Estudar para viver mais

Dantes, dizia-se às crianças quando não queriam comer que o papão, o diabo ou os ciganos as viriam buscar. Ameaças parvas que, graças a Deus, passaram de moda (hoje é mais provável tirar-lhes a televisão, a PSP ou o computador). Mas, por causa de uma notícia que li recentemente, apercebi-me de que os pais de filhos que não querem estudar podem agora dizer-lhes uma coisa horrorosa: que, se não forem à escola e não aprenderem, viverão menos do que os marrões e os aplicados. É verdade: parece que um estudo publicado na revista científica Brain, Behavior and Immunity mostra que o envelhecimento das células é mais rápido nas pessoas sem qualificações académicas e que, quanto mais «educação formal», mais longa e saudável será a vida. Claro que a educação ajuda a tomar medidas e decisões mais inteligentes que se repercutem, inevitavelmente, na saúde (e no resto). Mas já há tanta gente a estudar até tão tarde que esta notícia, a ser verdadeira, pode criar uma geração que não vai querer trabalhar antes de chegar a velha – se lá chegar…

Comentários

  1. Por outro lado, um artigo recente dos jornais a corroborar um outro já com três ou quatro anos diz que as pessoas que abandonam a escola ao 9º ano têm mais facilidades de encontrar emprego do que as que continuam.
    Logo hoje, encontro dois mitos desfeitos.
    Primeiro mito: Afinal a escola, pelo menos a actual, é uma inutilidade completa. Por mim podem já passar o Ministério da Educação a Secretaria de Estado que o resultado será igual. Segundo mito: O trabalho dá saúde. Eu sempre desconfiei deste, mas agora alguém veio dar-me razão. Que se continue, pois, a fazer de conta que se estuda e que no fim dos quilos de diplomas, mestrados, doutoramentos se sabe alguma coisa. Nada como certificar a ignorância.
    Tenho até uma proposta que não será de todo descabida neste blogue. O ministério da cultura deve continuar Ministério e ter sob a sua alçada o da Educação. Mas com um verdadeiro ministro da cultura, como por exemplo Eduardo Lourenço, o único Professor que nunca precisou de mestrados ou doutoramentos para mostrar que é um PROFESSOR. Aliás, qualquer dos seus livros substitui com vantagem a generalidade das teses de doutoramento que por aí se publicam ao quilo.
    Eduardo Lourenço representaria ainda uma outra vantagem: nenhum pequeno ministro, primeiro ou sub se atreveria a dizer-lhe o que fazer.
    Poderíamos talvez então ter uma verdadeira politica cultural e educacional virada para o país e não para estatísticas e para o umbigo dos sub e primeiros.
    E certamente Eduardo Lourenço tem o bom senso necessário para fazer o que lhe for possível com os poucos meios financeiros que teria à sua disposição.

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    1. Estes comentários hoje estão muito mortos!
      Falando seriamente, não vos parece que poderíamos lançar o desafio ao Professor Eduardo Lourenço para ministro da cultura?

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  2. É um belo argumento para os jovens que não estudam ! E todos os argumentos são legítimos para convencer os mais novos a treinar as suas cabecinhas enquanto elas estão frescas ! Mas não esqueçamos que neste tipo de investigações, desde que se determine uma diferença "estatísticamente significativa" (p«0.05) entre os dois grupos em comparação, é curial afirmar-se, como neste estudo, que "a instrução aumenta a longevidade". Mesmo que esse incremento médio não passe de uns quantos meses de vida... Já agora, no que respeita à longevidade humana, ela parece ser mais condicionada pela nossa genética do que pelo modo como usamos a nossa mente já que é sabido que o mais fiel fator preditivo da longevidade de um individuo é a idade com que vierem a falecer os seus progenitores. Agora que quem teve a oportunidade de treinar a mioleira desde pequenino irá ter acesso a uma gama mais alargada de prazeres, ah isso parece ser uma conclusão sensata. Se o usufruto desses alargados prazeres se manterá durante um período significativamente mais longo (anos, no mínimo), talvez já seja uma conclusão um pouco duvidosa. A única alteração de hábitos de vida que comprovadamente aumenta de um modo significativo (mais de 30%) a longevidade dos mamíferos é a chamada dieta hipocalórica, ou seja ingerir metade das calorias de uma alimentação que não nos faça nem engordar nem emagrecer. Dito por outras palavras: passar fome e ter corpo feito de pele e osso. Em ratinhos e macacos esta dieta hipocalórica aumenta de fato a sua longevidade quase até 50%. Em humanos, obviamente, o efeito sobre a longevidade deste tipo de dieta nunca foi estudado cientificamente. Mas é dá uma boa indicação de que comer pouco é bom para a saúde. Talvez a saúde e longevidade não estejam tão dependentes do grau de instrução e de atividade mental como de termos ou não a coragem de nos levantarmos da mesa com a sensação de que ainda se tem um pouco de fome, em vez de só se largar o prato após a saciedade estar satisfeita. Isto para quem o consegue... (o que não é meu caso). E não esqueçamos, como a Rosário faz tão bem em lembrar, que a instrução poderá contribuir para melhores decisões durante a vida. Como os mais intruidos mais ganharão, terão acesso a melhores condições sanitárias e de saúde, assim potenciando a sua longevidade. Felizmente, tudo o que é humano é complexo e multifatorial !

