Actualizações

Contaram-me há uns tempos que alguns autores de literatura infanto-juvenil, depois de terem visto as suas séries de livros adaptadas à televisão, tomaram a decisão de as reescrever. Quando elas tinham sido dadas originalmente à estampa, não havia telemóveis nem Internet e, para manter o interesse dos leitores, sentiram a necessidade de uma actualização. Nada contra. E, mesmo assim, quando passo os olhos pelas listas dos títulos mais vendidos, não deixa de ter alguma graça que a extensíssima obra de Enid Blyton continue a figurar entre tanto livro mais moderno ou modernizado. Talvez o segredo do seu sucesso se prenda com a paixão sentida pelos pais dos pequenos leitores de hoje – que são, em princípio, quem compra os livros aos filhos e os pode influenciar. Ou simplesmente o êxito resida na fórmula encontrada – uma aventura cheia de peripécias fascinantes, com as quais as personagens crescem e aprendem, entre outras coisas, a ser melhores pessoas. Como tenho sete sobrinhos, entre os dois meses e os vinte e sete anos, já por várias vezes vi os livros de Enid Blyton nas mãos de um deles. E acho que ainda vou ver muitas mais.

Comentários

  1. Eu fui uma devoradora dos livros de Enid Blyton. Li e reli várias vezes as suas colecções! E quando penso nas histórias e nas personagens, hoje aos 37, ainda me dá aquela vontade de entrar nas histórias e resolver todos aqueles mistérios e conhecer todas as grutas e castelos:)))

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  2. Long live Enid Blyton and "The Famous Five" and "The Twins at St. Claire's" and "The Seven"!! Great reading!

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  3. Quando líamos os Cinco ou os Sete sentíamos uma empatia e uma identificação com aquela malta que hoje não existe. Andávamos de bicicleta, subíamos às árvores, CONVERSÁVAMOS uns com os outros frente a frente e não diante do layout do facebook ou por sms. Íamos passar férias a casa dos primos e adorávamos os doces que nos faziam. Não nos ajoelhávamos diante de montras de fast-food e não tínhamos playstations para nos fazer esquecer os amigos.
    Líamos e acompanhávamos aventuras nas quais gostávamos de participar; havia tempos de espera na vida que eram respeitados e não existia o imediatismo de hoje que faz dum texto sem referência a telemóveis nem lol’s uma peça arqueológica.

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    1. Cara Areia às Ondas, as Playstations de hoje serão a arquelogia de amanhã. Também nos embrenhávamos num livro e esquecíamos os amigos. De geração para geração é sempre diferente, e os jovens/crianças de hoje acabarão por dizer: "Ah, no meu tempo é que era..." E os Cinco e os Sete de hoje só daqui a uns anos daremos por eles.
      Cumprimentos"

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  4. No entanto, até Enid Blyton sofre actualizações, como é o caso com «Os Cinco Em Acção - O Caso dos Piratas de Dvd».

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  5. Penso que não será por si considerado abuso ou demonstração de pedantismo e afectação pedir-lhe para passar pela brisa da tarde por aqui:
    http://omartelodeafrodite.blogs.sapo.pt/29201.html
    (Sem qualquer comprimisso, claro.)

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