Outro olhar

Logo mais à tarde, pelas 18h30, estarei na Livraria Bertrand do Chiado para uma conversa com José Luís Peixoto, de quem fui orgulhosamente editora durante uns quantos anos e uns quantos livros (e cuja produção literária continuo, evidentemente, a acompanhar). O convite partiu dele, mas, fosse como fosse, não podia recusar, uma vez que estaremos ambos ali para falar de Nenhum Olhar, o seu primeiro romance – vencedor do Prémio Literário José Saramago –, que agora terá a sua estreia em versão digital. Acredito que esta nova forma de olhar o texto gere também novos leitores, embora não me consiga separar do papel, pois foi em livros com capa e folhas reais que fiz toda a minha aprendizagem. Mas esse será apenas um dos tópicos da conversa, já que muito mais haverá a dizer sobre este livro que de certa forma mudou a minha vida enquanto editora. Se não tiver planos, apareça por lá.

Comentários

  1. É o melhor livro de José Luís Peixoto. Tem 3 livros que, na minha opinião, têm de ser lidos:
    - Nenhum Olhar, Criança em Ruínas e Morreste-me.

    Embora fuja ao tópico, não me canso de repetir.
    Há dois autores portugueses "obrigatórios", hoje:
    Pedro Rosa Mendes. É, com Gonçalo M Tavares, o expoente máximo da Literatura Portuguesa contemporânea.

    E José Rentes de Carvalho. Vai sair "Rebate" em Abril. Aproveitem!!

    Quanto a JL Peixoto, espero que consiga atingir, novamente, o nível dos livros citados. Ele é muito novo e pode dar muito mais à Literatura Portuguesa. Já o demonstrou...

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    1. Concordo plenamente com essa selecção, apenas acrescentaria "Livro".
      Isabel

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    2. Bom dia, Isabel
      Comecei a ler "Livro" e desisti. Tenho sido muito crítico em relação à obra recente de JL Peixoto (assim como à de vhm ) por uma razão muito simples:
      Ele é um bom escritor que pode vir a ser ainda melhor. Se acabasse agora de escrever, deixaria 3 livros muito bons. Tem, felizmente, muito tempo pela frente...

      e agora despeço-me. Tenho de ir estudar.
      Beijos e abraços para todos.
      Mário

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    3. Eu também gostei muito do "Livro" ...

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  2. ah! só mais uma informação e calo-me:
    Saiu o primeiro livro sobre a obra de JL Peixoto.
    Quem gosta muito deste autor poderá ler:

    Luz da Intensidade, por Luís Carmelo
    Quetzal Editores

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    1. Compreendo. Mas eu de facto gostei do "Livro", tocou-me ao contrário dos anteriores que me haviam decepcionado.
      Bom estudo e boas leituras
      Isabel

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  3. 14anabernardo@gmail.com30 de março de 2012 às 03:45

    Lá estarei. Sem falta!
    O JLPeixoto é um dos meus escritores preferidos. Não consigo eleger o seu melhor livro, ou melhor, o livro que mais prazer me deu ler, que são coisas completamente diferentes. Mas o "Livro" foi um dos que mais gostei. E do "Abraço": gostei muito do seu tom intimista, do seu calor. E do "Cemitério de Pianos", e do..., de todos! Infelizmente ainda tenho um, por ler, o "Uma casa na escuridão". Está na torre dos lazeres urgentes, que, cada vez, está maior. Que desespero...
    Então, até logo:)

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    1. Eu também vou! leve uma rosa vermelha!

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    2. Eu já sou uma rosa, meu caro...:)

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  4. Para quem gosta de José Luís Peixoto, aconselho um autor praticamente desconhecido porque, acho que injustamente, não tem sido divulgado: Luís Caminha. Já li um romance dele e vários contos e poemas. Ambos os autores têm ambos o que eu costumo chamar de escrita psicológica, mas na minha opinião a de Luís Caminha é bem mais poderosa que a do primeiro. E menos lamechas.

    Nuno Serrano

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    1. António Luiz Pacheco30 de março de 2012 às 04:52

      Escrita psicológica?
      Curiosa e original designação a sua, importa-se de me explicar melhor? Até de exemplificar?
      Não me interprete mal... fiquei curioso e ando por aqui a tentar reunir toda a informação que possa!

