Beleza

Embora haja uma leitora deste blogue que descobriu que os meus posts sobre poesia são os que menos comentários têm, nem por isso posso deixar de falar do tema, sobretudo tratando-se de alguém que merece ser lido e apreciado por todos. Por ocasião do recente congresso dedicado a Ruy Belo, a Assírio & Alvim pôs na rua nada menos do que três títulos: Homem de Palavra(s), saído pela primeira vez nos Cadernos de Poesia da Dom Quixote em 1970, ainda no tempo de Snu Abecassis; uma antologia de textos escolhidos por um outro grande poeta – Manuel Gusmão – que dá pelo nome de Na Margem da Alegria; e ainda um belíssimo álbum de Duarte Belo, filho de Ruy, que reúne fotografias de manuscritos, objectos, jornais onde saíram textos do poeta, máquinas de escrever que este usou e até capas de livros – e cujo título é O Núcleo da Claridade. Uma boa maneira (ou três) de conhecermos melhor o escritor ou de travarmos finalmente conhecimento com ele.

Comentários

  1. Vicente Lopes Saudade9 de dezembro de 2011 às 01:40

    Óptimo post MRP.
    Ruy Belo foi um poeta importantíssimo para a identidade cultural portuguesa. Conheço pouco do autor, mas creio que esta afirmação é sentida por todos que já leram qualquer coisa do Belo (pena ter morrido tão cedo!)
    Deixo aqui só um link, para quem quiser ver ou rever o programa com Teresa Belo, sua companheira de vida
    http://camaraclara.rtp.pt/#/arquivo/231

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  2. Respostas
    1. António Luiz Pacheco9 de dezembro de 2011 às 03:29

      Um lamento que não deixa de ser verdadeiro...
      Também se olharmos à proporção entre o que se escreve e lê, de poesia ou... prosa em geral, creio que os comentários à poesia estão nessa proporcionalidade.
      O que não significa desprezo pela poesia, da minha parte pelo menos. Mas é um género de que leio muito pouco, confesso...

      Fala-se aqui igualmente muito pouco de biografias, só ocasionalmente...
      Ou de literatura de viagem, até de ensaios!

      Saudações do campo e bom fim-de-semana, aproveite-se o tempo manhoso que está para se ir à livraria dar uma espreitadela a Ruy Belo... eu é o que farei logo à tarde, indo à cidade! Até tenho uns vales da Bertrand... quem sabe...

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  3. Muito bom recordar aqui Ruy Belo e o que possa constituir motivos para travar com ele conhecimento, com a sua poesia.

    Olinda

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  4. A propósito de Ruy Belo, a próxima LER no Chiado será dedicada ao poeta, com a presença da sua viúva e cuidadora do espólio, Teresa Belo, e o seu amigo, que é também poeta e também crítico, Gastão Cruz. Quem quiser aparecer poderá, além de assistir a uma interessante conversa, dizer o seu poema favorito do poeta. No dia 15, na Bertrand do Chiado, às 18h30.

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    1. Correção: 14 de dezembro, quarta-feira, e não 15.

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  5. Tenho lido crescentemente poesia, e movido pelo barulho mediático em torno do recente congresso sobre Belo, comprei e li o Homem de Palavras(s), quando anteriormente tinha apenas lido a colectânea O Tempo das Suaves Raparigas e um ou outro poema avulso. A ideia é ir lendo mais, devagar. Uma coisa que me tocou foi o entusiasmo, a alegria e a jovialidade com que a mulher de Belo o recordou no Câmara Clara, na RTP2. Merece ser visto e há um comentador acima que fez o favor de deixar a ligação. Aproveitem.

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  6. Se fosse só na poesia... Há cada vez menos comentários em blogs e posts, de poesias, crónicas e afins. Ao contrário, os blogs de chicana política , futilidades e bric-à-brac... vão de vento em..."polpa" como dizem os jovens nos inenarráveis reality shows. Atormenta-me a falta de rigor e de exigência, a facilidade com que as pessoas cada vez mais aceitam a falta de qualidade e do belo. Mudaram o paradigma... o que consideram belo hoje é do mais simplório e vulgar. Por iso é muito bom poder andar por aqui a passear...

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    Respostas
    1. Obrigado Luís Bento, por me teres poupado as palavras que queria dizer...

      Confesso que ainda não aprendi a gostar de poesia, o relógio não pára e tenho tantos livros (prosa) na prateleira lá de casa a olharem para mim....

      Mas há dois poetas que não esqueço e de que gosto imenso: ANTÓNIO ALEIXO e PEDRO HOMEM DE MELO.

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    2. Caro António Severino
      Sem dúvida dois excelentes poetas!
      Porém o poeta da minha predilecção é sem dúvida António Gedeão, creio que foi o poeta do nosso tempo e geração... aconselho vivamente a sua leitura -Poesias Completas. Há poemas que são imorredoiros e estão actuais, quer sejam cantados por Manuel Freire ou simplesmente lidos, pois para mim espelham a nossa alma portuguesa e a realidade.
      Além dos sonetos de Camões... pois claro.

      E logo eu, barrão e ignorante, que não sou leitor de poesia atrever-me a fazer um post destes!
      Estarei a ficar presunçoso e tolo com a idade???
      Perdoem-me!

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