A Vida ao vivo

Hoje à noite, pelas 21h00, faremos o lançamento do livro A Vida Passou por Aqui, de Luís Francisco, na Livraria Barata, em Lisboa. Trata-se do primeiro romance de um jornalista do Público, que conta uma história urbana cheia de nós, com vários narradores que nem sonham como estão ligados uns aos outros. Sem nunca perder o pé e com vozes absolutamente inconfundíveis, o autor mostra-nos através deste romance como gestos aparentemente só nossos podem, afinal, influenciar decisivamente a vida de terceiros. A apresentação estará a cargo do também jornalista e escritor (mas um pouco arredado dos livros há uns anos) Rodrigo Guedes de Carvalho. Apesar da Greve Geral, espero que consiga aparecer por lá.


 


Comentários

  1. Tia o autor tem piada como o outro?

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  2. Bem dizia Philip Roth que a literatura está a morrer mas não é por falta de bons escritores, o público é que está a morrer para a literatura, porque os livros continuam a ser escritos e temos muitos e excelentes escritores, aliás, temos tantos que hoje até temos o privilégio do primeiro comentário ser de um excelente escritor, (tou a falar a sério)!

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  3. "Consegues imaginar-te daqui a uns anos, sentado à mesa do jantar, esparguete com douradinhos, vinho de dois euros, televisão ligada ao canto da sala, o miúdo aos gritos com a mãe, porque ele quer os "Morangos com Açucar" e ela não pode perder o episódio da novela da Globo? Consegues pensar nisso sem sentir um arrepio?" (P. 158).
    Sou entusiasta de romances de estreia. E depois sigo-os.
    Li de seguida este e "Gare do Oriente", o novo de Vasco Luís Curado. Não sei porquê, achei-os tão diferentes e tão iguais. Gostei de ambos, diga-se.
    Venham mais. Recomendo.

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    1. Não li o livro, confesso. Esse trecho cheira-me a cliché atrás de cliché.
      Mas, mesmo assim, estou curioso e irei ler o livro.
      Desculpem lá as minhas opiniões pouco politicamente corretas . Apenas estou a tentar ser sincero.

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  4. No domingo fui à livraria e peguei neste livro. Li as três primeiras páginas. Quis comprá-lo, mas não pôde ser.
    Pareceu-me um grande livro. Não é histeria nenhuma.

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  5. Vicente Lopes Saudade22 de março de 2012 às 06:23

    O livro do Luís Francisco ainda não conheço, mas desde que se falou aqui dele uma primeira vez, fiquei com vontade de conhecer.
    Já o Rodrigo Guedes de Carvalho, recomendo vivamente a leitura de "Daqui a Nada", simplesmente um dos melhores romances portugueses dos últimos anos...

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    1. Também estou com vontade de conhecer este novo autor. Ainda mais agora que vem com mais esta carta de recomendação. Tenho pena que o Rodrigo Guedes de Carvalho se tenha arredado dos livros. Acho que é um excelente escritor. Adorei "A Casa Quieta" . Escreve com uma imensa sensibilidade. Comoveu-me deveras!

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    2. Gostei muito muito da "casa quieta"! uma grande surpresa para mim.
      Isabel

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  6. As finanças:

