Genialidade e destreza

O meu pai era um homem muito inteligente – e estou à vontade para o dizer porque levei a vida toda a ouvir quem o conheceu dizer-me a mesma coisa. Ainda hoje, quando alguém olha para o meu apelido e me pergunta se sou filha dele, à resposta afirmativa segue-se quase sempre uma frase atestando a genialidade do progenitor. Mas, apesar dela, o Luiz Pedreira tinha alguns problemas em atravessar ruas (levava uma eternidade), guiar automóveis (ia em segunda uma eternidade) e levantar dinheiro num multibanco (pedia à minha irmã). Conheci muita gente inteligente que nunca conseguiu tirar a carta de condução e acabo de ler no El País que Vargas Llosa não usa telemóvel nem correio electrónico (duas das razões que apontou para não poder aceitar o convite para dirigir o Cervantes). Cá em Portugal, lembro-me, por exemplo, de que Eduardo Lourenço continua a escrever à mão e já aqui contei uma história sobre ele e um fax que mostrava o seu pouco jeito para as máquinas. Um dia destes, contaram-me que Lobo Antunes só viaja sozinho se os voos forem directos, porque receia escalas e transbordos e não quer ficar perdido no meio do mundo; e o escritor Juan Goytisolo confessou num artigo que li recentemente que não fazia a mais pequena ideia do que era um iPad ou um iPhone e ainda escrevia com caneta, não tendo sequer passado pela máquina de escrever. É divertido ver como a inteligência tem tão pouco que ver com a destreza de carregar em botões... Assim, quando vemos um piolho ganhar um jogo de computador logo à primeira, não quer dizer que seja necessariamente inteligente.

Comentários

  1. Que post giro. Não sei se estaremos presente verdadeiras faltas de aptidão, mas antes de pouca paciência aliada a um contentamento com o que se possui. Eu ainda sou relativamente novo e uso um telemóvel que não tem sequer máquina fotográfica, conheço o iphone e o ipad sem sentir nenhuma vontade de os ter. Acredito até que, quando envolto em bom senso, esse desprendimento possa ser muito saudável e fonte de bem estar. Eu sou amigo do João Canijo e ele não tem telemóvel, o que à primeira vista pode parecer estranho, um cineasta passar os dias incontactável, é a forma de ele ter tudo organizado, permite-lhe passar os dias descansado e por os contactos em dia quando chega a casa. Notra nota, até deve ter uma certa graça dizer "estes miúdos e as cangalhadas deles, no meu tempo olhava-se para um ecrã, hologramas... pfff!".

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    1. Marimbem para os erros, estou a podar nogueiras não tenho tempo para escrever. Perdão tia Rosário

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    2. Podar nogueiras? Isso tem ciência. Aliás não necessitam de grandes cortes, a não ser que se queiram rasteiras. As amendoeiras , pereiras, macieiras e sobretudo os pessegueiros é que precisam sempre limpeza de ladrões e aí não há grande margem de erro: é como nos textos em que o conteúdo é fundamental, mesmo que a forma nem sempre seja a melhor, mas, claro, o aprumo é importante, nem que seja para impressionar. Quem sabia umas coisas da poda de castanheiros era o mestre Aquilino Ribeiro, lá para as bandas de Sernancelhe onde, então, se comia um cabrito à maneira, agora já lá não existem pastores e os lobos não uivam nas serras - desceram todos aos povoados e comem tudo e não deixam nada para mais ninguém...

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    3. As nogueiras Chandler , Howard , Serr , Tulare- são formadas em eixo, cada pernada dista 20-25 cm da pernada seguinte e idilicamente encontram-se dispostas num angulo de 270º. Para além disso, as pernadas principais e o eixo devem ser despontadas para estimular o crescimento nesse ponto. Assim, requerem uma poda muito mais complexa do que as outras arvores que mencionou. Os nosso antepassados faziam um belo cabrito mas não sabiam nada de horta!

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    4. António Luiz Pacheco26 de janeiro de 2012 às 13:04

      Alto lá!
      Os nossos antepassados SABIAM e SABEM de horta como poucos... claro que não os turdetanos pois no Alentejo horta é algo de longínquo! Mas aqui no Bairro a horta é uma ciência de sempre e a nogueira sempre fez parte das árvores da fazenda barroa .
      Eu prefiro a Franquette ... a Corne é dura... que as nozes são do Périgord e não da Califórnia!
      Sei que é um provocador, mas cuidado com o que anda à procura, pois um dia pode encontrar!

