Ler em estrangeiro
Não tenho nada contra as pessoas que lêem livros estrangeiros, mesmo quando essas obras estão disponíveis em português, até porque frequentemente as nossas traduções deixam bastante a desejar. Eu própria já li numerosos livros noutras línguas, fosse por imperativo profissional (para avaliar se valia a pena publicá-los em Portugal), fosse por gostar tanto do autor que se tornava penoso esperar por uma tradução quando o original já ali estava à mão de semear, fosse até por crer, em certos casos específicos (sobretudo tratando-se de poesia), que uma tradução, fosse portuguesa ou numa língua diferente da original, nunca faria jus ao que o autor escrevera. Porém, sempre que me pediram de revistas ou jornais que indicasse a lista dos livros preferidos ou do que andava a ler, referi as edições portuguesas, acreditando que deste modo levaria mais pessoas a comprarem e lerem esses livros. Vem isto a propósito do novo suplemento do Diário de Notícias que veio substitui a falecida NS e no qual se pergunta a uma figura pública quais as suas leituras no momento. E é curioso que, até onde me foi dado ver, todas elas citam maioritariamente livros em inglês, muitos dos quais já publicados há muito tempo em versão portuguesa. Embora possa não ser nada disso, cheira-me a pretensiosismo intelectual e não creio que essa opção (quiçá sincera) ajude os leitores a aceitarem as sugestões e a lançarem-se na aventura de procurar nas livrarias os correspondentes títulos em português.
claro que é pretensionismo, Rosário.
ResponderEliminarum ministro dos tempos anteriores laranjas, pediiu a uma das assessoras, uma lista de vinte livros importantes, para poder referir nas tais perguntas culturais feitas em entrevistas de "longo curso", com um resumo de meia página de cada obra (o senhor como não era burro de todo, quis informar-se do conteúdo de cada livro para não ser apanhado na curva, e para brilhar, claro...)
(pode parecer ficção, mas é verdade...)
Totalmente de acordo. A bem da verdade gostava muito de conseguir ler nas línguas originais e captar, por exemplo, as aliterações de Vi, de druknede, que tenho em inglês com o título We, the drowned, do dinamarquês Carsten Jensen, e que me foram lidas por quem sabe, dando uma outra dimensão à leitura ou criando uma forma de leitura em que eu ia acompanhando as palavras como se fossem imagens e a sua sonoridade me ia lendo lida, para que pudesse apreender o que garantidamente me escapava em inglês, e continua a escapar pois leio muito devagar e sem domínio da língua para me poder espraiar pelos livros. Quando o livro é (muito) importante para mim compro a versão portuguesa e a versão original, se for numa língua onde consiga dar umas braçadas mas, normalmente, esta opção prende-se com questões de tradução, quantas vezes verdadeiros monumentos googlianos.
ResponderEliminarLembro-me dum episódio há alguns anos, a propósito do lançamento de Harry Potter, e que ainda não tinha chegado a Portugal, mas do qual já se falava muito e de certa pessoa me dizer que não gostava dele “por ser um intelectual de esquerda”… adorei e fiquei a conhecer melhor a figura pública que assim me respondeu.
Se o «aborto ortográfico» não for suspenso e mesmo eliminado (os colaboracionistas que não se ponham a festejar prematuramente...), irei cada vez mais ler livros na sua versão original, em especial os de língua inglesa. Além de que não compro, e não comprarei, livros de autores lusófonos em «acordês»... e incitarei todos os que conheço a procederem como eu.
ResponderEliminarNão sei qual é a relação entre tradução e ortografia (antes ou depois de 2012) no que concerne aos sentidos e expressividade de uma obra.
EliminarPor mim, como sou do tempo dos primeiros afonsinos, só leio livros em galaico-português.
Barrius
Colaboracionistas!? Esta é nova e é mais uma achega à constatação de que a maioria das oposições ao Acordo se baseiam em estados de alma que nada têm a ver com ortografia, nem sequer com a Língua.
EliminarOs ditos «estados de alma» resultam da constatação de factos indesmentíveis, que demonstram a inutilidade, ilegitimidade e irracionalidade deste «(des)acordo ortográfico». E que podem ser encontrados, por exemplo, aqui...
Eliminarhttp://ilcao.cedilha.net/?p=2676
... e aqui...
http://arundel.wordpress.com/2011/09/23/ainda-o-acordo-ortografico
O pior «cego» é aquele que não quer ver... neste caso, não quer ler e saber.