    Sentei-me, cedo para mim, tarde para os demais. À minha frente duas senhoras, não, duas mulheres. A meu lado, a uns bons cinco metros, uma boina encimava um velho que aguardava, aguardava pelo meu lugar, ele que já tantas vezes aguardara e fora aguardado. Entreguei à mulher os documentos que me haviam comido boa parte do dia, ela cheirou-me a alma, adivinhou até que ponto me podia vilipendiar. Deixei-me cheirar enquanto me esforçava por emanar um forte odor a impaciência. "Menina..." balbuciou o velho, levantando a boina e deixando aparecer parte do emaranhado branco que o coroava de descendência. "Menina"... senti-me feliz como sempre me sinto com tratamentos ou termos caídos em desuso, sorri sozinho. Foi então que a "menina" arreganhou os dentes, inspirou, escureceu os olhos e distratou a reverência de quem não o merecia. O homem baixou os olhos, a mulher emitiu uma gargalhada tenebrosa enquanto, com os olhos, procurava apoio no seu pilar de sempre, a outra mulher. Azar, desventura, desamparo, malogro, a outra, ao telefone, alheia a mais um pisoteio que tanto a alegraria, não compactua. Os olhos enegrecidos dirigem-se a mim, a mim homem bom, a mim homem inimigo de humilhações, senti-me confiante. Olhei-a de frente, sério, estóico, paladino do velho, campeão daquele que usava boina, quando de repente, o meu corpo abandonou-me, o lábio superior tremeu-me, estremeceu, levantou-se ligeiramente para deixar espreitar dois dentes, dois terríveis dentes. A mulher sorriu-me de volta, agradecida pela estocada final no pobre ancião. Este, baixou os olhos, calou-se, talvez me tenha odiado, provavelmente não, pareceu-me um daqueles velhos que são bons. Porque terei feito tal coisa? Espero que tenha sido uma manifestação exterior do meu bom fundo irreflectido, mas, ainda assim, que culpa teria o velho? Voltei para casa um vilão quando a havia deixado um bom homem com papeis para tratar.

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    1. Gosto do crescendo, até terminar num espalhanço em grande estilo.

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    2. Se tiver tempo escreva um fim alternativo. Um abraço

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    3. Qual escreve, qual quê, certamente saberão todos estes amigos que é mais fácil emendar um livro do que escrevê-lo.

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    4. As fianças:

      cedo sentei-me, tarde aos demais... À frente senhoras, ou melhor, duas mulheres. Ao lado, uns bons metros, a boina encimava no velho que aguardava. Aguardava o meu lugar? Ele que tantas vezes, aguardara e fora aguardado... Entreguei à mulher documentos, havendo ali a exaustão de boa parte do dia... Ela cheirou-me a alma, adivinhando até que ponto podia vilipendiar. Deixei-me do aroma enquanto esforçava por emanar o forte odor da paciência. "Menina..." balbuciou o velho e levantou a boina, deixando aparecer a auréola prateada que coroava a decência. "Menina"... Senti felizardo, é monumental o tratamento ou termo caído em desuso essa, falsa alegria sem propósito. Foi então, que a "menina" sensibilizou algum riso, inspirou e amorteceu o olhar, destratando com irreverência quem não merecia. O homem desanimou e ao baixar os olhos a primeira mulher emitiu o deboche. Tomando coragem, tentou procurar apoio no pilar de sempre, a outra mulher. Azar, desventura, desamparo, malogro... A outra de costume ao telefone, alheia, entoou outro pisoteio. Afinal o que a alegrava, não compactuaria e aqueles olhos enegrecidos, por fim dirigiram-se a mim por homem bom. A mim, homem que inimigo de humilhações, senti confiança! Olhei-a de frente, sério, estóico, paladino do velho, campeão daquele que usava a boina, quando de repente o meu corpo abandonou-me, o lábio superior tremeu, estremeceu e levantou ligeiramente para deixar espreitar, dois dentes. Sim, sentia-me um lixo por dois impossíveis dentes. A mulher sorriu-me, agradecida e eu pela estocada final. O pobre ancião atou a mala baixou os olhos, juntou os dentes e calou-se. Talvez, tenha odiado ou não, os velhos são sempre compreensivos com a dor alheia. E porque fiz tal coisa? Aliás, espero ter uma manifestação de bom fundo e reflexiva, mas, ainda assim, seguro a culpa que teria se me poupa-se o velho. Voltei para casa sem ser vilão, ao deixar o bom homem tratar-me.

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    5. Deixo isso para quem sabe.

