Mártires à tardinha
Hoje à tarde realiza-se o lançamento público do último romance de João Tordo, cuja história inclui uma investigação do próprio autor (no livro levada a cabo pelo narrador) sobre as inconsistências e divergências relativas à história de Catarina Eufémia nos vários textos ensaísticos e ficcionais que sobre ela se escreveram. Mas esse, digamos assim, é apenas o ponto de partida para se reflectir sobre a crise que assola a Europa, o jornalismo alinhado e o jornalismo displicente, a apropriação política dos mártires, o papel dos mitos e o comportamento de uma certa juventude perdida. A apresentação será feita por José Pacheco Pereira às 18h30, no Museu da Electricidade (Av. de Brasília, Central Tejo, Lisboa). Não falte.
Acabei justamente há pouco, de ler Henrique Galvão, isto por falar em mitos e na apropriação.
ResponderEliminarUm excelentíssimo trabalho, muito oportuno na minha opinião e interessantíssimo porque penso como ele... e mais pensariam se o pensamento, os de Sá da Bandeira, Fontes Pereira de Melo, Andrade Corvo, Norton de Matos e claro Humberto Delgado não tivessem sido abafados pelo Estado Novo, como depois se tivessem apropriado destes últimos as forças da esquerda revolucionária.
Este agora, creio que tem também interesse e tratarei de deitar uma olhadela... vivi na primeira pessoa esta época e com ligação ao tema... recordo as reuniões da ALA aqui em Santarém
e a sua primeira manifestação, quando foi assassinado o filho do lavrador António José Teixeira que será o reverso da medalha Catarina Eufémia mas sem a máquina da agit-prop do PCP, nunca teve tanto destaque!
Esta parte da nossa história recente ainda está por contar, mas também é demasiado próxima e está demasiado em carne viva para poder ser analisada com a frieza necessária.
Saudações do campo
A crise Européia no divã?
ResponderEliminarO que de artes não faria seu pior momento com este traçado conceitual...
Que, ainda não é o último gole da garrafa.
Consciência!