Curto reinado?

Há uns tempos, indignámo-nos com a passagem do Instituto do Livro e das Bibliotecas a uma mera Direcção-Geral. Os que trabalham com livros sabem a importância que este organismo tem tido ao longo dos tempos, seja na internacionalização da literatura portuguesa, seja na promoção da leitura, seja ainda na realização de feiras do livro em países lusófonos carenciados como a Guiné-Bissau, Moçambique ou Cabo Verde. Nas operações de poupança da despesa pública, houve agora por parte do Governo a decisão de fundir a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas com a dos Arquivos, criando assim uma nova entidade cuja sigla faz pensar em experiências de laboratório (DGLAB). Não sei bem o que significa esta fusão, porque, segundo percebi, se trata apenas de diminuir o número de cargos dirigentes com vista a uma gestão mais racional (e mais barata) e nos dizem que, apesar dela, a política para o livro é central para a Secretaria de Estado da Cultura. O que me pergunto é se o Director-Geral do Livro, José Manuel Cortês, que foi nomeado há tão pouco tempo, conseguirá manter o lugar ou se tornará, afinal, o monarca do mais curto reinado de sempre à frente da instituição.

Comentários

  1. não é o único, há vários directores gerais na mesma situação.

    fazer política em cima do joelho dá nisso.

    estranho é ninguém ainda se ter demitido (inclusive o Secretário de Estado da Cultura), por ser impossível fazer o que quer que seja, a não ser fechar organismose poupar dinheiro.

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  2. Deixe-me acrescentar à sua lista de países, Angola! As duas tentativas de visitar livrarias e encontrar livros em Luanda, foi desanimadora.

    E os preços! Bem...

    - Já agora e a propósito da sua amável oferta, não existe endereço postal aqui onde me encontro e nem distribuição... já tive de ler o "Casei com um massai"!

    Saudações do mato!

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  3. O povo é sereno, dizia o conhecido e folclórico Almirante Pinheiro de Azevedo.
    E conseguiu aguentar 50 anos de Ditadura (regime autoritário, como agora é moda) sem grandes ondas (a não ser a dos mares encapelados por onde navegou à procura das sopas).
    Haja saúde!

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  4. De facto todos os dias pasmamos com aquilo que parecem ser decisões tomadas indiscriminadamente e em acelerada correria!

    Este meu comentário tem também outro propósito: no meu blog onde escrevo de tudo um pouco, lancei um desafio aos leitores para me pedirem histórias dando um tema (à la Karen Blixen). Pois o pedido número 12 foi de um outro blog que me sugeriu fazer uma história tendo por base um verso seu!! Foi um grande desafio e responsabildade. Espero que, caso lhe apeteça, passe por lá (cá) e lhe agrade.
    Obrigada
    M.
    historiasdenos.blogspot.com

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