Parabéns a vocês
Em Maio de 2010 resolvi iniciar este blogue. Não tinha ideia de por quanto tempo o iria alimentar, nem de quantas pessoas o viriam ler todos os dias. Hoje, porém, sinto-o como uma espécie de sala de estar onde vários amigos se encontram e conversam (e ocasionalmente alguém manda calar). No último sábado, o Horas Extraordinárias foi distinguido com o Prémio Especial do Júri na categoria Blogosfera e Internet de Edição (Prémios Ler/Booktailors) numa sessão bem divertida entre as muitas que há nas Correntes d'Escritas. “Pelo olhar culto, assertivo e singular sobre o universo literário e editorial (...) passou a ser uma visita obrigatória na blogosfera” – palavras do júri. Sei que o devo aos meus leitores. Por isso, parabéns a vocês. E voltem sempre.
PARABÉNS à Rosário, que consegue quase sempre arranjar temáticas interessantes para comentarmos (principalmente para quem gosta de livros).
ResponderEliminarCom uma Anfitriã tão Extraordinária, o resultado só podia ser esse!:)
ResponderEliminarAna b.
EliminarDiga lá quem lhe apresentou este blogue?
Sua ingrata... e fugidia.
Vê como tem amigos.
Caríssimo Manuel:)
EliminarNão sou nada ingrata!!
Durante as Correntes tive oportunidade de dizer à nossa Anfitriã, como vi cá parar. Que foi por sugestão de um amigo: você:)
Abraço grande.
Todos os dias de manhã, após a abertura do sistema, salto às Horas Extraordinárias. Este prémio não é surpresa. É, apenas, justo.
ResponderEliminarParabéns Maria do Rosário. Continuemos a "ver-nos" todas as manhãs!
Muito anos de vida!... Bonita a imagem da sala de estar onde vários amigos se encontram e conversam: uma espécie de Bibliófilos Anónimos.
ResponderEliminarMUITOS PARABÉNS!
ResponderEliminarNunca vi gente para dar prémios como o pessoal da literatura! Volta e meia e toma lá um prémio e dá cá um prémio e sente lá o peso deste prémio e admira só aqui o prémio. Mas, no meio de tanto atavio, lá descobriram o blog, um sítio muito engraçado e cheio de boa gente. Parabéns tia Maria e que o prémio sirva de vacina contra posts preguiçosos como aquele da Menchu!
ResponderEliminarSe me é permitida uma opinião, direi que eu, que não sou homem da cultura nem das letras, estou numa margem do rio. Do outro estão as pessoas que sabem de livros e pertencem a esse meio.
ResponderEliminarTodavia porque gosto de ler, de livros e de pensar nas coisas, de exprimir idéias, sinto-me atraído pelo que há do outro lado, e, este blog é a ponte que me permite ir ao outro lado... sem me molhar, sem riscos nem peagem.
É um serviço inestimável que presta, creio eu.
Obrigado à Autora e aos participantes, pela forma brilhante como o fazem e me atraem, com a luz às traças!
Saudações deste lado do rio e do mundo das traças!
Parabéns! Eu quase nunca comento, mas delicio-me com quem escreve desse modo, apaixonado e atento sobre o prazer de ler... Obrigada por estar desse lado. Eu continuo a fazer parte da companhia silenciosa...
ResponderEliminar(um) beijo de mulata
Se eu soubesse fazer copy/paste (?) faria um do texto do Sr. Pacheco e colocá-lo-ia aqui neste meu comentário. Assinaria em baixo, sem mudar uma vírgula sequer. Daria os créditos, ora! Não gosto nada de plágios nem de desonestidades. Neste mundinho de traças, também há muita luz, ó se há.
ResponderEliminarBroa
Que pena que tive que me vir embora no final da última mesa...
ResponderEliminarMuitos parabéns!! O prémio é absolutamente merecido:))
Cláudia
Sabem o que é que era giro! Prémios do blog! Destacar os cinco ou seis "Extraordinários" do ano! Pense nisso tia Maria.
ResponderEliminarParabéns Dr.Maria do Rosário Pedreira de vossa sala "globo estar", um feito laureado da competência. E, que permite além mar oferer o elogio.
ResponderEliminarEngrandece teu sorriso ao porto
cruzando a nave, doce destino é navegar
saboreie em que luz a brisa
alimenta na paz d’ora deslizar
saudando-te, suspiram ondas
lânguidas as noveleiras espumas
qual segredada fora maresia
em horas extraordinárias, rumas
mares recitam o terno e verdadeiro
barca é passagem e imensidão
quisera ser teu verso a saudade
no céu são estrelas, rotas sem idade
qual paraíso fora mensageiro
as tranqüilas correntes do coração.