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  3. António Luiz Pacheco20 de maio de 2011 às 09:29

    Isto está a adivinhar o fim de semana... e por isso o sossego...

    Mas, deixem-me pegar no seguinte: Os muitos africanos que conheço, gente do mato, comem pouco e a tal dieta hipocalórica... à base de farinha cozida em água e sal e quando muito um fio de óleo... carne só muito de quando em vez e quase sempre seca. Fresca é raro... ou é de fraco valor alimentar. É gente só pele e osso, e segundo a teoria que foi exposta deviam viver até muito velhos... mas ali um homem com 40 anos é velho! Há excepções... povos como os cuvale (mucubais, do ramo dos Herero cujos parentes himbas estão agora na berra num reality show) esses comem à base de leite, seja azedo (não queijo mas coalhado mesmo) seja manteiga, que misturam na farinha. Esses são um exemplo de excelente condição física, uma gente até bonita e de porte atlético, que atingem maior longevidade - remeto-os para o fabuloso estudo do meu conterrâneo Ruy Duarte de Carvalho e o seu fantástico "Vou lá visitar pastores".
    Nunca pensei nisso com muita profundidade, mas sempre atribuí o morrer cedo exactamente à má nutrição... seja ela por falta ou por excesso...

    Quanto ao estudo prolongar a vida... bom eu já tenho ameaçado de morte a minha malta quando não estudam o que devem... mas creio que não era bem a isso que a Drª Mª do Rosário se referia...

    Bom fim de semana! Amanhã tenho uma sessão em volta do meu romance Largueza em Moura, no Clube, com amigos... vai ser bom pois é gente dada ao humor e ao paleio! Se andarem por perto, apareçam... há-de haver presunto do bom e queijo do melhor... e um vinho de Amareleja! Perguntem pelo Luiz Pacheco... sou um mentiroso muito conhecido lá por aquelas bandas...

    Bom fim de semana!

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    1. Logo agora que deixei o Alentejo e me fixei no Porto!

      Boa Sessão e bom fim de semana.

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  4. Faz algum tempo, que queria falar consigo, pela curiosidade do seu apelido"Pedreira", uma vez que também a minha avó paterna era Pedreira, por acaso não tem a sua origem nada a ver com Freixo de Numão?... também me encantam os seus poemas, mas se bem que goste de poesia estou a tentar escrever um livro, que necessito fazer, para conseguir a sua avaliação? obrigada pela atenção e desculpe a ousadia. DorindaParchão.

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    1. Deixe-me um e-mail e dir-lhe-ei como proceder.

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    2. agradecia o favor da informação pois gostaria de levar por diante esta ideia, obrigada

