Verdade ou consequência

 


Logo mais à tarde, estarei no lançamento do romance Deixem Falar as Pedras,  com apresentação de Mário de Carvalho, de quem gosto muito como escritor e como pessoa. Já aqui vos contei como este livro de David Machado me veio parar às mãos por causa de uma entrevista que dei ao Carlos Vaz Marques. Digamos, pois, que o Pessoal e Transmissível funcionou desta feita como uma espécie de lâmpada de Aladino e que um dos meus três desejos (nenhum era um ovo Kinder, sosseguem) foi realizado. Agora, que o livro está aí nas livrarias, tenho a certeza de que muitos leitores confirmarão que estava certa ao desejar ter David Machado entre os autores que publico. Numa história que é não exactamente sobre o que se passou, mas sobre o que se diz que aconteceu, fica a verdade que cada um quiser para si e as consequências que daí advenham. Entre um neto dos nossos tempos (com os obrigatórios piercings e os Metallica sempre à beira do ouvido) e um avô da época da ditadura às voltas com um casamento que não chegou a realizar-se, este romance atravessa a nossa história recente e constitui um delírio de imaginação que desafia o leitor a concluir que nunca existe uma só verdade e que as consequências são insondáveis.



 

Comentários

  1. A rafinha acordou às 3 da manhã. Quando adormeceu comecei a ler o livro. a seguir dormi qualquer coisa. Às 7 da manhã peguei nele outra vez, até ter de me levantar. Isto só acontece com aquilo que me interessa. Quando acabar prometo a publicação da leitura no blogue. E é já um dos autores que gostava de ter cá na livraria.

    ResponderEliminar
  2. Cláudia S. Tomazi - Brasil7 de abril de 2011 às 06:43

    Congratulações, Sra. Mª do Rosário Pedreira, por acertada edição desta obra.

    Reforço pela importância de autores que se deixam permear pelos desafios das relações familiares, e costumeiramente apresentam questões cuja dificuldade orienta enredos de atualidade.

    ResponderEliminar
  3. A liberdade tem destas coisas, mas é um bem raro e tão condicionado nos tempos de cinza que povoam o quotidiano português.

    ResponderEliminar
  4. O livro do David Machado tem o mesmo aspecto do autor: prosa mimada, confusa e preguiçosa. Aliás, pouco lhe falta para chegar ao nível desse seu outro "afilhado", o rei dos salões de tatuagens do Barreiro, o José Luís Peixoto.

    ResponderEliminar
  5. O problema é que a Maria Pedreira não tem só o falso humilde JLP como afilhado, mas sim pelo menos mais um. Um deles é nitidamente o João Tordo. Aqui há nitidamente lobby da parte de quem se julga tão competente editora. Não passa de uma prepotente!

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Em Berlim

O que ando a ler

O principal e o acessório