      Um abraço!

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    2. Gostei bastante do "Pinguim na Garagem" do Luis Caminha que alguém divulgou aqui noutros comentários. Obrigada a quem deixa boas sugestões de leitura!

      Cristina

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    3. Caro António Luiz Pacheco,

      Sei que não é uma expressão feliz, porque toda a escrita será psicológica... O que eu quero dizer é que, em muito do que Luís Caminha escreve. a acção desenrola-se dentro da cabeça dos protagonistas e ele descreve como um pensamento leva a outro com uma arte magistral e cativante. Creio que JLP faz algo de parecido, mas sinceramente, Luís Caminha prende-me mais.
      Já agora, esta minha preferência está relacionada com outra expressão dúbia que eu utilizei e com que o meu amigo não me quis confrontar: "escrita poderosa". Com isto quis referir-me a um modo de tratar a linguagem, uma poesia na prosa, em que acho Luís Caminha muito superior a JLP, isto apesar de reconhecer que JLP já o faz muito bem. Aliás, acho que na actualidade portuguesa Luís Caminha é o autor que melhor sabe conciliar narração e lirismo. E, no entanto, nunca ouvi falar dele nos media. conheci-o por puro acaso, através de um livro seu que comprei num alfarrábio.

      Um abraço e saudações urbanas :).

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    4. António Luiz Pacheco30 de março de 2012 às 06:20

      Muito obrigado pela sua atenção!!!!
      A escrita poderosa eu entendo perfeitamente, pois me parece clara e é termo que já li e de que até gosto bastante!
      A psicológica... infeliz? No lo creo... depois de explicada acho que se percebe o que quer dizer, sobre a forma de nos levar aonde o autor quer, que pode ser de facto
      "levando pela mão" ou empurrando o leitor, ou então da tal forma mais subtil, através de um encadeamento lógico de idéias que seja assim como os degraus de uma escada que vamos subindo ao mesmo tempo que vamos conversando, e sem dar por isso chegamos ao cimo!
      Acho até que é uma excelente expressão! Enfim na minha limitada qualidade de entendedor das coisas das letras!

      Um grande abraço, já chuviscou!!!!
      Saudações do campo!

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  5. O que vou aqui escrever nada tem a ver com o post de hoje, ou talvez até tenha, já que é "outro olhar" sobre a nossa anfitriã que aqui trago. Pois bem, no site do Público é noticiado o novo disco de António Zambujo que está disponível para quem quiser ouvir bastando carregar no botão. Acrescento que o título da música cuja letra é da MRP é "Flagrante". Fica a informação para quem quiser deitar uma vista de olhos (de resto estou a escrever este comentário ao som dessa música).
    Isabel

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    1. António Luiz Pacheco30 de março de 2012 às 08:47

      Espere pela pancada que um Anónimo Anónimo já aí vem tratar-lhe da saúde... ahahah!

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    2. Estimada Rosário, caros António Luiz e Cláudia

      A noite passada, no meu último comentário ao antepenúltimo post (“Espectáculo,…”), prometi que, para benefício da comunidade, traria aqui umas dicas sobre iogurtes e torradas de pão-que-sobra.
      Mas fui apanhado por aquele episódio e, entretanto, fez-se tão tarde…

      E agora?
      Já passou o Eduardo Prado Coelho, temos aqui o José Luís Peixoto, e Maria do Rosário foi já apanhada, “com as calças na mão”, em “Flagrante”.
      A que imaginável propósito posso eu, errante peregrino, vir agora apregoar aqui o milagre da transformação das rosas em pão torrado?

      É o que vos peço: – que me imaginem um pretexto, que o texto já eu tenho.

      Na expectativa, cumprimenta-vos
      J. Jordão

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    3. António Luiz Pacheco30 de março de 2012 às 13:54

      Vou pensar durante o fim de semana... prometo!

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    4. Acabei de ouvir, em mais um magnífico Câmara Clara, a música do Zambujo com letra da nossa Anfitriã. Que, pelos vistos, anda muito saída da casca...:). A sério: muito bonita, a música! Aliás, todo o disco parece excelente! Foi mais uma delicia de programa com o, também, excelente Agualusa! É o único programa de televisão que me merece atenção. E agora desculpem-me mas tenho que ir acabar o "Todas a cores do vento" do Miguel Miranda. Estou mesmo, mesmo a acabar e estou a adorar: magnífica personagem principal, que este romance tem!