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    5. A Franquette é uma variedade que já não se usa por ser de frutificação apical! Já só existe em pomares muito velhos, até em França está a ser reconvertida. A Corne é a variedade de combate dos Franceses, a que está reservada para os desgraçados dos Portugueses e dos Espanhóis. As variedades Americanas são as únicas com viabilidade comercial. Quanto a "não sabem nada de horta" é uma expressão que indica que as práticas não eram as melhores, na verdade continuam a ser bastante mázinhas. Vocês aí na Galiza ainda se safam no milho e no arroz...

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    6. António Luiz Pacheco26 de janeiro de 2012 às 17:41

      ... e na uva de mesa, no melão, nas cenouras, nas batatas, no alho francês, nos tomates, nos pepinos, nos pimentos, nas brássicas (couve coração, lombardo e bróculo ) nas courgettes, nas beringelas, e nas abóboras... além do olival... apesar de tudo não vai a coisa mal...
      Talvez o Alentejo tenha algo para nos ensinar?
      Hum? Sobretudo na horta... como é o caso da cultura da nogueira, talvez da boleta e do pinhão?

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  2. Gosto tanto de saber que há mais tecno-excluídos no mundo...

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  3. Não há uma inteligência, mas várias formas de inteligência. Além disso, como diz aquele neurologista português que está na América (sofro agora de um "black-out" tremendo e não me lembro do nome dele; será falta de inteligência?), a parte sentimental e criativa é sempre necessária, será, talvez, a mais importante. O racionalismo, a inteligência pura e dura, de pouco adianta, se não houver essa parte emocional.

    Cada pessoa tem as suas aptidões: uns sabem fazer cálculos matemáticos com facilidade, outros desenham bem, outros escrevem bem, ainda outros têm jeito para a informática, etc. Há quem tenha várias aptidões, ou seja, jeito para várias coisas diferentes. São os chamados multi-talentos. Na minha opinião, no entanto, é um erro pensar que há um modelo de inteligência susceptível de ser medido em testes.

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    1. Concordo consigo Cristina Torrão. Se mais pessoas tivessem a sua visão sobre esse assunto se calhar não éramos um país tão atrasado e adepto do anti.

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    2. Eu referia-me, naturalmente, a António Damásio. Desculpem o lapso!

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  4. António Luiz Pacheco26 de janeiro de 2012 às 05:06

    Os tecnoavançados são uma categoria... e até refulgem com o seu domínio (que adoram exibir) dessas coisas com nomes que nem sei dizer e menos para que servem!
    Porém são tão dependentes da técnica que depois parecem cachopos pequenos quando lhes falta a tv cabo ou descobrem que não têm sinal lá nos aparelhos que carregam... assisto a isso com o secreto gozo de quem estudou para os exames do então 7º ano à luz do candeeiro a petróleo!
    Que dizer de quem chega ao campo ou circule numa estrada e não sabe ver para que lado é o N? Para mim é mais pobre e grave do que não saber o que é um e-pode "...
    O excesso de dependência da tecnologia tem uma factura bem mais pesada do que não saber ignorá-la, ainda muito recentemente e por razões profissionais tive a prova de que a minha independência dessas tecnologias e o saber fazer as coisas como se faziam antes, é uma vantagem competitiva! Mas nas empresas só dão valor a isso quando o sistema vai abaixo!
    Curta história exemplar, passada há uns anos:
    Uma vez numa central de compras e logística de cadeia de supermercados, o "sistema" pifou!
    Não havia comunicações e portanto estava comprometido quer receber pedidos das lojas quer transmitir os mesmos aos fornecedores...
    A malta entrou em pânico!
    Às tantas o gabinete da crise reuniu, e para grande espanto, o responsável pelos produtos perecíveis (em que não há stock) estava na maior tranquilidade! Quando devia ser o mais preocupado...
    Mas como nem por isso era um tecnocrata, foi o único que se lembrou de usar os mapas dos pedidos em papel que todos os dias se tiravam para a execução no armazém, e ele guardava, de os usar para fazer a média ponderada dos pedidos por loja relativos áquele dia do mês e da semana e depois despachar alguém para uma loja perto a transmitir pelo telefone os pedidos a fornecedores. O novo mapa de execuções de recurso, assim feito, já estava na posse do chefe de armazém...
    Mais lombardo, menos bifana a coisa bateu certa e minimizou-se o impacto do maldito sistema, rompendo-se assim a sua tirania.

    Creio que a isto se chama inteligência natural... a outra, a do uso de tecnologia e aparelhos é a artificial...

    Saudações rupestres!!!!