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    6. Eu sei que vais ficar zangada comigo, mas o excesso de linguagem faz com que pareça escrito por um escrivão de tribunal e não por um homem normal que foi às finanças. Desculpa

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    7. Pronto, Courinha... não resisti ao desafio e cá vai um desenlace alternativo

      Olhei-a de frente, sério, estóico, paladino do velho, campeão daquele que usava boina,

      « e cedi espaço ao balcão. Foi como se lhe enfiasse com o velho goela abaixo e sorri, mostrando-lhe um canino. Ele, para meu espanto, nem olhou para mim e veio novamente com a “Menina…”, enquanto a mulher se desfez de atenção desviando os meus impressos para o lado. Passei dez minutos a bufar e a suspirar quando nisto ouço um chocalhar de pulseiras no lioz, “Desculpe…” . O velho, virando-se para a moça - adivinho que escanchou um sorriso - deu um passo a trás e pisou-me o pé. Reconquistando o balcão, esgueirei-me pelo ombro do da boina, “Menina, desculpe, tire a senha, se faz favor”. »

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    8. Pronto, Courinha ... não resisti ao desafio e cá vai um desenlace alternativo.

      Olhei-a de frente, sério, estóico, paladino do velho, campeão daquele que usava boina,

      « e cedi espaço ao balcão. Foi como se lhe enfiasse com o velho goela abaixo e sorri, mostrando-lhe um canino. Ele, para meu espanto, nem olhou para mim e veio novamente com a “Menina…”, enquanto a mulher se desfez de atenção desviando os meus impressos para o lado. Passei dez minutos a bufar e a suspirar quando nisto ouço um chocalhar de pulseiras no lioz , “Desculpe…” . O velho, virando-se para a moça - adivinho que escanchou um sorriso - deu um passo a trás e pisou-me o pé. Reconquistando o balcão, esgueirei-me pelo ombro do da boina, “Menina, desculpe, tire a senha, se faz favor”. »

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  7. Que maravilha de convite em Lisboa! Da modéstia ao que valha o trocadilho, informo que o romance Livro do escritor José Luis Peixoto, pela Companhia das Letras, prospera em solo brasileiro, apesar de um pouco salgado após a travessia atlântica (vertendo nos vinte euros) a boa notícia é que está no roteiro da apreciação juvenil, aliás, bem conferido... Ontem, quando quase fiquei para trás em um café com leitura, restavam apenas dois livros, e o jovem atendente pulou frente, recolhera um dos exemplares ao direito por estar aniversariando, sobrou um, em que ao folhear, a gerente atravessou o olhar satisfeito, como sendo a cereja do bolo, é... “A vida também, passa por aqui”.

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    1. Do José Luís Peixoto gostei de "Nenhum olhar" e de "Livro", dos outros menos. E gostei de "Morreste-me" por este ser especial.
      Isabel

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  8. É, por vezes, interessante tomar conhecimento de um novo livro publicado, contudo, muito desinteressante surgir um livro de tamanha importantância como o livro " Nova Teoria do Mal" do escritor Miguel Real sem que se dissa que o mesmo já esgotou a primeira edição e, por este andar, se prepara para esgotar a segunda - isto se o mesmo não esgotou já. Parece que os editores apostam nuns autores e noutros não. Parece-me que as editoras, por vezes, têm relíquias que desperdiçam vá lá saber-se porquê. Não é trabalho de uma editora anunciar ao público que um livro, desta natureza, esgotou uma edição e se prepara para esgotar outra? Se tal acontece com um livro desta natureza isso é revelador de algo.

    Vanessa Andrade

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    1. Ainda ontem havia uma grande resma desse livro na Fnac do Chiado.

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    2. Cara Vanessa, já aqui falei desse livro duas vezes. Claro que é muito bom o que diz, embora ainda não tenha notícias sobre a segunda edição estar esgotada. Agradeço o seu entusiasmo e talvez volte a este título muito em breve, para ser mais concreta no dia 3. Logo saberá porquê.

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    3. Também vi muitos, hoje, no Corte Inglês.

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  9. Por essa hora, após cair a tardinha, Lisboa iluminada é aconchego e perfume da estação, lares meditam da labuta na imaginação que paira aquecendo a esperança. É logo ali ao dobrar a esquina de boas intenções a Livraria Barata apresenta a obra de Luis Francisco, que de capricho A Vida Passou por Aqui.

