A manhã de tarde

Logo mais, fazemos a apresentação pública do romance A Manhã do Mundo, de Pedro Guilherme-Moreira, na Livraria Bulhosa de Entrecampos. Não é o seu primeiro romance, mas é o seu primeiro romance publicado e é, sobretudo, o «meu» primeiro romance deste autor que fui conhecendo melhor ao longo do tempo e corre agora o risco de ficar meu amigo. Mas, para quem lê este blogue, o importante é dizer que A Manhã do Mundo é um livro que deve ser lido sem reservas, pois, além de ser um dos melhores que publico este ano, torna-nos, afinal, melhores pessoas. No ano em que se celebra o décimo aniversário do ataque às Torres Gémeas, este romance que me orgulho de publicar é uma das mais bonitas homenagens a todos os que ali perderam a vida.


 


 

Comentários

  1. Por falar em perder a vida, desculpem aproveitar este mote assim, mas todos os dias morrem pessoas, e algumas, como o meu pai, instantaneamente e de forma brutal, sem despedidas (foi atropelado). Atrevo-me a deixar aqui algo que escrevi há pouco:

    Vou voltar à casa que agora está fechada
    Cheia de silêncios que evocam memórias.
    Já não tenho medo do vento a uivar nas janelas
    Nem dos passos no chão de madeira do andar de cima
    Já não tenho medo, apenas esta certeza de ter perdido
    Porque as memórias valem bem menos do que a vida.

    Há dias senti o teu cheiro na minha casa, pai.
    O meu cérebro envia-me mensagens que não entendo
    Não nos despedimos, mas sempre que te deixava,
    Sentia que podia ser o nosso último abraço e beijo.

    Vou voltar à casa que agora está fechada
    Onde tu não voltarás jamais
    Mas onde vou continuar a sentir a tua presença
    E a tua ausência
    E a estranhar tudo isso
    E a entranhar aos poucos
    Porque a vida segue e arrasta-me com ela
    E não consigo ver para onde me leva
    E muito menos saber quem fiquei
    Agora que a minha primeira casa está fechada.

    Há perdas que mudam o mundo de cada um tanto quanto este atentado terá mudado o mundo de todos nós.

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  2. Pedro Guilherme-Moreira vai estar numa das próximas edições da rubrica À volta dos livros transmitida pela Antena 1

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  3. Meus cumprimentos pelo lançamento da obra! Certamente, bem expressiva pela causa.

    Mas, desculpe. Discordo da Sra. Maria Rosário, em ser a ocasião da "tragédia", orientação para sermos melhores pessoas...
    Apenas, acusa a falta do limite do ser fanático.
    É necessário avançar por uma unidade pacífica ao mundo, na certeza pela capacidade de tolerância, das quais, algumas, neste infeliz processo.

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  4. Todos os argumentos são bons para unir a humanidade. Se a tragédia fizer despertar uma parte dos humanos para essa necessidade de união em torno de um ideal de humanidade, então, apesar de tudo, poderemos construir, a partir daqui, um caminho de paz. Penso que é neste sentido que MRP fala de nos tornarmos melhores pessoas. Eu diria ainda, de talvez nos tornarmos pessoas.

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  5. Eu não usaria a palavra «celebra», mas «assinala» o décimo aniversário do 11 de Setembro. Tenho dúvidas de que seja uma data celebrada, a não ser talvez pelos talibãs...

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  6. http://bibliotecariodebabel.com/criticas/aqueles-que-saltaram/

    6,5 em 10 é fraquinho, Dra. Fraquinho...

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