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  5. Bem Verdade o que aqui está!
    Eu conheci pessoalmente o Luiz Pedreira, era assim mesmo como a minha querida amiga, e filha, Rosário o descreve.
    Dava prazer estar com ele aos serões e ouvi-lo falar, a sua genial inteligência deixava-me sempre de boca aberta e regressava a casa, depois de o deixar em sua casa, sempre bem disposto e com a alma engrandecida.
    Um bem haja por este texto que reflecte tantas outras mentes brilhantes...

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  6. Eu estou numa fase diferente, talvez decadente. Em tempos também fui um desses malucos das tecnologias, mas agora dou comigo a irritar-me com tanta opção desnecessária: que me interessa realmente saber se agora chove em São Petersburgo ou quem foi o autor da modinha que toca ali no autorádio? Apesar disso, também tenho um Kindle que de pouco me tem servido, tirando os 6 ou 7 dicionários que traz embutidos.

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    1. António Luiz Pacheco26 de janeiro de 2012 às 07:26

      Um kindle-surpresa ? Eheheh ... e-pode ?

      Um abraço!

      PS - Notem que não sou tão fundamentalista nem falho de esclarecimento e seriedade que não me admire como teriam Tolstoi e Camilo escrito à mão as suas obras... quando hoje nós temos a facilidade e a inestimável possibilidade de escrever num pc , apagando, substituindo, pondo e tirando à nossa vontade e directamente no texto! Até temos um programa que nos corrige a pontuação, ortografia ou gramática!

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  7. penso que não é só falta de destreza, é relutância em depender de "máquinas"...

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    1. Totalmente de acordo! Conheço pessoas que recusam telemóveis, outras não conduzem e há até quem recuse ter endereço eletrónico . Todas elas são excelentes profissionais, obrigadas a executarem técnicas altamente diferenciadas e que obrigam ao uso de dispositivos computorizados, bem mais complexos que qualquer telemóvel ou caixa de mensagens eletrónicas . Por isso, em nenhum desses casos, se pode evocar falta de destreza para as máquinas. O motivo é outro. Claro que há pessoas com maior apetência que outras para as tecnologias mas essas recusas, regra geral, têm, na sua génese, outros motivos. Perfeitamente válidos é claro. Cada um deve viver da maneira que se sente mais confortável Pela minha parte, já não dispenso nenhum deles, confesso. Mas sou uma perfeita naba, reconheço. Até faz pena:)

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  8. É tão evidente que o facto de se utilizar tecnologias de informação iPhone , iPad , smartphone , vídeo jogos ou seja lá o que for) não é sinónimo de inteligência ou cultura. É tão evidente que nem sei porque é que este tema gera tanta discussão.
    Então vamos dizer que os pirralhos que jogam videojogos são todos uns broncos. Antigamente é que era bom. Antigamente é que os miúdos eram espertos.
    Mas também é evidente que o facto de ser ler muitos livros (ou ter a mania que se lê) também não é sinónimo de nada.
    O Dostoevsky escrevia à mão e não utilizava computador. A sério? E então? O Lobo Antunes não gosta de fazer escalas! Mas há assim tanta gente que goste? Eu viajo com alguma frequência de avião e não tenho conhecimento disso.
    Sinceramente não entendo. Vamos então recuar no tempo e escrever com tinta-da-china, ler pergaminhos à luz da vela, andar de carroça, não usar telefones nem ver televisão. Ou associar a falta de habilidade para se usar uma ferramenta, quer seja um computador ou um ferro de soldar, ao que quer que seja.
    Com todo o respeito, o que me irrita é o radicalismo. Sinceramente não consigo encontrar um fio condutor neste raciocínio. Mas reconheço que o defeito deve ser meu. Apenas consigo ver que vivemos num país atrasado e cinzento. E ainda temos a mania de colocar a culpa nos políticos. Sinceramente eu acho que temos aquilo que merecemos. Aliás, temos muito mais do que aquilo que merecemos. Não nos podemos queixar de nada.

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    1. António Luiz Pacheco26 de janeiro de 2012 às 17:43

      Pode sempre emigrar...

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    2. Hahahahha HERÓIS DO MAR, NOBRE POVO!

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    3. Caro António Luís Pacheco,
      Obrigado pela sugestão.

      Fico sempre bastante impressionado com as coisas que o senhor sabe.

      Eu sou português (nasci em Portugal) mas quem lhe disse que estou em Portugal? (É uma pergunta retórica).

      Cumprimentos

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    4. António Luiz Pacheco27 de janeiro de 2012 às 03:36

      Meu Caro Mário Santos

      É verdade e compreendo-o, até eu chego a ficar surpreendido comigo mesmo por aquilo que sei!