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  10. Relato da Apresentação: Foi muito gira, mais populosa do que qualquer uma a que eu tivesse assistido, animada e curta. Cheguei trajado de arrumador de automóveis, perguntei infrutuosamente por Milton ou Yates, contentei-me com Balzac, Allan Poe e com o livro a apresentar. Levei uma descasca da Madalena (assistente da tia Rosário) pelos disparates no blog, prometi que não voltariam a acontecer, provavelmente menti. Primeiro falou a tia, disse bem do escritor, disse bem do apresentador, comiserou o excesso de pseudoautores, gabou a Madalena, chamou preguiçoso a um rapaz que já não trabalha com ela, citou aquele Ruben não sei o quê das Correntes e tudo isto com a sua voz criada para dobrar desenhos animados da Disney. Depois falou o Rodrigo Guedes de Carvalho que foi (na minha opinião em excesso) muito assertivo em relação aos cânones pelos quais se deve pautar um romance. Falou pouco da sua experiência enquanto autor, foi parcimonioso nos elogios ao amigo (o que demonstra escrúpulos próprios de quem é muito próximo do elogiado), disse um palavrão despropositado para tentar criar empatia com quem o ouvia e depois reparei que havia por lá um livro de dinossauros que com toda a certeza encantaria o meu sobrinho (por isso não me lembro do fim dessa parte). Para terminar a curta exposição, foi o autor que botou discurso. Agradeceu ao amigo, reafirmou a proximidade entre ambos, falou de um guião de cinema escrito pelos dois, pediu patrocínios, contou que havia escrito um primeiro livro que não prestava, explicou que a boa qualidade da sua escrita (por ser jornalista há vinte anos) não é condição suficiente para a criação de um bom romance, apresentou o livro como uma espécie de pagamento às pessoas que com ele privaram ao longo da vida por, na sua mente de escritor, considerar que de certa forma se aproveitou das suas histórias. Assim de repente já não me lembro de mais nada. No fim, esperei que a manada debandasse e fui ver do autógrafo. Foi nessa altura que me deparei com uma situação que me deixou confuso, o autor, todo ele dentes e gengivas, assinava com prazer todos os livros até chegar às pessoas que me precediam na fila, a sua mãe e uma tia velhota. Quando as senhoras, orgulhosas do rapaz até ao alto das bolbosas permanentes, finalmente chegam à fala com o autor ele responde sem lhes prestar grande atenção "ah... eu depois vou lá à terra e assino isso...". Resultado? Uma tia desiludida e uma mãe envergonhada. Para quem, segundos antes, se tinha gabado da sua inteligência emocional de escritor, pareceu-me no mínimo irónica tamanha falta de sensibilidade com a família. A seguir fui eu, voltaram os dentes, voltaram as gengivas, e ele assinou para o João, um João que provavelmente nem vai ler o livro, um João que ele não conhece, um João que não lhe pegou ao colo. Dedico o meu comentário à tia do autor.

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    1. António Luiz Pacheco23 de março de 2012 às 05:40

      Ahahah!
      Para a próxima a Madalena barra-o à porta!

      Um abraço!
      Um voto de confiança às tias lá da terra!

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    2. issp é foram "horas extraordinárias", à caça de baratas em Roma. :))

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    3. Não tenho como princípio barrar a ninguém a entrada a uma livraria, aliás se conhecerem uma forma de atrair leitores e compradores de livros para este espaço é favor partilharem.
      A minha conversa com o João (pelo menos assim entendi) foi uma troca pessoal de opiniões (como pessoas, leitores, gente em torno de livros), não um qualquer comunicado censório em relação ao que quer que seja - é que eu também gosto de pensar em mim como leitora:) e gosto de conversar com gente que bebe cafés frios (normalmente guardo é a minha opinião, aprendo tanto mais a ler os outros todos os dias).
      Aliás, Jorge Luis Borges inspira-me sempre: «Chega-se a ser grande por aquilo que se lê e não por aquilo que se escreve», estou a esforçar-me nesse sentido e a aprender todos os dias (por isso vou a livrarias, por isso converso com outros leitores, ...).
      De resto, creio que toda a gente é bem-vinda (já a opinião, essa - e isto também é um acto opinativo e em nome próprio - gosto dela comedida, inteligente, equilibrada).