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  5. Há alguns dias, M.ª Rosário Pedreira mostrava-se irritada com a repetição do lugar comum «antigamente é que era bom», no caso, em referência ao período antes do 25 de Abril.
    Como se pode ver pelo 1.º comentário, o dito lugar comum pode aplicar-se também à educação. Antigamente, isto é, no nosso tempo, é que era boa, hoje é péssima.
    Esta atitude mental tem sido constante através dos tempos, basta lermos os preâmbulos das milhentas reformas educativas que os sucessivos ministros da educação têm feito desde 1836 (data da fundação por Passos Manuel da escola moderna com a configuração que hoje conhecemos), qual passatempo preferido dos ditos ministros e dos governos a que pertencem.
    Nesses preâmbulos traça-se invariavelmente a traços bem negros o estado da educação e do saber (da ignorância) da juventude, prometendo-se o paraíso da sabedoria no futuro próximo. Depois a cena repete-se.
    Ao lado desta «realidade» retórica, a escola (e a educação) têm feito o seu caminho, de progresso indesmentível, com muitos problemas de todo o género, caminho esse demasiado lento, sem dúvida, cheio de contradições, não nego, mas um caminho sempre no sentido da melhoria e da universalização da educação e do saber.
    É pena que os estudos comparativos da OCDE (Education at Glance) sejam relativamente recentes, pois se os houvesse há 100 anos a nossa situação era dramaticamente pior do que hoje. (Lembro apenas que no ano de 1930 tínhamos 19 268 alunos nos liceus e 16 906 nas escolas técnicas, portanto, 36 174 alunos no ensino secundário. Hoje temos quase 2 milhões. Há-de haver muito ignorante nesses 2 milhões, mas antes, os mais de 90% de jovens que não iam à escola eram o quê? Sabedores e cultos? Não de pode, nem se deve, comparar o que não é comparável. Velha pecha que só produz cacofonia, cada um falando de coisas diferentes parecendo que falam todos do mesmo assunto).
    Enfim, continuamos a comprazermo-nos em denegrir tudo por igual, pois assim poupamo-nos ao trabalho de estudar, analisar, comparar, distinguir, concluir.
    No fundo, essa atitude mental apenas reflecte a memória e a nostalgia do tempo perdido que não voltará mais, repetindo a velha e gasta ideia da decadência inelutável dos tempos (apesar da coexistência com a ideia contraditória do progresso ilimitado).
    As frases abaixo dão-nos bem a noção da genealogia dessa atitude mental, pois não se trata de um fenómeno nem recente nem tipicamente português:

    1. A nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, troça da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Os nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem aos seus pais e são simplesmente maus.
    (Sócrates (469-399 a.C.)

    2. Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, sem princípios, simplesmente horrível.
    (Hesíodo, século VIII a. C.)

    3. O nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais os seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe.
    (Sacerdote não identificado, c. 2000 a.C.)

    4. Esta juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura.
    (Descoberta num vaso de argila nas ruínas da Babilónia, c. 4000 a.C.)

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    1. Caro Manuel

      1º - A conclusão de que antigamente é que era bom, é sua. Não está dito em lado nenhum que antigamente é que era bom. Há, isso sim, a constatação de um facto (se acreditarmos nos artigos dos jornais) que nos diz que os alunos que abandonam a escola no 9º ano têm mais facilidades em obter emprego. Se hoje isso acontece, poderá concluir-se que a escola actual será uma inutilidade. O facto de ser uma inutilidade não a torna necessariamente pior ou melhor que no antigamente.

      2º - Quando fala da quantidade de alunos que frequenta a escola, não está certamente a querer dizer que por isso a qualidade do ensino é melhor, pois não? Porque, se formos por aí, deveremos também falar das refeições escolares que não existiam ou dos transportes escolares que também não existiam.

      3º - Já que refere o post de Mª do Rosário Pedreira sobre a irritação com as comparações, post que de resto comentou e onde já havia colocado as mesmas citações que agora nos traz de novo, deverá também ter visto o meu comentário e a troca de, à falta de melhor termo, ideias com António Luiz Pacheco. Se for lá ver (estou bem identificado) em nenhuma linha encontra que a situação antigamente é que era boa.

      4º - Conheço vários professores do secundário e alguns universitários. Sou até familiar de uma professora universitária que se queixa da incapacidade da generalidade dos alunos do 1º ano da faculdade em elaborar um raciocínio lógico e de como essa situação tem vindo a piorar de ano para ano.

      5º - Como poderá verificar, também as suas citações foram enquadradas no comentário que fiz ao referido post sobre a irritação do antigamente pelo que não as comentarei aqui.

      Concluindo: A qualidade do ensino actual é pior que a anterior. Não porque os professores sejam piores, mas porque ao ser retirada toda a autoridade (que não deve ser confundida com autoritarismo) aos professores e dados todos os privilégios aos alunos, se degrada a possibilidade de ensinar e de aprender. Neste contexto, os maus alunos continuam maus alunos, os bons alunos tendem a tornar-se vulgares ou mesmo medíocres e apenas os realmente muito bons se "safam", porque esses resolvem qualquer situação.
      Mas nem tudo está pior. Os livros escolares actuais apelam muito mais ao estudo, estão de uma forma geral muito bem organizados. Porém, alguns conteúdos, por exemplo de história, são uma falsificação. E a forma como se maltrata a história, porque incompleta, porque falsificada, leva a que os erros não sejam referidos e aprendidos. E quando não se conhece a história, a verdadeira história, os erros serão continuamente repetidos.