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    5. Pois eu hoje acordei ouvindo essa música na TSF. De tanto ouvir, ainda a vou saber de cor!!!
      Isabel

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  6. O céu, seria esse olhar
    e revelar-me-ia por teu
    lago, que é mar inquieto
    em lá e cá, no querer estar

    quisera então, outro olhar
    em desassossego do meu
    provocar-te-ia, segredos
    e cumpriria, amar ao teu

    mas, eu só imagino de ver
    que em visão por ser, via
    se o meu, ao teu fosse par

    por estando a velar-te cria,
    ser-te-ia o horizonte ímpar
    qual luz trar-te-ia o limiar.





    Boa noite a todos.

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    1. Ao apontar-me alguma gralha, diria ao colibri: nenhum olhar...

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    2. Boa noite, Cláudia.
      Se ler o post de hoje verá que a Isabel e alguns de nós lamentaram a sua ausência. Está tudo bem consigo? Um Abraço Extraordinário para si.

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  7. Depois de Cemitério de Pianos e Abraço, tenho agora esse e Livro em fila de espera. Que pena só ter lido este post agora, adorava ter ido...

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    1. Também tenho pena de não ter lá estado, será que o amigo Courinha nos faz um relato?!
      Isabel

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  8. Andei nos últimos dias obcecado à espreita de um pretexto para colocar aqui o que, por fúteis razões, tenho andado a prometer aos frequentadores deste blogue: – umas banais dicas sobre corriqueiras utilidades relacionadas com as minhas prosaicas actividades domésticas de confecção de iogurtes e torradas. Tinha já, ansioso, um textozito preparado…

    Ontem, num assomo de lucidez, detive-me a olhar este “Outro Olhar” que nos é apontado por Maria do Rosário.

    Discerni que é minha obrigação manifestar a grande admiração que tenho por José Luís Peixoto, não apenas pelo escritor, mas também pela pessoa, isto é, pelo admirável jovem José Luís que me foi revelado através de uma interessantíssima entrevista que lhe foi feita por Manuel Luís Goucha e que, há tempos, tive a sorte de ver numa televisão.

    Ao fim do dia, em homenagem ao José Luís, rasguei e depois reinventei o que tinha escrito – e é isso que agora, com outro olhar, vos trago para cumprir a promessa.

    (Vou colocar a seguir, por causa do limite de caracteres)

    J. Jordão

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    1. IOGURTES

      Um iogurte, com um litro de leite, dá para fazer oito.

      Enquanto ficam ali umas oito ou nove horas no tranquilo morno da iogurteira, refugio-me a escrever no sossego da biblioteca.

      Os livros, por vezes, multiplicam-se. Ando nesta altura às voltas com o terceiro de uma série em que cada um faz contas com o(s) anterior(es).

      Também os iogurtes se multiplicam. No caso, multiplicam-se exponencialmente. Cada um daqueles oito daria para fazer outros oito, teria logo 64.

      Se estivesse na onda do empreendedorismo – melhor, se não preferisse ter simplesmente o prazer de, ao nascer do sol, desligado o computador e abertas as janelas para arejar a biblioteca, saborear um iogurte com mel e canela antes de ir dormir – se não fosse essa bendita teimosia, de cada um daqueles 64 faria mais oito, num total de 512.

      Aqui, diz-me a experiência, a partir da terceira geração os iogurtes começam a perder qualidade, como acontece com os livros. É prudente começar uma nova trilogia. Farei essas contas…

      A quem a prudência possa interessar, atenção: assim à primeira vista, até parece que 512 por semana daria para governar decentemente a vidinha. Uma pessoa poderia continuar sossegadamente a escrever durante a noite, que a logística não seria nada de transcendente: bastariam 64 iogurteiras, capacidade de armazenamento em frio e um adequado meio de transporte até ao destino. Mas não é bem assim.

      O grande problema dos iogurtes é, como o dos livros, a distribuição. Como fazê-los chegar às pessoas.