E, sim, «colaboracionistas». Que podem ser de dois tipos: por convicção - há gente capaz de acreditar em tudo, por mais absurdo que seja...; por capitulação - «aceitam-no» por cedência, chantagem, cobardia... É uma questão de escolherem o «barrete» que preferem enfiar.
Deixar de ler livros em Português e recomendar essa atitude a outros leitores é um desserviço à Língua Portuguesa a par do novo acordo ortográfico, senão mesmo maior.
EliminarÉ a sua opinião, não a minha. Pelo contrário, penso que é um grande serviço que presto à Língua Portuguesa. Há pessoas que precisam de apanhar um susto - neste caso, financeiro - para terem juízo.
EliminarE ler um livro do Paulo Coelho em inglês? Não estou a mentir, já vi uma pessoa amiga a fazer isso!
ResponderEliminarPara quem lê muito (e consequentemente gasta um pecúlio significativo em livros) e tem a felicidade de dominar outra(s) língua(s) a opção pelo original é, além da questão de princípio, uma questão financeira pois as colecções de livros de bolso em francês, inglês ou espanhol oferecem uma relação preço/qualidade e um leque de escolhas imbatível. Infelizmente, o conceito do livro de bolso é praticamente inexistente no nosso país, salvo uma ou duas colecções de pobre qualidade e fraquíssima escolha. Nesse campo, a edição em Portugal tem muito a aprender e a melhorar se quiser dar a mais pessoas mais livros a preço acessível.
ResponderEliminarCristina
"Infelizmente, o conceito do livro de bolso é praticamente inexistente no nosso país, salvo uma ou duas colecções de pobre qualidade e fraquíssima escolha. Nesse campo, a edição em Portugal tem muito a aprender e a melhorar se quiser dar a mais pessoas mais livros a preço acessível."
EliminarCara Cristina, neste momento tem as colecções de bolso Leya BIS, a colecção 11/17, a colecção Editores Independentes da Cotovia, Relógio d'Água e A&A, que não sei se continua mas ainda publicou cerca de 60 títulos de grandes clássicos mundiais. E não faltam as colecções de livros de bolso vendidas através de jornais ou revistas. Compreendo o argumento da questão financeira, mas dizer que só existem neste momento uma ou duas colecções de bolso pobres e de fraquíssima qualidade em Portugal é desconhecer o que se tem feito (ou o que se fez) de bom na edição portuguesa nos últimos tempos.
E, infelizmente, há uma memória muito curta em relação ao que se fez na edição portuguesa em décadas anteriores. Colecções de bolso de qualidade não faltaram nas décadas de 60 e 70 (livros da RTP, para dar um exemplo) com uma grande diversidade de oferta e que ainda se encontram acessíveis em feiras de livros e alfarrabistas, muitas vezes por 1€ cada e em boas condições.
Cumprimentos,
A Cristina foca a questão importante dos livros de bolso, é por isso que, na Alemanha (onde as pessoas ganham 2 a 3 vezes mais que em Portugal), se pagam entre 8 a 12 euros por livros que, aí, custam 20, ou mais! A edição de bolso, na Alemanha, é a "normal", fora isso, há a de capa dura, mas apenas para alguns livros. Desconheço quais os critérios das editoras para fazerem essa selecção.
EliminarDe resto, eu também prefiro a edição na língua original, no caso de a dominar, claro (sem pretensiosismo). Basta tentar ler um romance de Eça de Queirós em alemão (mesmo que bem traduzido) para chegar a essa conclusão. Temos vários livros de Eça em alemão, assim como de Saramago e Fernando Pessoa. São do meu marido, cujos conhecimentos da língua portuguesa não chegam para ler um livro na dita.
Cara Safaa,
EliminarPermito-me manter a mesma opinião. As colecções que cita conheço-as todas e, embora havendo excepções, em regra a qualidade (refiro-me muito prosaicamente às encadermações, ao tipo de papel usado, etc) deixam muito a desejar. Exemplo: os citados Livros RTP (que li de fio a pavio pois eram do meu pai) acabavam sempre a desfazer-se aos bocados além de terem uma impressão e uma paginação péssimas. A minha memória não é curta, eu é que sou exigente.
