Um termómetro com graça
Já aqui contei algumas histórias divertidas passadas em livrarias e geradas por equívocos ou ignorância de quem estava a vender. Umas aconteceram comigo, a outras assisti enquanto cliente que aguarda a sua vez. E, mesmo que, no fundo, o desconhecimento gritante de coisas básicas seja uma coisa muito triste, a verdade é que não conseguimos deixar de rir – ou, pelo menos, sorrir – com certos dislates e confusões que testemunhamos. Vem isto a propósito de um blogue que me aconselhou a minha amiga Aldina Duarte chamado A Livreira Anarquista. Nele, além de posts fotográficos de extremo bom gosto, que não raro representam mulheres a ler em cenários de todo o tipo (e com os quais a autora do blogue se identifica sempre com uma tirada cheia de bom humor), uma livreira inteligente e culta narra episódios vividos na livraria onde trabalha quase sempre hilariantes. Porque quem passa o dia a vender livros encontra obviamente de tudo, e muitos dos que vão comprar demonstram que o seu nível de conhecimentos precisava mesmo de subir (com leituras de qualidade, de preferência). Entre muitos exemplos, cito apenas o caso de uma senhora que pede Os Maias, de Elsa de Queirós, e o de uma mãe que pede uma gramática para o seu pimpolho, mas que, quando a livreira lhe pergunta para que ano a quer, responde que, claro, para 2012... Embora rir da desgraça alheia não seja propriamente bonito, este blogue, para quem estiver interessado em espreitar, pode ser um bom termómetro (como aquela reportagem que saiu recentemente na revista Sábado sobre estudantes universitários) para aferir o estado da cultura nacional. Pode chegar lá através da barra aqui ao lado.
Obrigada pela sugestão. Esse blogue é o máximo!:)
ResponderEliminarDa que eu mais gostei foi a da Mae do Valter Hugo:)))
Mas olhe que, do outro lado, também já tenho tido umas bem engraçadas. Ainda recentemente, ao perguntar pelo livro de homenagem ao Eugénio Lisboa, reparei no ar atarantado da funcionária e, enquanto se dirigia para o computador, perguntou-me: Mas o livro é mesmo sobre a cidade de Lisboa:))
Não conhecia esse blogue. Claro que segui o conselho e fui lá dar uma espreitadela...Ainda não parei de rir!
ResponderEliminarObrigado!
Ui... De Elsa de Queirós? Parece que temos aqui mais um equívoco. Eça meu caro, Eça!
ResponderEliminarA do Eça, se ainda fosse pelo apelido Queirós (antigamente era Queiroz), agora Elsa de Quei...?!?
ResponderEliminarO blog parece interessante. Será a livreira mesmo anarquista?
:)
Deixo aqui também um outro blog, com posts somente de imagens de leituras
http://osilenciodoslivros.blogspot.com/
"aquela reportagem que saiu recentemente na revista Sábado sobre estudantes universitários) para aferir o estado da cultura nacional"??? Pensava que as piadas era só no blog...
ResponderEliminarE o pai a sair da FNAC com com a filha e a dar-lhe um raspanete: "Pronto! Dei-te a mesada e já foste estoirar em livros!!" EM droga era melhor, se calhar...
EliminarEm tudo concordo com o que disse, apenas lamento que pense que a reportagem da Sábado avalia a cultura dos estudantes universitários.
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