Repetidos

Estávamos com problemas de espaço para os livros – o que, numa casa de editores, é cíclico e há-de repetir-se muitas vezes ao longo da nossa vida. E eis que o Manel, meio à socapa, mandou fazer mais uma estante, transformando o nosso corredor numa autêntica biblioteca de chão a tecto. Mas como, mesmo assim, já não nos sobram paredes vazias, acordámos que o melhor seria juntar os trapinhos (neste caso, os livros) e escoar aqueles que fossem repetidos (com o cuidado de verificar dedicatórias ou anotações). Aproveitámos os feriados e o Manel começou com a poesia, que parecia mais fácil. E, porém, nem os dias de lazer foram suficientes para a tarefa, nem os livros repetidos são assim tantos como pensávamos, excepto no caso de dois ou três poetas: parece que o Manel tem poesia sobretudo até determinada década e eu a partir dessa mesma década... Enfim, quando chegarmos à prosa, talvez as nossas afinidades se tornem mais evidentes e arranjemos mais umas prateleiras livres para o que ainda há-de vir.

Comentários

  1. Cara amiga,

    Eu tinha o mesmo problema e resolvi contactar a biblioteca da terra donde sou oriundo se estariam interessados nos meus livros.
    A resposta foi positiva e além do mais podrei ve-los e requisita-los sempre que quiser gratuitamente.
    Creio que é uma boa ideia para a falta de espaço.
    Além do mais as bibliotecas de provincia t~em muita falta de livros e aceitam de bom grado estas doações.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito interessante também seria dar para alguma instituição =)

      Que bom que é ter tanto para ler =)

      Um beijinho

      Eliminar
  2. Já experimentaram os cantos nas paredes? Cada um deles resulta numa prateleira triangular na qual ainda cabe «alguma coisa». Tive o mesmo problema embora, acredito piamente, em menor escala. Agora estou mais desafogada e, intuindo a qualidade das sobras, totalmente despida de solidariedade (às vezes, os livros despertam o pior que há em mim, uma espécie de relação Gollum-anel) afirmo, sonsa: podiam enviar para aqui.

    Boa sorte

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se és quem penso, os portes sairiam um pouco caros, não?
      Confesso que senti o mesmo impulso que tão bem designaste «Gollum-anel».

      Eliminar
    2. Clever girl!
      (gargalhada)

      Eliminar
  3. A mí también me pasa lo mismo, sobre todo cuando hago mudanzas. Hace algunos annos decidí deshacerme de aquellos libros que no me hubieran gustado (o aportado algo). Desafortunadamente (o afortunadamente, según) no pude deshacerme de muchos. Un abrazo.

    ResponderEliminar
  4. Off topic: http://tinyurl.com/5ubnwj6
    Os donos do português: por que a nova geração de autores de Portugal faz livros de ficção tão melhores que os brasileiros.

    ResponderEliminar
  5. António Luiz Pacheco20 de junho de 2011 às 14:57

    Eheheh ! Este é o riso convencido e enfatuado de quem tem uma casa de 17 divisões, fora a cozinha e 4 casas de banho, a casa de lavagem e a capela... Inclui naturalmente o salão-biblioteca, o meu escritório, o da minha mulher, a "casa da caça", e o corredor lá de dentro onde estão as estantes da banda desenhada... todas estas divisões têm estantes e livros!
    As aranhas vivem felizes nos cantos ou por baixo e atrás de estantes, prateleiras, secretárias, papeleiras, escrivaninhas, vitrines heteróclitas... nalguns casos o pó dava para semear batatas, mas tenho tanta tralha além dos livros que me é impensável por exemplo morar num apartamento! Claro que isto se paga caro, a conta da luz p.e . ou ter de vestir uma camisola no Inverno... mas tem o lado bom: espaço! E posso arrumar tudo o que me apeteça manter!

    Vale-me também ir recebendo livros de quem não tem onde os pôr. Ainda há meses recebi uns 150 volumes do meu falecido sogro, quando a minha a minha primeira mulher e cunhada desmancharam a casa e não tinham onde os pôr, depois de escolhidos os que não dispensam... até uma enciclopédia completa do Larousse recebi! Uma felicidade golumniana "! E o que era a minha cobiça de há 25 anos... as obras de Jean Lartéguy ...

    Ainda tenho espaço... é só dizerem!!!!

    Hoje é que me sinto importante! Logo eu que nem sou homem de letras nem destas coisas, um "penetra"... eheheh ! Dá Deus nozes a quem não tem dentes... desculpem e invejem!

    Hum... Drª Mª do Rosário, e se mudassem de casa? È uma hipótese...

    Cumprimentos! Haja espaço!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro ALP,

      Que inveja! Permita-me no entanto, uma sugestão: limpe o pó. Pessoalmente. Não por uma questão de higiene ou salubridade mas porque, ao limpar o pó, se (re)descobre muito. Enquanto vivia em casa dos meus pais estava «proibida» de limpar o pó aos livros, uma vez que era encontrada à hora de almoço (começava de manhã), em cima de um banco, no início da linha de estantes, a ler. Invariavelmente.
      Ah, e parabéns por deixar as aranhas viverem felizes. Além de serem uns seres vivos giríssimos (já atentou na forma terna como os vários olhos de uma aranha - sobretudo as saltadoras, que estão entre as minhas favoritas - podem contemplá-lo?) podem, a espaços, eliminar alguns «papa-livros», o inimigo figadal.

      Boas leituras

      Eliminar
  6. Mais um post sobre os seus livros e os do Manel... começa a repetir-se, dra

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. António Luiz Pacheco20 de junho de 2011 às 16:50

      Ora, caro anónimo... mas então e você também se repete! Ganda chato... palavra!

      Boas festas, e até Dezembro!

      Eliminar
    2. Ó Pacheco, veja lá não lhe renovam o contrato de guarda-costas da Dra...

      Eliminar
    3. António Luiz Pacheco21 de junho de 2011 às 01:43

      Tiro na água...

      Não admira, sendo eu pescador submarino...

      Ahahah!

      Eliminar
    4. Chato? Então caro António Luiz, não vê que é apenas o clássico bobo da corte?

      Eliminar
    5. Os Pachecos que temos agora... O outro, que morreu, faz cada vez mais falta!

      Eliminar
    6. António Luiz Pacheco21 de junho de 2011 às 03:59

      Hum... e como é que sabe se não sou "ele"?

      Há homens que não morrem... só mudam de condição, ou corpo físico...

      Eliminar
    7. Que pena...
      Não percebe.

      Eliminar
  7. Boa noite!

    Não querendo ser demasiado demorado, no entanto não podendo deixar de comentar, este post lembrou-me um belissimo livro que li já por várias vezes: "A casa de papel".
    O problema começou da mesma forma forma... quem sabe como terminará?

    Muito bom blog, Parabéns!

    ResponderEliminar
  8. Olá Rosário,

    Se não tiver a quem oferecer, o Déjà Lu lança a passadeira vermelha para receber o que quer que lhe sobre.
    Se o volume justificar, até nos oferecemos para passar onde for preciso para fazer a recolha (com os próprios braços).
    O projecto tem corrido tão bem que me vejo grega para ir renovando o stock.

    Um beijinho
    Francisca Prieto

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Em Berlim

O que ando a ler

O principal e o acessório