      Todavia não sei se está em Portugal, nem onde nasceu, mas sei duas coisas:
      1- Ao contrário de si a mim irritam-me aqueles
      que acham do país e da nossa gente aquilo que você disse... não deve ser, é, defeito meu!
      2 - Tenho sido emigrante intermitente... o meu trabalho e a falta de oportunidades obrigam-me a isso. O que concorre para cada vez dar mais valor e cada vez gostar mais deste país de Sol e de gente boa, que os políticos não merecem!

      Um abraço - também é retórica, claro...

      Saudações cá do meu torrão!
      (esteja onde estiver...)

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    5. Caro António Luís Pacheco,

      “É verdade e compreendo-o, até eu chego a ficar surpreendido comigo mesmo por aquilo que sei!”. Ainda bem que estamos de acordo em alguma coisa.

      Pois. Eu entendo que o seu lema seja: O que é Português é bom.

      Pois olhe, a mim irritam-me aqueles que pensam que o sol, as praias, a beleza paisagística, a boa gente, a saudade, a tradição, a cultura, a boa culinária, é algo exclusivamente nosso. Claro que também é nosso, mas já que é um “emigrante intermitente”, embora obrigado (o que realmente é lamentável), deverá saber que não são coisas exclusivamente nossas. Tudo isso existe em muitos outros locais do mundo.

      Não queria de modo nenhum ferir o amor que supostamente sente pela pátria (e que pelas suas palavras eu não sinto) com as minhas afirmações.

      O que sei é que estamos a fazer comentários a um texto da Dra. Maria Rosário Pedreira no seu Blog. Isso implica pelo menos 4 coisas, para além dos textos que eu muito aprecio, embora possa por vezes discordar de algum conteúdo (penso eu!).

      - Um computador ou algo semelhante.
      - Um sistema operativo
      - Um programa de acesso à internet.
      - Uma ligação à internet.

      Fico surpreendido por saber que existem pessoas que são despegadas destas coisas e que isso é um sinal de civilização.

      Um abraço, com todo o respeito e sem ironia, deste canto do mundo onde estou neste momento (que até pode ser em Nelas).

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    6. António Luiz Pacheco27 de janeiro de 2012 às 06:43

      Meu Caro Mário Santos
      (e demais Confraria Extraordinária...)

      Deixe-me corrigir, o meu lema será:
      O que é português TAMBÉM é bom
      Por contra ao já gasto "O que é estrangeiro é que é bom!"

      E digo isto por duas razões:
      - Primeira, exactamente pela minha condição de que sendo português, sou um cidadão aberto ao Mundo ou se quiser, global! Que come de tudo, gosta de mulheres de todas as cores, e dá-se bem em qualquer lugar desta nossa vasta Terra cuja diversidade é a sua grande maravilha!
      Acredite que sinto a mesma largueza em S.João da Pesqueira, como na Tundavala , em Iquique
      ou no Adriático...
      - Segunda, talvez porque sendo de nascimento social e culturalmente razoável (gaba-te cesto!)
      não me deslumbro fácilmente com o que vejo ou experimento por esse Mundo... o que vaidades à parte é uma vantagem e julgo que importante para tendo uma boa estructura de base, poder receber o embate das outras culturas e saber absorver ou recusar. Como de valorizar o que de bom temos e olhe que um dia que me conheça talvez perceba a profundidade daquilo que lhe digo.

      Depois, em lado nenhum deste Extraordinário blog eu vi fazer a apologia de ser contra as tecnologias como superioridade civilizacional, pelo contrário o que eu percebi, isso sim, foi que ser-se relapso a elas não constitui desvantagem ou desvalorização!

      Nelas fica numa região bem bonita, a do Centro, onde aliás se diz estar a virtude, que eu desejo sinceramente possua! Aliás a Beira costuma ser terra de Boa Gente.

      Um abraço - desta feita não retórico!

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  9. Vicente Lopes Saudade26 de janeiro de 2012 às 16:25

    Concordo com a "Blondewithaphd" quando diz, e passo a citar:

    «Gosto tanto de saber que há mais tecno-excluídos no mundo...»

    Ainda bem que existem pessoas que não se deixam absorver totalmente pelas máquinas. Em muitos casos, os métodos tradicionais (manuais) de se fazer qualquer coisa, é muito superior ao uso de máquinas. Já pensaram que, se um dia os robôs fizerem o trabalho todo, quem terá emprego? Vamos ser todos uma cambada de hedonistas?

    José Saramago dizia que a pessoa mais inteligente e sensível que conhecera era o seu avô de Azinhaga, um completo analfabeto.

    Ainda bem que existe o Vargas Llosa, o professor Eduardo Lourenço, o Lobo Antunes, o Juan Goytisolo e... o seu pai.

    Bem haja a todos eles!

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