100 Lições

Hoje vou dar a minha lição (uma em cem) no Centenário da Universidade de Lisboa, às 18 horas, na Sala de Conferências da Reitoria. Embora tenha percebido que alguns estavam à espera de que eu falasse da minha poesia, achei que, em quarenta minutos, tinha mais coisas para dizer sobre edição e dei ao título da minha «palestra» Ler. Saber. Dizer não – Publicar literatura em Portugal. Farei a ponte entre os meus anos de estudante e a minha vida profissional e falarei das transformações que a edição sofreu nos últimos vinte anos. Se quiserem, apareçam. Estão todos convidados.

Comentários

  1. Boa Sorte! Bjs
    Ana Cristina Silva

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  2. Cláudia da Silva Tomazi - Brasil5 de maio de 2011 às 05:10

    Minhas congratulações, pelo acertado vigor do tema da palestra. Ao que tudo indica, possa ser de grande interesse esta proposta.

    Atualíssima!

    Se algum dia estiver de passagem no Brasil, poderá inclusive estender, esta experiência.

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  3. Cara Maria do Rosário Pedreira:

    Sou aluna do Mestrado de Edição de Texto da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e, no âmbito de um trabalho para a disciplina de Técnicas de Edição leccionada pelo professor Rui Zink , gostaria de lhe enviar algumas perguntas para um trabalho que estou a desenvolver com uma outra colega, que consiste basicamente numa entrevista consigo, e que gostaríamos de marcar para breve. Caso tenha disponibilidade e possibilidade, por favor contacte-me e/ou à minha colega através dos seguintes e-mails:

    helenaangelino@gmail.com
    carina.morais@hotmail.com

    Agradecemos, desde já a sua atenção. Cumprimentos

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  4. Desejo-lhe boa sorte, ou melhor, espero que tenha corrido tudo bem.

    O tema é muito interessante, mas, meu Deus, não podia ter sido mais original na escolha do título?

    Depois do best-seller de Elizabeth Gilbert, "Comer, Orar, Amar", adaptado para cinema com a Julia Roberts, este tipo de título tem feito escola. É a Laurinda Alves, com o seu "Ouvir, Falar, Amar" e há um livro recente de Andrew Gottlieb intitulado: "Beber, Jogar, F*der".

    Ler. Saber. Dizer não - tinha mesmo de ser assim?!

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    Respostas
    1. Se ouvir a palestra, que amanhã já estará online, perceberá evidentemente a escolha do título. Não pretendi ser original, mas coerente. E ninguém até agora tinha feito essa associação, talvez porque os três livros que refere estivessem muito longe dos horizontes de quem se pronunciou (de forma muito diferente da sua) sobre este título. E longe também dos meus horizontes, como deve saber, acompanhando este blogue como acompanha. Mas achei graça ao comentário, prova que tem bom ouvido.

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    2. Não pretendi pôr em causa a qualidade da palestra, nem sequer compará-la aos livros que referi, que não li, mas sei do que tratam (à excepção do de Andrew Gottlieb, mas dá para imaginar). Não tenho dúvidas de que nada têm a ver com o tipo de literatura que escreve, lê, aconselha e publica.

      No entanto, não se pode negar a semelhança dos títulos, nomeadamente, o uso dos três verbos no infinitivo. Mesmo que não tenha sido sua intenção, os títulos são semelhantes, na estrutura e no ritmo. E o ritmo é uma característica literária imprescindível, principalmente, na poesia, como sabe.

      Sim, tenho bom ouvido, sempre tive, dediquei-me à música, na minha juventude. Acho, porém, que, neste caso, é mais do que isso: capacidade para associar ideias, pensamentos e vivências, uma característica que tenho aperfeiçoado na escrita dos romances históricos (às vezes, dá mais trabalho organizar as informações obtidas nas pesquisas, introduzindo-as no enredo, do que escrever o enredo, propriamente dito). Mas esse trabalho de associação e organização é indispensável em qualquer escritor de romance.

      Continuarei a seguir o seu blogue, de que gosto muito. Atenta, como sempre!

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    3. maria do carmo figueira8 de maio de 2011 às 11:32

      O título, o conteúdo, a presença perspicaz e certeira de um ou outro traço de humor, a perfeição da leitura, as inflexões da voz, e experiência de filha, estudante, editora - tudo perfeito! Há pessoas assim, e sei que a Rosário é uma delas. A altura, a data do casamento, a idade com que tirou a carta: tudo isso é despiciendo. O que conta mesmo é o prodígio das circunvoluções desse cérebro, as coisas que lá estão armazenadas, a lógica como as sequencia. Uma médica mandou-me há uns tempos listar cinco coisas óptimas da minha vida. A sua amizade é uma delas. Mais do que um brilhozinho nos olhos, espero que tivesse visto o brilhozinho da minha alma. Até sempre. Carmo

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    4. Querida Carmo,
      Obrigada pelas suas palavras. Mas ter amigos assim, mesmo sem nos vermos muito, é a melhor lição de todas!

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  5. Bem gostava de ter ido e imagino o sucesso mas a essa hora eu estava no outro lado da cidade, numa universidade da concorrência, a palestrar sobre coisas tudo menos literárias:( - bem... talvez um pouquinho literárias:)

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  6. Estou muito longe.
    Seria possível disponibilizar link para a versão on-line ou, se possível, o texto?

    Obrigada

    Tudo de bom para si

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  7. O link para os vídeos é este: http://centenario.ul.pt/ensino/videos-100-licoes

    E a Rosário deu uma grande lição.

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