      Ainda se, ao menos, as livrarias tivessem frigorífico…


      TORRADAS DO PÃO-QUE-SOBRA

      Sou um privilegiado. Todas as manhãs, aí pelas seis, seis e tal, o padeiro vem pendurar-me na maçaneta da porta um saquinho com meia-dúzia de pães. Ao despertar dos sábados, antes de ir dormir, sentado na cozinha a saborear o iogurte com mel e canela, faço de conta que não lhe ouço o rádio da carrinha, a pressa dos passos na escada, o restolhar do saco de plástico.

      Dos seis pães sobram-nos habitualmente quatro, que permanecem na convencional cesta sobre a mesa, dentro do saquinho, até ao dia seguinte, e vão depois para o frigorífico, a enrijar. Cada semana juntamos ali uns 24 pães, a maioria já suficientemente duros para, com a faca eléctrica, serem multiplicados em fatias, finas como páginas.

      Dormido o sono legal, e dormida também, ora essa, a sesta a que tenho direito depois do tardio almoço – e por essas calmas vias revisitado o que escrevi durante a noite, engendrados novos desenvolvimentos, imaginadas novas páginas – chega a hora de, enquanto o jantar está em andamento, ligar o forno e fazer o milagre das torradas.

      Cada tabuleiro leva, bem arrumadinhas, as páginas de três capítulos e meio. Para fazer os quatro livros semanais preparo 14, dos mais rijos. Os que sobram ficam no frigorífico, para a próxima edição.

      A leitura é feita durante as refeições, a acompanhar – melhor, a enriquecer, se é possível – os saborosos cozinhados que saem daquelas santas mãos de quem eu tenho o privilégio… (Desculpem, às vezes nem consigo escrever direito, por causa destas emoções que me entortam as linhas…)

      Mas é nas minhas particulares sobremesas que as frágeis páginas verdadeiramente brilham, quando nelas posso ler um verso de compota de framboesa, um diálogo da geleia com o pau de canela, por vezes uma nota de queijo da serra no rodapé…

      O padeiro traz-me, todas as manhãs, propostas de novos livros.

      Ainda se, ao menos, as padarias tivessem máquinas de imprimir…



      Joaquim Jordão

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    2. Caro Amigo Joaquim Jordão:

      Presenteie-nos de vez em quando com outros textos como estes, tão deliciosamente saborosos (literário-gastronomicamente falando).
      Muito obrigado.

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    3. A manteiga a derreter numa fatia de pão caseiro ainda quente...Lembrei-me deste prazer que tenho ao ler este texto de facto saboroso. Obrigada.
      Isabel

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  9. E a apresentação do e-livro , como terá ocorrido? Com o i-pad ligado a um projetor , aposto. Nunca vi nenhuma, e terá de ter a liturgia de algum modo adaptada, pois o e-livro não é coisa que se estenda a um autor para a dedicatória. A menos que, aposto também, lá esteja uma resma de livros livros para esse efeito.

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    1. Houve muitos autógrafos no fim e não foram nos e-books...

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    2. O e-book não tem grande encanto, é um facto. Já o leitor, esse sim, tem-se revelado útil para mim. Leio crescentemente poesia, de que há na net um espólio infinito. Por causa aqui do blog descobri William Carlos William , não há muitos dias (era uma referência da escritora mexicana que foi falada). Já comprei uma pequena antologia da Assírio, mas também já saquei inúmeros poemas que facilmente transformei em e-book .

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  10. Estimado peregrino das horas, J. Jordão de Amarante, vosso pão-de-sobra é alimento de bem querer, amanhecidos e esquecidos...ora na saudade, bem quistos de aquecê-los. Outrora caminhos, travessias fora entusiasmo ao pedaço de pão. Vigor singelo e estímulo sã, o trigo aquecido, nutre!


    Obrigada de vossa receita!

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    1. Só para agradecer aos muitos leitores que, neste espaço, partilham as diversas emoções que sentem ao lerem tão brilhantes escritores que temos no nosso país! Bem haja a todos, sem exceção.

      Vou para uma FNAC, bem próxima de mim, passar uma manhã, a bisbilhotar todas as vossas sugestões. José Luis Peixoto, Gonçalo M. Tavares, Luis caminha ( novidade para mim) e Luis Carmelo, a propósito da vida e obra de Luis Peixoto. Vamos caminhando... e lendo... e vivendo neste país que, acredito que vai superar as adversidades que o assolam.


      Ana Caetano- Coimbra

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