Cá estamos

Pois é... Custou um bocado regressar ao trabalho depois de um período de descanso e horas de leitura realmente extraordinárias. Mas tive muita sorte com os livros que levei comigo para férias (e de que aqui falarei nos próximos dias) e, sem stress, o tempo rendeu mais do que habitualmente e deu mesmo para muita coisa, entre clássicos e contemporâneos. Não é, no entanto, por estarmos longe que as coisas param, e na minha ausência separaram-se os Blogtailors (Nuno Seabra Lopes deixou o projecto, que ficou a cargo de Paulo Ferreira), alguém ameaçou pedir a insolvência da Europa-América (cujos empregados se começaram a queixar de falta de pagamento de salários) e a Assírio e Alvim está muito perto de ser comprada pelo grupo Porto Editora (um protocolo de colaboração foi já assinado). Na minha secretária, tinha também os exemplares acabadinhos de sair do forno do novo romance de Miguel Real (A Guerra dos Mascates, que já está à venda) e do último de Ana Cristina Silva, uma obra inspirada em Carolina Loff (a militante comunista que se apaixonou por um inspector da PIDE) intitulada Cartas Vermelhas. Mas comentarei tudo isto em posts independentes, pois hoje é apenas para dizer que estou de regresso a esta minha e vossa casa e com muito que partilhar sobre aquilo que aqui nos junta, os livros, pelo que, se acaso pensavam que não teriam de me aturar, estavam redondamente enganados. Até porque tive saudades vossas, mesmo dos que têm mau-génio. Até amanhã.

Comentários

  1. Bom regresso e que venham novos livros de autores da lusofonia. Desta vez fui a Angola e levei: Rio Homem (André Gago), Os Pretos de Pousa flores , Trinta e Três Poemas Inteiros. O último são poemas muitos do tempo colonial e arrasam qualquer um, o Rio Homem deu-me uma lição de História, literatura e de cultura (fascismo e Guerra de Espanha) os Pretos até foi bem pensado e a caracterização das personagens e da sociedade de Angola de então está muito interessante, mas no que se refere ao espaço do Portugal de 1976/77 está sem jeito. Angola está diferente e nós não temos ideia do desenvolvimento lá - fiquei esperançado no futuro deles e espero voltar um dia...

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  2. Que Bom Maria do Rosário estar de volta ! tive saudades suas.
    então até amanhã

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  3. "um protocolo de colaboração"
    A Dra Rosarinho é uma pândega :) Esse sentido de humor refinado deve vir de só ler os autores que publica ou os autores que são críticos e escrevem bem dos autores que publica. Bem haja!

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  4. Pronta, portanto, para enfrentar um imenso cortejo de bajuladores, não é verdade? Uns mais afoitos que outros!

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  5. MRP a sua boa disposição é contagiosa e estou certo que não há nenhum mau-génio que resista.
    O regresso ao trabalho custa sempre um bocadinho, mas é bom! Há quem não o possa fazer e, só espero que quem trabalha na Europa-América o possa fazer sem sobressaltos.

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  6. Ora bem, Maria do Rosário: Prazer em a ler, de retorno à sua casa. O cantinho da nossa segurança. Eu, não regressei. Porque verdadeiramente nem parti. Por vontade própria! Porém, náo partindo viajei. Pelos livros e, por todo o lado. O meu filho mais velho, peregrinou por aí. Achou tudo maravilhoso. Até as livrarias. E, tudo tão barato, disse-me. Vê como os turistas. Porque em Portugal, a miséria nunca se mostra! ÉLIZ MÊS de Setembro e, um abraço!

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  7. É sempre um prazer aturá-la, Maria do Rosário.
    E digo isto mesmo passando por bajuladora .

    Já agora, porque é que as pessoas com o apelido de Anónimo são todas tão verrinosas e mal-humoradas?

    Ana Falcão Bastos

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  8. Uf , já estava cansada de "blogs de senhorinhas". Tenho que ir lendo uns mais culturais, para me (auto)desculpar de andar blogando por aí, perdendo-me por trivialidades e petiscos.

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  9. Uma passagem assim diz:

    " Conserve-se a caridade fraterna. Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela, alguns sem o saberem, hospedaram anjos ".
    Hb 13

    Boas vindas MRP !

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  10. Olha, não sabia que os Blogtailors se tinham separado. Pelo menos, a página deles continua a ser actualizada, ainda bem.

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  11. António Luiz Pacheco1 de setembro de 2011 às 23:11

    Oram vivam todos!
    O leão não me comeu... e eu comi jibóia!
    Já tinha saudades deste blog e do exercício que aqui se pode fazer (depende de cada um...).

    Também li - ainda se há-de falar nisso certamente, e, recomendo aos africanistas de condição recente que vão com a mesma calma que os nossos filhos quando descobrem coisas como o seu próprio país...

    Um óptimo regresso a todos, comentadores, bajuladores e anónimos! A diversidade é uma das maravilhas da humanidade... esta descobri-a eu, não li em lado nenhum!

    Saudações do mato!

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