Ler Eduardo

Hoje Eduardo Prado Coelho faria 68 anos. Infelizmente, por uma dessas partidas do destino, saiu cedo demais da sua vida e da nossa. Faz uma falta tremenda a quem o conheceu de perto e teve a sorte de privar com ele, pela sua inteligência, pelo seu sentido de humor e por uma vontade desinteresseira de partilhar os seus conhecimentos; e faz falta a muitos que não chegaram a conhecê-lo e que, se ele estivesse entre nós, teriam sido seguramente brindados com um texto seu, uma vez que era um espectador atento de tudo quanto que se fazia de bom e adorava dar a sua opinião fundamentada. Até à data, não temos um substituto à altura, ninguém que tenha a capacidade de acompanhar com o mesmo entusiasmo a literatura e a dança, a moda e a política, o cinema e a filosofia. A cultura portuguesa ficou, por isso, mais coxa sem este seu observador e divulgador. Neste dia 29 de Março, a Casa Fernando Pessoa organiza uma leitura de textos seus a partir das 14h30. Eu vou ler um fragmento sobre o prazer da leitura, mas haverá textos sobre as mais diversas temáticas desta figura culta e ecléctica. Basta passar por lá e ouvir.

Comentários

  1. Do pouco que li (em jornais e revistas) do EPC gostei. Faz falta à cultura portuguesa. Tenho debaixo de olho (há muito tempo) um livro seu, creio que algumas das suas memórias (TUDO O QUE NÃO ESCREVI, penso que será este o título), não sei se dois ou três volumes.

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  2. a ler, reler e treler " a sua obra
    Gosto, especialmente, de "Os Universos da Crítica".
    Existem, também, algumas introduções de grande qualidade a outros livros.


    Uma grande perda para todos.

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  3. Por vezes as memórias valem o peso do silêncio, mas quando concentram ou (melhor comentando) atribuem valores, é destas causas que orientam, aniversários são sempre motivos de rememorar.

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  4. Engraçado; ainda há dias, uma amiga recente me escrevia qualquer coisa como "Que falta faz o Prado Coelho para puxar por vocês todos." E se calhar tinha mesmo razão.

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