Contos do Nobel

Gabriel García Márquez escreveu bastante, para gáudio dos leitores que apreciam a sua prosa. Mas, como sempre acontece com os grandes romancistas, os seus contos andavam por aí espalhados em livros e jornais, não tendo nós até agora em Portugal acesso ao todo maravilhoso destas histórias mágicas. Foi uma bela ideia a que teve a Dom Quixote este ano de reunir num só volume – com capa muito bonita, ainda por cima – os contos do escritor colombiano publicados entre 1947 e 1990. Contos Completos é seguramente leitura compensadora para quem já o conhecia e pode desfrutar de uma narrativa por dia – e também para quem quer tomar pela primeira vez contacto com o vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1982, mas prefere apalpar terreno antes de se atrever a um romance. Vamos a isso?


 


 


Comentários

  1. Bom dia Maria Rosário Pedreira,

    mas que bela notícia - faltava este livro. Alguns dos seus contos andam por aí, mas a edição dos seus contos completos faltava de facto.
    Fico feliz por esta notícia. Imagino que seja um tomo generoso mas um bom investimento. Já lá vai quase 30 anos quando a mãe de amigo de infância me deu para a mão dois livros da biblioteca do seu falecido marido e disse: - Gostas de ler, então lê isto, far-te-á bem! E deu-me para a mão dois livros com o tempo cravado nas capas mas bem estimados: Fiesta de Hemingway e Cem anos de solidão de Gabriel Garcia Marquez. Li Fiesta em dois dias. Estranhei e li Cem Anos... num mês. Não estava preparado para aquilo. Tinha 18 anitos, mas nunca deixava um livro a meio. Mas nunca mais deixei de ler o velho colombiano, as suas memórias, o outono do patriarca (o que suei), a sua reportagem do homem naufragado, o seu poema de amor nos tempos da cólera, enfim durante muito tempo Gabriel Garcia Marquéz foi um dos autores preferidos. Ainda o é. Será sempre.
    Expresso aqui a minha felicidade por esta edição. Apenas isto.

    Um grande abraço e apreço por este cantinho de boas ideias,

    Carlos Teixeira Luis.

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  2. Hum... tenho "12 Contos peregrinos", uma 3ª edição da D.Quixote de 1993... serão os mesmos?

    Gosto muito deste autor, aliás gosto da maior parte dos escritores Sul Americanos - excepção ao Pedro Juan Gutiérrez ... De um modo geral, escrevem aquilo que gosto de ler, sobre as pessoas e os lugares, ou países se se quiser, com alma mas sobretudo sabendo meter-se na pele das pessoas, entendem-nas!
    E nem precisam de inventar, apenas escolher, tratar e compor... talvez por isso gosto tanto da sua leitura...

    Alguns dos nossos blogamigos extraordinários, Nobeis àparte , já experimentaram ler José Mauro de Vasconcelos (esqueçam o pé de laranja lima, que ele tem outras coisas extraordinárias) ou o nosso Ferreira de Castro? "Terra e fria" e o incontornável "A selva"... a quem goste destas leituras, aconselho.
    Enfim, claro que terão de perceber que são de outro tempo, mas... acho que a alma, o espírito é que conta.

    Saudações do campo

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    1. E já leram "A TRÉGUA", do uruguaio Mário Benedetti? uma pequena maravilha!

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  3. O GGM a par do Steinbeck foram os meus autores de desbrave (para quem não saiba, toda a gente tem autores de desbrave, são aqueles que os encantaram pela leitura), autores mais de conteúdo e menos de forma, claro está. Li o cem anos de solidão com dezasseis anos e ainda me lembro do buendia levar o filho a ver o gelo, como me lembro da filha Joad a dar de mamar a um velho sem abrigo, em as vinhas da ira. Por muito que se evolua para escrita de forma, a escrita puramente de conteúdo nunca deixa de encantar. De Steinbeck li tudo o que escreveu (desaconselho "o breve reinado de pepino IV", não vale nada), de GGM li uns seis ou sete. O meu autor de combate (fase que se segue ao desbrave) foi sem dúvida nem arrependimento Stendhal. (aqui pelo meio faltaram uns livros do Michael Crichton e umas desilusões como Milan Kundera ou Kafka [tirando o processo])

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    1. Autores de desbrave! Nunca me tinha ocorrido isso... mas é bem verdade! Até podia ser um belo tema de postação-discutimento aqui no blog, um dia destes... imaginem a Leya a lançar a "Colecção Desbravamento" ...

      Eheheh!

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    2. Eu li, melhor eu VI. um cágado a subir o passeio em "A LESTE DO PARAÍSO" do grande John Steinbeck (grande, imenso escritor).

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    3. Boa ideia esta da "Colecção Desbravamento" e aqui vai a sugestão para o primeiro volume "OS MISERÁVEIS" de VICTOR HUGO, nº. 2 "AS VINHAS DA IRA" de John Steinbeck, nº. 3 "O ESTRANGEIRO" de Albert Camus, nº. 5 "PARTÍCULAS ELEMENTARES" de Michel Houlebecq, nº. 6 "A ESTAÇÃO DE TRÂNSITO" de Clifford Simmack, nº. 7 "OS MAIAS" de Eça de Queiroz, nº. 8 "A LÃ E A NEVE" de Ferreira de Castro, nº. 9 "O PERFUME" de Patrick Suskind e nº. 10 "O PROCESSO" de Franz Kafka.

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    4. Os primeiros li. Maravilha. Dois ou três, não. Agora, o PERFUME cheirou-me mal. Se pudesse trocar-lhe-ia o título para "PIVETE". Detestei-o. Gostos ...

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    5. Note-se que eu falei nos livros que me desbravaram o caminho da leitura (pois é disso que se trata), não falei dos que mais gostei, apesar de ter gostado do PERFUME (à época).Quando gosto muito de um livro tento ler sempre os outros livros do mesmo autor e efectivamente Patrick Suskind não será um grande escritor pois os livros que dele li a seguir são fraquinhos (A POMBA e qualquer cois do Senhor Sommer, não me lembro bem deste último título).

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  4. a ideia é boa sim senhor, mas o título de contos completos é quase esquisito, para não lhe chamar outra coisa.

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