Quanto aos livros vendidos actualmente com revistas ou jornais, são livros baratos, sem dúvida, mas não são, na minha opinião, "livros de bolso". Como diria M. La Palisse, se é livro de bolso tem de caber no bolso, coisa que não acontece com tais livros.
Cristina
O livro de bolso não é um livro que resiste bem à passagem do tempo. Se resistisse, todo o conceito inerente à criação do livro de bolso deixaria de fazer sentido. Os livros acabam por se desfazer devido ao manuseamento do livro, ao papel que é mais fino e frágil, e à encadernação neste tipo de formatos que nos obriga a "estragar" um pouco mais o livro para o poder ler bem. É um livro mais barato destinado a consumo de massas e tem logicamente mais sucesso em países onde este tipo de livro se vende aos milhares a leitores desejosos pelo conteúdo em si e não tão preocupados em usar livros para decoração nas casas.
EliminarQuem estiver habituado desde há anos a comprar os paperbacks ingleses, basta dar uma olhadela às estantes para ver como são os livros em pior estado (mais ainda se tiverem sido relidos).
Tenho paperbacks ingleses que já não posso folhear devido ao facto de as páginas encontrarem-se manchadas de tinta (as dedadas num papel tão fraco só ajudam a manchar ainda mais) e com lombadas de tal forma vincadas que já nem se consegue ler bem o título.
E isto tudo para dizer que, ao fim e ao cabo, muitas colecções de livros de bolso na língua estrangeira, em especial na língua inglesa, também deixam a desejar e são péssimas (embora não partilhe as mesma opinião em relação às actuais colecções de bolso portuguesas que julgo terem melhor qualidade). Mas é natural que assim seja. O livro de bolso que passe a ser um objecto de luxo deixa de respeitar o conceito de livro de bolso.
Houve várias colecções de livros de bolso à venda com jornais, era a essas que me referia. O DN vendeu há alguns anos.
Cara Safaa,
EliminarConcordo consigo...
Sobre os paperbacks não me posso pronunciar mas os Livres de Poche que me passaram pelas mãos nunca me deixaram ficar mal, com páginas soltas e encadernações descoladas (além de que o leque de escolha, de clássicos a semi-novidades, é fantástico). Claro que a dimensão do nosso mercado não permite almejar nada parecido. De qualquer modo, apenas pretendia chamar a atenção para a importância, na minha opinião, de se publicarem mais e melhores "livros de bolso" por cá.
Cristina
Autores anglófonos e francófonos leio quase sempre no original. Primeiro porque a tradução tira sempre um pouco do espírito do autor, por outro lado porque sai quase sempre mais barato (é verdade!). Com o aumento de leitores capazes de ler na língua de origem as editoras deveriam diversificar os catálogos para autores de línguas menos familiares.
ResponderEliminarCaro (a) DL Diz «Com o aumento de leitores capazes de ler na língua de origem». Pelo que vejo à minha volta, nas minhas relações pessoais, vejo cada vez menos pessoas a falarem línguas estrangeiras. Se eu e muitos da minha geração (tenho 42 anos) aprendemos inglês e francês, por exemplo, hoje já quase não encontro ninguém que fale francês nas gerações mais jovens. Nem francês, nem nada. Aliás, até o inglês parece chinês para muito boa gente «formada». Cumprimentos, Rui Azeredo
EliminarCaro Rui: Não é a mesma coisa ter aprendido uma língua na escola e ser capaz de ler uma obra literária no original. Há cada vez mais pessoas a terem experiências de internacionalização em que são obrigadas a desenvolver o que já sabem de línguas estrangeiras. Nas minhas relações pessoais vejo isso. Muitos "miúdos" têm o potencial, e quando o desenvolverem vão ver que ler um original não é o mesmo que uma tradução. Se não for em francês, que está em declínio entre nós, será em espanhol, em alemão, etc. Cumprimentos.
EliminarBom-dia, DL
EliminarConcordo consigo no que respeita a quem tem experiências de internacionalização, que serão cada vez mais. Mas insisto que entre os que cá «ficam» há uma capacidade cada vez menor para ler. E insisto nos universitários, pois há muitos que nem são capazes de ler os livros em estrangeiro das áreas em que estudam. Por exemplo, eu estudei e exerci jornalismo e era confrangedor ver a quantidade de colegas que nem em inglês se desenrascavam. Cumprimentos, Rui Azeredo
Lamento que se vejam muitas traduções (em especial em português brasileiro) que por norma não apresentam qualidade. Apesar de ler muito em inglês por razões profissionais, não me vejo a ler obras literárias na sua língua original.