      Escuso-me de comentar as insinuações com que inicia o seu comentário porque qualquer pessoa que saiba ler entende o que eu disse.

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    2. Respondendo aos comentários sobre o estudo dar-nos ou não qualidade de vida, eu estou de acordo, pois tenho 63 anos e sinto-me perfeitamente lúcida em relação a outras pessoas da minha idade, que não gostam de ler, de ouvir música ou até de pintar, a unica coisa que dizem é exactamente a frase que se ouve no comentário seguinte, pois"no meu tempo..., no meu tempo e chego á conclusão de que estas pessoas de facto ficaram paradas no tempo, eu também sou de outro tempo, e não querendo de modo algum entrar na politica, pois sou do "tempo do outro Senhor e nem assim posso dizer que não foram feitas melhorias, sempre há-de haver outro "tempo" enquanto o mundo for mundo e lá se ouvirá com ar de descontentamento como um susurro do vento, o velho agarrado ao cajado, vergado pela passagem do seu tempo... ai meus filhos está tudo mudado, boa era a juventude do meu tempo.

      E lá faremos reverência ao velho ditado popular:" atrás de mim virá quem bom de mim fará "

      Assim não sendo, o mundo deixará de ter encanto, a inquietude acabará e o conformismo ficará sentado á espera do fim do mundo, há tanto tempo anunciado ...
      Pois nos meus 63 anos, luto todos os dias para respirar rir e cantar(pena que a voz não me ajude) e não desejaria recuar um único dia da minha vida.

      Bendito o tempo dos meus avós, bendito o tempo dos meus pais e bendito o meu tempo, bendito o tempo dos meus filhos e bendito seja o tempo dos meus netos e dos seus vindouros...
      feliz aquele que pode dizer: "no meu tempo..."

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    3. Permita-me só discordar de uma frase: " No meu tempo".
      O meu tempo, o seu tempo, o tempo de todos nós é o que decorre desde o nascimento até ao fim da nossa vida. Portanto, o meu tempo é este em que vivo agora. Por isso ajo, do modo que consigo, para inquietar as consciências acomodadas.
      Se clicar no meu nome que aparece em baixo, será direccionada para um local onde essa posição está bem expressa.

      Bom fim de semana e não esqueça que este é o seu tempo.

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  6. Ai que feio MRP!
    A MRP não estuda e de forma formal todo o tempo? Tss! Se não estuda faz mal e vai morrer mais cedo, mas pior que morrer mais cedo é que vai perder capacidade intelectual mais cedo.
    As habilitações academicas são uma forma simples de medir "actividade cerebral" ter um blog (apesar de ser narcisico :) ajuda a actividade cerebral porque tem de pensar, investigar e interagir com os comentadores.

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    1. Bem vou tirar outro curso, já não sei assinar ;)

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    2. Agradeço ao Sr. João Rêgo a correção sobre a minha frase" o meu tempo", ou" no meu tempo", está de facto certo nas medidas, pois o meu tempo, será de facto aquele que viverei, na sua integra, porém todos sabemos, que quando alguém se refere ao seu tempo, está com toda a certeza a relembrar a sua juventude e por mais que a queiramos esticar, embelezar ou pintar de tons rosa ou azul celeste, a nossa juventude acaba, quando os filhos nos agraceiam com os netos, e se bem que me sinta muito jovem, ainda conduza(quando me é possível), a mais de 180Km hora e sinta adrenalina a subir quando os meus cabelos brancos esvoaçam ao vento, ao volante do meu descapotável, eu sinto que tenho que aproveitar todos os momentos, pois me diz o bom senso, que o "meu tempo" já vai longe..., um bom fim de semana e obrigada... e por falar em empregos, politicas de conveniência, eu amanhã ao olhar pela primeira vez no rostinho de mais uma netinha, que vai nascer, pergunto a mim mesma, como será no tempo dela?...

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    3. volto só para pedir perdão por me ter equivocado pois chamei de João Rego, AO SR. JOÃO RAPOSO, de todos os modos servirá já agora para manifestar a minha admiração ao actor, será que não são de facto, os actores, os que vivem melhor, neste mundo, interpretando sempre vidas que não são deles?, ora deste tempo, ora de tempos passados?, mais uma vez, desculpe

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    4. Também eu admiro o actor José Raposo, que por acaso nem é da família.
      Só que eu não sou actor, mas apenas um leitor que de vez em quando faz uns comentários neste blogue.
      E não se preocupe porque não me deve desculpas nenhumas.

      Bom resto de fim de semana.

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