Novas sobre o mal

Já trabalhei com muitos autores e tenho de confessar (perdoem-me os outros) que nenhum deles é tão encantador como Miguel Real, cujos e-mails e dedicatórias me fazem corar por excesso de gratidão quando eu é que tenho de lhe estar imensamente grata por todos estes anos de bons livros. Quando falo dele com outra pessoa que o conheça, a palavra “bom” aparece naturalmente no diálogo para o classificar e, por isso, não deixa de ser curiosa a sua faceta de homem crítico e implacável, como o demonstra a introdução a um pequeno ensaio sobre o mal, Nova Teoria do Mal, que acaba de ser dado à estampa. Trata-se de um livro de filosofia – e não esperem os leitores que seja de leitura fácil ou ligeira; mas aponta faces do mal bastante inesperadas, como a dos governantes que, por necessidade de contenção orçamental, decretam o fim dos transplantes, assim acabando com a vida de uns quantos e dormindo, de todo o modo, descansados. Fundamental para a compreensão de que o mal é a regra – e o bem procede de uma vontade de luta contra a regra, e não de uma qualidade inata ao ser humano –, este livro assombra-nos desde a primeira linha e sacode-nos intimamente do princípio ao fim.


 


Comentários

  1. Sobre o tema do mal, uma referência:

    Le mal, Textes choisis & présentés par CLAIRE CRIGNON, Flammarion, Paris, 2000.

    E uma citação: "le criminel le plus abject peut non seulement atteindre mais encore conserver le pouvoir"

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    1. Ó Maria Almira olha que o francês já está em desuso (demodé) agora é fino é escrever em norueguês...desde que não seja em português será sempre mais fino...esta presunção mata-me.

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  2. O mal é a regra...
    Com efeito a Natureza não dá presentes Dominique Venner ). Konrad Lorenz na sua
    "breve história do mal", o diz claramente.
    É o mal que regula... os antigos chamaram-lhe demónio em muitas línguas e conceitos.
    O "mal" tem de ser contrariado pelo bem, ou seja pela "alma" ou karme " ou o que queiram, pela caridade e no fundo pela humanidade.
    Muitas vezes julgando-se que se faz o bem ou agindo por razões elevadas, faz-se o mal.
    É a vida - diria o outro.
    Um livro actualizado sobre o mal, creio que além de oportuno será sempre interessante.

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    1. O bem necessário é filosofar sobre o mal.

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  3. Não haverá aqui comparação, mas recordo-me de um livro de Alberto Pimenta: “O Discurso sobre o filho da puta ”. Não é de todo um livro erudito. É escrito no seu estilo peculiar e nem sei se é um ensaio.

    Apesar de não concordar com muitas, se não mesmo com a maioria das opiniões expressas por Alberto Pimenta, esse livro, à sua maneira, dissecava muito bem os “psicopatas sociais” que não olham a meios para conseguirem os fins. Os fazedores do mal.

    Se me permitem, aconselho para quem não conheça.

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    1. Ora... hoje estamos virados para a maldade! Ahahah!
      Têm razão meus caros.

      Bom fim de semana e boas leituras!
      É que o tempo está mesmo a convidar uma esplanada, banco ou coisa assim, para ler com calma ao Sol!

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    2. É o conselho
      de bom grado
      em todo, sagrado
      atenção necessária
      para tanto que o bem
      torna-nos mais humanos
      para lá, do quem o convém!

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    3. Mas ó Mário ALBERTO PIMENTA é absolutamente imperdível.

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  4. Chego a pensar, por vezes, se os "bons" não serão como as famílias felizes: Todos iguais.

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  5. Confirmo: o Miguel Real é de uma simpatia inexcedível.

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  6. Jorge Manuel D. G. Braga26 de fevereiro de 2012 às 08:37

    Escrevo desde muito novo e sempre deitei fora o que escrevia, incapaz de colocar os meus desabafos existenciais ao mesmo Sol, do que para mim ainda é, a luz mais brilhante, a mais perfeita do pensamento escrito.
    Em 86 de muitos textos, guardados e reescritos, fiz um pequeno livro, depois vivi mais dois e o quarto surgiu a seguir, depressivo da minha vida e do meu filho mais velho.
    Bipolar não declarado, tentou matar-se, o que deles nos resta esta na cama, vegetativo e lindo,
    preso a nós que a ele nos prendemos. O quinto livro é de morte e de fuga das soluções fáceis que parecem as melhores na hora de não ver nada.
    Estou na aventura do 17 , procurando ainda a firmeza de um vazio, de o ser cada vez mais, em cada paisagem que passa, em cada grão de areia que não entendo, em cada fechar de mãos
    vazias, não de estarem mas de sentirem.
    No inicio do blogue está uma carta de explicação
    dos cinco primeiros livros que entreguei na RTP.