ResponderEliminarA MRP faz muito bem em defender a leitura e os livros em Português. Haja alguém que os defenda, pois vem aí o mais que provável aumento do preço dos livros por causa do aumento do IVA.
Claro que nada se compara com a leitura de um livro na língua original. Qualquer tradução, por mais cuidada que seja, fica sempre aquém do original. No mínimo ficará diferente. Duvido é que exista muita gente que os consiga apreciar devidamente sem estarem traduzidos. É que não basta saber falar e ler na língua em causa. Saborear um livro exige muito mais que isso. Exige um grande domínio da língua , para que se possa usufruir verdadeiramente da obra.
ResponderEliminarPor isso, e salvaguardando as exceções , na maioria dos casos parece haver algum pretensiosismo, sim.
Cara Maria do Rosário Pedreira,
ResponderEliminarcusta-me dar 18€ por um livro e tremer quando o leio, pela notória falta de revisão. Custa-me ser "roubado" desta forma.
Já enviei por duas ou três vezes e-mails a editoras mostrando o meu descontentamento, e somente de uma vez obtive resposta, não fui ressarcido, mas a editora melhorou e em muito a qualidade das suas editoras.
Tenho em casa diversas coleções de um mesmo autor em que somente alguns dos títulos se encontram em português, porque? Há primeira todos caem, há segunda...Se os preços são mais convidativos em inglês, se o texto tem menos gralhas, se melhoro o meu nível de inglês, devo-os ler em português somente por patriotismo?
Claro que há edições excelentes em português, claro que acho ridículo ler um autor português em inglês (uma das queixas que fiz era sobre um romance de um autor português!!), mas opto claramente por edições em inglês, estejam ou não estejam editadas em português (às vezes, por saber da qualidade da edição em português).
Se sou pretencioso, paciência, mas a minha carteira e o meu nível de inglês agradecem.
Cordialmente,
Tiago
É algo pretencioso estar a queichar-se das gralhas que à nos livros, para depois... (ou se calhar é demasiado inglês).
EliminarPois é, Maria do Rosário, "...até porque frequentemente as nossas traduções deixam bastante a desejar..." E não se poderá dizer o mesmo dos originais?
ResponderEliminarEmbora se possa ler em línguas estrangeiras (por ausência efetiva de traduções ou daquelas que sejam confiáveis), o fato é que a literatura lusófona é riquíssima e sempre vale a pena retornar aos clássicos e conhecer novos valores. Sobretudo em poesia, não consigo afastar-me da língua portuguesa, que, muito felizmente, "é a minha pátria". Maria do Rosário acerta.
ResponderEliminarVejo pessoas a ler "estrangeiro"... e lembro-me de uma senhora conhecida de minha avó que interpelada por esta sobre usar um missal em francês declarar "Ora, D. Maria Cecília, porque denota mais sabedoria!"
ResponderEliminarAcho que isto diz quase tudo...
Por razões profissionais sou obrigado a ler em inglês, francês, italiano, espanhol... e francamente o que mais odeio é o inglês ou americano, porque se lê da frente para trás!
Deus me livre ler um livro de prazer, nesta língua!
Adorei a sua expressão "livro de prazer".
EliminarÉ que é mesmo isso.:)
"To be or not to be, that is the question". "Ser ou não ser, eis a questão" ou "Existir ou não existir, eis a questão" (tradução talvez mais apropriada para quem contempla o suicídio) ou mesmo "Matar-me ou não matar-me, eis a questão". Só uma das alternativas pode aparecer numa tradução portuguesa do Hamlet. Qual escolher ?
ResponderEliminarArtur Águas
Este post fez-me lembrar aquela música do Rui Veloso, em que a certa altura ele diz - " a minha namorada até fala estrangeiro..." :-)))
ResponderEliminar... e não esquecer também os livros em inglês que NUNCA terão uma tradução portuguesa porque as editoras nacionais sabem que vão perder dinheiro. é o caso do livro que estou a ler actualmente, "ox travels", uma colecção belíssima de curtas narrativas de viagens, de trinta e seis autores, editada pela oxfam e apadrinhada por michael palin.
