: para mim, independentemente de editoras, estes são os melhores. Outros há muito bons. E outros que a história se encarregará de matar embora sejam muito badalados hoje (João Tordo, José Luís Peixoto, David Machado, etc.)
Não tem propriamente a ver com a discussão. Apenas quero salientar que a Maria do Rosário pode ser a melhor das editoras mas é como autora que me emociona e me prende. Pena é publicar tão pouco, porque é demasiado bom o que escreve...
ResponderEliminarP.S. Esqueci-me de dizer que "ainda sou do tempo" do "Alguns homens, duas mulheres e eu", 1ª edição, suponho ( capa verde e laranja, com figuras numeradas), já velhinho por andar de mão em mão por não se encontrar facilmente...
ResponderEliminarSeria injusto não referir a prosa e a poesia da autora do blogue. Pode descobrir muitos talentos mas continua a ser uma das melhores e comoventes escritoras que já li. Apenas isso.
Dizer que Gonçalo M. Tavares é sobretudo filósofo é não entender nada de filosofia. Mais ainda, dizer que ele é lógico, é não perceber nada de lógica. Gonçalo M. Tavares é influenciado por Foucault e Deleuze, que como filósofos ficam muito a desejar. São especuladores e não filósofos como actualmente o são os filósofos norte-americanos e ingleses, quer dizer, os analíticos.
ResponderEliminarGonlçalo M. Tavares, como aqui já se disse, é sobretudo um produto da imprensa, da editora (apoiado por Zeferino, editor de Saramago), que tentam à força toda que chegue ao Nobel. Na realidade, é um escritor razoável apenas, e nada mais do que isso. Actualmente, o melhor escritor português da actualidade é Norberto Morais, cuja escrita é de longe superior à do Gonçalo e quejandos.