Parabéns!
ResponderEliminarIsabel
Muitos Parabéns de um leitor assíduo. E muito obrigado pelas boas leituras que me tem proporcionado.
ResponderEliminarPrémio Especial Blogosfera e Internet de Edição:
ResponderEliminarHoras Extraordinárias, de Maria do Rosário Pedreira (só agora vi atraves do site)
Sabado tive mesmo que trabalhar. Fiz uma direta para vir a Lisboa trabalhar. (compromisso prévio que aceitei sem ter ainda a data marcada - nunca se faz). Hoje tive que ir a Coimbra estou farta de comboio mas valeu pelas Correntes fazer assim. Pena perder 1 dia e esse dia ser o "seu".
Parabéns a si que bem merece. Venho cá muitas vezes porque a prosa é boa e os temas interessam-me, se bem que raramente comente.
ResponderEliminarParabéns a si uma vez mais e um beijo.
Nunca será tarde para esta homenagem, mas vamos lá a ver se, as estas já más horas, vou ainda a tempo de a compor.
ResponderEliminarSocorro-me de poetas daqui, do meu território.
Vem o Pascoaes e, pernas cruzadas, mãos entrelaçadas a conter os joelhos, contemplando o Marão, ou para além dele, sussurra:
«Ah, se não fosse a névoa da manhã
E a velhinha janela, onde me vou
Debruçar, para ouvir a voz das cousas » (…)
(Onde ele diz “janela”, leia-se, actualmente, “blogue”…)
Intromete-se o António Nobre, que, embora de passagem em Colónia, exclama de Casais Novos, aqui a dois passos:
«Não repararam nunca? Pela aldeia,
Nos fios telegráficos da estrada,
Cantam as aves, desde que o Sol nada,
E, à noite, se faz sol a Lua cheia.» (…)
(Actualize-se “fios telegráficos”…)
Entretanto, Pascoaes , trocado o cruzamento das pernas, prossegue:
«Ah, se não fosse este luar, que chama
Os espectros à vida, e se infiltrou,
Como fluido mágico, em meu ser» (…)
E por aí fora…
O Nobre:
«No entanto, pelo arame que as tenteia,
Quanta tortura vai, numa ânsia adiada!» (…)
O Pascoaes :
«E se a estrela da tarde não brilhasse;
E se não fosse o vento, que embalou
Meu coração e as nuvens, nos seus braços» (…)
Nobre:
«- Revolução! - Inútil. - Cem feridos,
Setenta mortos. - Beijo-te! - Perdidos!
- Enfim, feliz! - ? - ! - Desesperado. - Vem.» (…)
Nobre, insistindo:
«E as boas aves, bem se importam elas!
Continuam cantando, tagarelas:
Assim, António! deves ser também.»
Pascoaes , rematando:
«Sem esta terra funda e fundo rio,
Que ergue as asas e sobe, em claro voo;
Sem estes ermos montes e arvoredos,
Eu não era o que sou.»
E eu, com isto compondo a improvisada homenagem:
Ah, se não fosse esta janela
E os fios telegráficos
onde ouço a voz das cousas
Se não fosse este luar que chama os espectros à vida
Se a estrela da tarde não brilhasse
Nesta terra funda e fundo rio
Que ergue asas e sobe, em claro voo
E se as boas aves, nos fios, cantando não continuassem…
Eu não era o que sou.
“Canção de Uma Sombra” – “Não Repararam Nunca?”
Repararam, com certeza.
Por isso se associaram a esta homenagem.
Grato, cumprimenta,
Joaquim Jordão
Amarante, 27 (já 28?!) Fev. 2012
Obrigada!
EliminarParabéns pelo blog e pela distinção.
ResponderEliminarContinue o excelente trabalho, porque há e haverá sempre gente que gosta de livros.
Parabéns
Ó Maria do Rosário e já pensou publicar em livro "HORAS EXTRAORDINÁRIAS"? olhe que poderia não ser um best-seller mas que teria saída ai disso não duvide. Para best seller já chega o 575...
ResponderEliminarUm prémio para uma extraordinária pessoa: culta, inteligente, intuitiva... enfim, uma querida. Parabéns Rosário.
ResponderEliminarObrigada pelos parabéns. A felicitada sou eu por me ser possível ter horas extraordinárias para ler.
ResponderEliminarAbraço amigo
Isabel Castanheira