ResponderEliminarAbsolutamente verdade ! OXTRAVELS é um livro incrivel ! Li-o também recentemente (nas minhas férias de Agosto) ! Começa com um relato exemplaríssimo com o que é único pertencer à comunidade lusitana universal, escrito por um inglês ! Tem relatos que alargaram ao meu entendimento da condição humana (é obra para quem tem quase 60 anos). Por exemplo: "A Freira" (sobre um jainismo que eu totalmente desconhecia). OXTRAVELS ainda estava há pouco no expositor de livros em inglês da FNAC. Mas todos sabemos como é curto o período em que os livros estão expostas na FNAC.
EliminarArtur Águas
Quem não se sente... E com este post senti-me (como me sinto noutras vezes, tantas, num blog que leio quase religiosamente).
ResponderEliminarAlguns de nós não nasceram em Português e a nossa leitura é necessariamente mais lenta em Português. Por outro lado, e concordo o mais possível, as traduções deixam muitíssimo a desejar - e não uso aqui nenhuma figura hiperbólica. Já escrevi, cartas sem resposta, a editoras lusas pelas fracas traduções de livros que comprei. Irrita-me medularmente não poder devolver um livro com defeitos de tradução. Tenho até uma pilha de livros separados dos outros por serem ilegíveis, espécie de monumento da vergonha da tradução em Português.
E, também, há aqueles de nós que ao lerem as traduções têm o cérebro a tentar ler o que estaria na língua original e, confesso, esse processo às vezes é um pouco mortificante.
Por fim, e sem grandes vergonhas, o pouco Saramago que li foi em Inglês, tradução portanto, e não acho que tenha, face ao autor, cometido um pecado capital.
Agora se há língua com uma beleza estética para o enobrecimento literário, o que quer que isso seja (e, lá está, para alguns de nós é muito difícil a expressão do belo em Português), é a língua portuguesa. E aí concordo com o Ramalho Ortigão que comparava o "coaxar" inglês ao som de abelhas melodiosas do Português.
Interesantísimo debate que, a mi nivel, tengo resuelto. Siempre que puedo leo las ediciones en la lengua original. No obstante, tengo que reconocer que hay traducciones de mucho mérito y, que en ocasiones, mediante notas a pié de página, enriquecen el propio texto original, al dar el contexto apropiado a la palabra, que puede ser desconocido para los lectores no nativos, aunque lean en la lengua original.
ResponderEliminarPor otra parte, yo no soy escritor, sólo lector, pero caso de haberlo sido, imagino que no me hubiera disgustado que me tradujeran... a cuantas más lenguas mejor.
Pretensiosismo, puro pretensiosismo !
ResponderEliminarQue tristeza, realmente no novo caderno cultural do DN. nomeadamente no 2º. que foi publicado, creio que da semana passada, um pretensioso (creio que até será deputado ou foi?, diz-se escritor e gay) as suas escolhas são uma tristeza. É como aquele Carlos sabe tudo (Carlos Magno) só lê o TIMES e o NYT , e, às vezes o EL PAÍS.
Gosto mais de ler em português, mas tenho duas irmãs que preferem ler os originais em francês ou inglês, pelo acesso (não têm de esperar pelas traduções) pelo preço e pelo espaço (porque preferem edições de bolso).
ResponderEliminarEu sou das que lê noutras línguas ,numa delas confesso até me sinto bilingue , das que lê livros de bolso : acabo de comprar 6 livros em França França que me custaram 20,80€ , mas acho que não tenho de me justificar de nada,nem dar explicações , e até acho essa discussão muito frivola.Cada um lê como quer , o que quer , com o acordo que quer , (espero que quem deseja o fim da legalização do aborto ortográfico não queira também a do aborto médico, é que às vezes uma coisa está relacionada com a outra) , na língua que quiser. O que é preciso é ler e ter prazer nisso.
ResponderEliminarApesar de por vezes ler edições em inglês (mais raramente em francês), tenho dado preferência às edições portuguesas. Como no caso de Octávio dos Santos, o acordo ortográfico está a alterar a minha posição. Ainda por cima, a Amazon já expede sem portes para Portugal, as edições hardcover não são mais caras do que as edições nacionais e tenho um Kindle com pouco uso cujos livros não me colocam problemas de espaço.
ResponderEliminarDesafio todos a lerem o livro:
ResponderEliminar"Uma Galáxia Distante - A Origem de Arush"
Acho que não serão capazes de ler o livro mais difícil do mundo, e ao mesmo tempo, uma obra bastante interessante e agradável!