Rasca ou à rasca?

Uma jovem publicitária escreveu um romance leve e divertido – mas com muita coisa para levar a sério – e extremamente oportuno se tivermos em conta que, de há uns tempos para cá, a geração a que um dia chamaram «rasca» está agora «à rasca» e, por isso, na berlinda. Despretensioso e objectivo, Os 30 – Nada é como Sonhámos, de Filipa Fonseca Silva – uma estreante nestas coisas que pertence à dita geração –, constrói uma história a partir de três personagens com vidas e ambições distintas para falar de todo um grupo de desencantados, fazendo o seu retrato nem indulgente nem implacável. O lançamento é hoje, e quem apresenta o livro é Vasco Palmeirim, da Rádio Comercial.


Comentários

  1. promete.

    e é uma escritora!

    (espero que os criticos estejam atentos...)

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  2. Este comentário não tem a ver com o post mas sim com o blog no seu todo.
    Esta noite, a meio de mais uma semi-insónia, dei comigo a comparar o "Horas Extraordinárias" com o "Oceano Pacífico" do tempo do António Santos.
    Talvez o blog não seja bem um Oceano, mas é certamente um Oásis Pacífico.

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    1. Uma pequena correcção: o programa "Oceano Pacífico" não era no tempo do António Santos, creio que foi posterior. O que deixou saudades foi sim "As Noites longas do FM Stéreo " esse de autoria de António Santos. Já agora, aproveito a oportunidade para recordar que António Santos tem pelo menos dois livros editados , "O Pescador de Girassóis" e "Deixei-te o Sorriso em Casa"; merecedores de uma leitura atenta, pela boa escrita e pelo enredo neles contido. Pena que a crítica tenha quase deixado passar em branco este último romance editado pela Oficina do Livro.
      Aqui fica a sugestão e o esclarecimento.

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    2. Tem toda a razão e obrigado pela correcção.
      De facto eu queria referir-me mesmo ao programa do António Santos, "As noites longas" e confundi-lhe o nome com o "Oceano" que de resto também é um óptimo programa e sempre me deu mais jeito para o que pretendia dizer.
      As minhas desculpas a todos pelo engano, mas reafirmo que este blogue é pelo menos um "oásis pacífico".

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    3. Obrigada, João, pelas suas palavras. E por me ter recordado o Oceano Pacífico, que era um programa que eu ouvia sempre e de que tenho saudades.

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    4. Depois do meu deslize, resolvi pesquisar um pouquito.
      O programa do António Santos durou 6 anos e acabou em 1988. Para além da música muito pacífica (talvez daí a minha confusão com o Oceano Pacífico) o António Santos contava sempre, pelo menos uma história extraordinária.
      O Oceano Pacífico começou em 1985 e ainda continua. À excepção dos primeiros três meses, foi sempre apresentado pelo João Chaves. E, se não conta histórias extraordinárias, faz-nos ouvir música extraordinária, ainda hoje.
      Pelo lapso apresento as minhas desculpas a todos os "implicados".

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    5. Como vi que as saudades das noites longas são muitas, poderão ir aqui: http://lighthouseradio.podomatic.com/ e matá-las (às saudades) ouvindo o último programa.

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    6. Muito bom!
      Embora eu ouvisse o «Oceano Pacífico».
      E muito pouco é como sonhei nessas noites de estudo nos primeiros anos da faculdade, ao som da RFM.
      A vida encarrega-se de dar a volta aos sonhos. Nada de grave, enquanto formos capazes de ir reinventando os sonhos...

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    7. Nada a desculpar, assim se elucida. Ainda a propósito saliento que As Noites Longas do FM Stéreo contavam com 6 pequenas histórias , ou contos curtos, por cada hora de programação, da autoria do saudoso escritor Eduardo Guerra Carneiro, do publicitário João Viegas e da jornalista Eduarda Ferreira, para além do António Santos.
      As Noites Longas vão para o ar em 1981 com um outro contexto - histórias com disco ao meio – ponto alto deste programa, a par com a elevado critério na selecção musical, enquanto que o Oceano é criado no ano da fundação da RFM , destinado ao grande público, num registo mais simples e menos ambicioso em termos da mesma qualidade musical, ( até porque era um programa diário).
      Isto num tempo em que existia também uma geração “à rasca” e sem as facilidades que existem hoje : tínhamos de pedir o carro aos pais, ( àqueles que o tinham), - hoje vai-se para a Faculdade de carro ou, os pais passam por lá a largar os filhos; o telefone era ainda um luxo, os meios de comunicação não eram em absolutamente nada comparáveis aos de hoje, não existiam canais de televisão por cabo. O dinheiro tinha um outro valor e os Valores existiam. Os empregos...o 1.º emprego...que eu me lembre era preciso lutar por ele, e bem! Dar provas de competência. Facilitou-se tanto que num ritmo consumista acelerado caímos bem fundo. E os resultados estão à vista: cunhas, apadrinhamentos , interesses de marketing, arrasando os tais valores que deveriam prevalecer. Que eu me recorde também estive “à rasca” e parece-me que assim vou continuar. Quanto ao romance “leve e divertido”, veremos...só depois de o ler.

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  3. Já agora, para ajudar a perceber a diferença entre um grande programa de rádio, As Noites longas do Fm Estéreo, na Rádio Comercial, e uma coisinha sem jeito, O.Pacífico, na RR, de musiquinhas tipo pop para meninas do secundário, podem ir ouvir neste blog o que foi um grande programa de rádio. Ouvindo percebe-se logo pq:
    http://lighthouseradio.podomatic.com/entry/2011-02-19T20_57_18-08_00

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  4. Ah, já percebo: merda publicada por outros é apenas isso, e pior ainda se for aos "tops"; merda da Leya já é "leve e divertida", "despretensiosa e objectiva. Era tão fácil e eu não chegava lá, imagine!

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  5. Pura "chick lit". Fraquinho, o livro.

    Maria

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