Reunião
Um dia destes, o Manel chegou a casa com uma boa novidade. Tratava-se, claro, de um livro, mas a verdade é que, sendo ambos editores, trazemos para casa tantas vezes livros que estes já custam a causar-nos surpresa. Porém, desta feita o exemplar que estava pousado no braço gordo do sofá era um livro de poesia – e tanto mais surpreendente porque publicado pela Quetzal, que, normalmente, não se dedica ao género. Mas, além disso, quem o assinava era João Luís Barreto Guimarães, um poeta que muito estimo e de quem nem sempre é fácil encontrar livros à venda nas nossas livrarias, com a obra espalhada por editores que desapareceram de vez ou que, pela sua dimensão, nem sempre conseguem espaço no ponto de venda. E, contudo, agora temos aí para ler e nos deliciar a Poesia Reunida deste autor, que começou a publicar no final dos anos 1980 e, como diz José Ricardo Nunes – outro poeta – no posfácio, nos oferece um universo quase transparente numa rara atenção ao quotidiano. Sinta-se convidado a ler.
Não conheço nenhum dos dois senhores...
ResponderEliminarE sou um cliente frequente de livrarias comerciais, livrarias típicas de bairro e alfarrabistas.
Isto só demonstra a pouca atenção que se dá à poesia, particularmente a portuguesa, pelas editoras em geral.
Maria do Rosário, já reparou que os posts sobre poesia têm muito menos comentários? E o JLBG merece-os, comentários e leitura e releitura.
ResponderEliminarLembro-me bem de quando saiu "Há violinos na tribo". Já lá vão uns vinte anos, digo eu, não sei... talvez mais...
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarfinalmente podemos ler a bela poesia de JLBG. Conheço-a duma antologia da Quasi, em que consta também Maria Rosário Pedreira. E gosto imenso desta poesia nova, chamemos assim.
Falta muito livro de poesia nas estantes das livrarias. E temo que comecem a faltar livrarias nas nossas ruas nuas. Que tempo este!
Abraço,
Carlos Teixeira Luis.