      Madalena (aquela de que falam acima)

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    4. António Luiz Pacheco23 de março de 2012 às 10:11

      Minha Cara Madalena

      Não era meu intuito ofendê-la quando disse por brincadeira ao incorrigível Courinha que seria barrado... Com manteiga? Com mel? Ou com maionese? Isto a língua portuguesa é deveras traiçoeira, como o é o nosso ego...

      Você reagiu não tendo pejo em me sugerir como falto de "comedimento, inteligência e equilíbrio".
      Não sei se por falta de sentido de humor ou por excesso de auto-estima, o que não vou comentar pois como sou apesar do resto, bem educado, se lhe respondo é para lhe apresentar as minhas desculpas pela eventual e involuntária ofensa.

      Sabe, vou-lhe deixar algo para pensar, um ditado aqui do Bairro que diz:
      - Um burro calado faz figura de inteligente.

      Bom fim de semana.

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    5. Escrevi mal, não é Yates é Yeats, não sabia e agora já sei. E escusam de me acusar de gerar reboliço, hoje estive o dia todos com os homens da rega, chego aqui e já é só ditados e provérbios por todo o lado! E viva o café frio! (e de borla, a Madalena disse para eu me pirar sem pagar!)

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    6. João, vamos fazer um favor um ao outro: você evita fazer julgamentos de carácter com base em episódios mal interpretados e eu resisto à tentação de o tratar como atrasado mental. Assim sendo, e cumprindo a minha parte, sempre lhe digo que o acordo para assinar os livros mais tarde tinha a ver com o que estava combinado na família. E nada tema: a tia (que também é madrinha) não ficou desiludida e a mãe não ficou envergonhada. Quanto aos "dentes e gengivas", presumo que aludisse ao facto de eu estar sorridente. Parece-me normal que assim fosse. Deixo-lhe um conselho: ser linear na escrita é a melhor forma de nos fazermos entender. E espero que goste mais do livro do que do autor...
      Cumprimentos
      Luís Francisco

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    7. Quem sou eu para lhe pedir que resista a tentações, faça o que lhe der na telha. Escrevi o que vi, talvez tenha sido o senhor a ser pouco linear na combinação familiar, já que a fila ainda era bem grande para se percorrer para nada. Para acabar, veja bem se quer mesmo que eu goste do livro, ainda dizem que escreve para atrasados mentais. <= Isto seria o que eu diria se fosse conflituoso! Como não sou: gostei muito da sua apresentação. Já comecei a ler o livro e tem uma característica que eu gosto muito e considero fundamental, um desenho emocional das personagens muito cuidado, a ferramenta que leva ao "olha! não é que isto é mesmo assim!". Ainda há alguns posts atrás dizíamos que existem poucos autores a representar bem a urbanidade, acho que o seu livro o consegue. Agora não fique muito baboso, isso é uma característica de certas perturbações mentais, depois ainda o confundem comigo! Um abraço

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    8. Como já deve ter percebido, não gosto que a minha família seja envolvida no meu universo profissional. O que você escreveu não é só injusto, é insultuoso. Pelo menos para mim. E não tenho por hábito ficar a remoer essas coisas. Como também não sou vingativo, nem conflituoso, espero que isto tenha sido só um mau começo.
      Abraço
      LF

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    9. Assim sendo retiro tudo o que disse, peço desculpa e ainda adiciono que nunca me passou pela cabeça que pudesse ficar melindrado. Escrevi por escrever sem pensar nas consequências. Isto é um belo começo! Ao menos não é indiferença! Um abraço

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  11. A capa faz-me lembrar a abertura de um dos filmes da trilogia "Onde pára a polícia", com Leslie Nielsen (penso que o primeiro).

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    1. Ver aqui:

      http://www.youtube.com/watch?v=G6kF-yz9drI

      A partir do minuto 3:08.

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    2. António Luiz Pacheco23 de março de 2012 às 14:02

      Ahahah... é fantástico o Ltent. Frank Drebin!

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  12. Comprei-o hoje! Vou começar a lê-lo, logo à noite:)

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  13. António Luiz Pacheco23 de março de 2012 às 14:01

    Eu procurei-o, na Bertrand e na Caminho/Leya... aqui em Santarém, mas não havia em nenhuma.
    Na Leya achei estranho...
    Tenho curiosidade em deitar uma olhadela.

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