A (má) fama
Um semanário da nossa praça, num suplemento dedicado às 100 figuras mais influentes do País, incluiu-me na categoria de «visionários e empreendedores». A escolha foi certamente do editor de cultura José Mário Silva – e agradeço-lhe a generosidade e a simpatia; estas coisas dão umas boas escovadelas ao ego quando nos sentimos um pouco cansados ou desapontados, embora saibamos (eu e, muito provavelmente, o jornalista que me nomeou) que não se trata exactamente de influência, coisa que às vezes até me dava bastante jeito ter. No entanto, este tipo de (boas) notícias tem um efeito igualmente nocivo: na semana que se seguiu à publicação, já eu tinha mais uma dúzia de originais para ler, mais cem pessoas a quererem ser minhas amigas no Facebook (quase todas potenciais escritores, poderia jurar) e muitas mensagens – algumas longas e explicativas – para ler na caixa de entrada do meu Outlook. Às vezes (quase sempre) isto da fama não é nada bom…
Pois é... quem anda à chuva, molha-se!
ResponderEliminarEheheh
(riso dito sacanola ou escarninho!)
Isso vai-lhe atrair ainda mais do que "amigos" se calhar invejas e por isso prepare-se, pois que as bonecas insufláveis da Miley Cirus podem continuar esgotadas... conte com uns quantos posts de gente frustrada a ladrar-lhe às canelas!
Pela minha parte, dou-lhe os parabéns e estimo que prossiga com sucesso!
Esqueceram-se foi de mim... que já recebi o prémio de mérito desportivo da Confederação do Desporto, Personalidade do Ano; a medalha da Região de Turismo do Centro; e, estou nomeado para o prémio D. João I, Personalidade Monteira do ano pelo Clube Português de Monteiros... acho que já merecia também vir no Expresso!
Estas coisas fazem bem ao ego sim!
Uma boa semana de trabalho para todos!
Não. Não é nada bom.
ResponderEliminarContrapartida a responsabilidade, aumenta.
:
ResponderEliminarmas este espaço de comentários ao blog tornou-se agora um mero veículo para a sublimação das invejas e frustrações? tss tss...
[e eu que, na minha inocência, julgava que as horas extraordinárias eram apenas as horas que passamos a ler]
Deixo apenas os comentários que se prendem comigo, os que são ofensivos para os meus leitores retirei. Daí que o seu coentário agora possa parecer despropositado, desculpe.
EliminarTento, tento e tento, mas não consigo sentir-me minimamente influenciado por si. Dra. Será problema meu? Começo a ficar seriamente preocupado...
ResponderEliminarIsto é mesmo o problema das terapias gratuitas.
EliminarSe fosse pago... O problema maior é que a cura pode ser longa!
Quando temos a porta aberta arriscamo-nos a que entre por ela todo o tipo de gente, até embuçados (como é o caso dos Anónimos nos blogues).
ResponderEliminarE não se pode exterminá-los.
É o preço que a Liberdade exige a quem quer ser livre.
Tem que se dar a Liberdade a quem não quer ser livre e por isso não merece.
no caso da Rosário poderá significar mais trabalho e mais visibilidade.
ResponderEliminare provavelmente mais dedos apontados na rua na sua direcção, nas ruas.
mas complicado deve ser de um momento para o outro tornarmo-nos famosos (e ainda jovens).
por isso é que a maioria não resiste à fama e acaba por "engolido" pela máquina que vive em redor, até cair no esquecimento.
Espere!... Senti qualquer coisa! Será? Será que estou a ficar influenciado por si? Será que... Não. Era só fome...
ResponderEliminarNão, não me parece que seja só fome, senti também uma boa dose de má educação...
EliminarFome de querer sair do Anoni-mato.
EliminarBicho do mato. Escondido. Traiçoeiro. Vulgar.
Oh! Coitadinho! Hoje está descompensado!
EliminarDesculpem, o comentário não era para a Claudia mas para o anónimo.
EliminarAté um blog delicioso e não polémico como este atrai idiotas anónimos e ressabiados. Como é possível?
ResponderEliminarPrezada senhora: - sou um viciado em narrativas - Atraíu-me a sua resenha na revista do JN
ResponderEliminarabro-me um pouco no meu composto - (peço perdão) - tomo a liberdade de endereçar o meu
blog: - http:/bardotraidor.blogspot.com/ - Cumprimentos
Ora pois, parabéns!
ResponderEliminar:- )
O seu a seu dono. Embora concorde em absoluto com a escolha, e tenha escrito o curto texto que a justifica, não fui eu que escolhi a Maria do Rosário para a lista dos 100 mais influentes do jornal 'Expresso'. A decisão foi tomada noutras esferas hierárquicas, eu limitei-me a enquadrá-la no tratamento editorial da lista.
ResponderEliminarParabéns. Também eu sempre considerei que as horas que passo a ler são horas extraordinarias.
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