    Jorge Braga

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  7. Mal, sim! Mal, mal, mal! E não são só os mauzões, os malandros, os péssimos, os endiabrados!!
    São também os bonzinhos, os religiosos, os muito religiosos que apregoam a sua religião enquanto lhes interessa, os que muito agradecem, os que muito se esfalfam em simpatias, os muito humildes, os que estão sempre dispostos a "aprender".
    Já assisti a situações da mais pura maldade com essa gente que, por enquanto, ainda não é ninguém. ainda não tem nome na praça. Se algum dia tiverem, vade retro a sete pés!
    Um regabofe de bondade!
    Porque os bons, esses não temem!
    É o caso.

    Bolo rei seco e esfarelado

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    1. Ó bolo rei seco e esfarelado também não tomemos a nuvem por Juno, não achas? eu, por exemplo, sou bonzinho, humilde, sempre disposto a aprender só não sou é religioso e não vejo capaz de muitas maldades...penso eu...

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  8. Até posso estar a ser injusto mas desde que, a muito custo, engo li a "pastilha" "O ÚLTIMO NEGREIRO" fiquei vacinado!

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  9. O livro do Miguel Real é o livro do século. É o livro que o século estava a precisar. Eu penso que nem os editores perceberam ainda a sua importância. É um livro do século que filosoficamente diz tudo o que há para dizer, com uma lucidez e coragem implacável. A sensação que tive mal o comecei a ler foi a de que o mesmo iria esgotar ou seria abafado devido à sua enorme grandiosidade e desconstrução. É o livro mais urgente que alguma vez li.

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  10. Será que ainda não ffoi percebido neste blogue o acontecimento que é a publicação do livro A Nova Teoria do Mal de Miguel Real? Será que é possível perante um acontecimento destes andar a fazer referências a outros livros ou a falar da sua simpatia? Estamos perante um livro como há dezenas de anos não se fazia em Portugal. Estamos perante um grande pensador e um grande intelectual , o único a ter coragem e a publicar um livro que arrasa filosoficamente . Acordem, por favor, para este grande acontecimento, para o fluir do pensamento, do debate, da crítica. Estamos perante uma obra visionária e uma atitude visionária.
    Pedro Homem

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  11. Nunca li um livro de tão grande importância e tão fascinante. Este livro ainda existe na livraria? Se existe algo de estranho se anda a passar neste país e no mercado editorial.
    Este livro já chegou aos outros países?
    É que este livro é um livro para o mundo, para a Europa.
    Os políticos portugueses continuam descaradamente a fazerem tudo o que têm feito até agora, depois de lerem o livro do Miguel Real, o único intelectual que teve a coragem, denotando a enorme urgência de dizer o que nenhum outro disse há muitos e muitos anos neste país? Onde estão os intelectuais deste país? Onde está o visionarismo - desses que se julgam intelectuais - apenas oferecido pelo grande escritor, filósofo e ensaísta Miguel Real? o que mais há a diozer depois deste livro que diz tudo sobre o escândalo de Portugal e da Europa?
    Rita

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  12. Nunca li um livro de tão grande importância e tão fascinante. Este livro ainda existe na livraria? Se existe algo de estranho se anda a passar neste país e no mercado editorial.
    Este livro já chegou aos outros países?
    É que este livro é um livro para o mundo, para a Europa.
    Os políticos portugueses continuam descaradamente a fazerem tudo o que têm feito até agora, depois de lerem o livro do Miguel Real, o único intelectual que teve a coragem, denotando a enorme urgência de dizer o que nenhum outro disse há muitos e muitos anos neste país? Onde estão os intelectuais deste país? Onde está o visionarismo - desses que se julgam intelectuais - apenas oferecido pelo grande escritor, filósofo e ensaísta Miguel Real? o que mais há a diozer depois deste livro que diz tudo sobre o escândalo de Portugal e da Europa?
    Rita

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  13. Já agora seria importante dizer que um livro de filosofia já esgotou a primeira edição e prepara-se para esgotar a segunda. O que conterá de tão importante este livro? Seria de bom tom revelar aos leitores estas coisas.
    Pedro Marques

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