Menos por menos dá mais
Não fui grande aluna a Matemática, embora muitos anos mais tarde, com o trabalho editorial desenvolvido na Gradiva que, na altura, se dedicava sobretudo aos livros de divulgação científica, tenha descoberto como esta pode ser uma disciplina realmente fascinante e me tenha arrependido de não ter trabalhado o suficiente durante a adolescência para consolidar as bases que me permitissem ir mais longe sem o apoio de um professor. E, mesmo assim, tenho ainda na cabeça as tabuadas de 1 a 9, a regra de três simples e muitos truques e atalhos, como, por exemplo, o que dá título a este post, aprendido quiçá no momento em que me iniciava no estudo das equações. Menos por Menos é, porém, neste caso, o título da mais recente colectânea de poemas de Pedro Mexia – e chamo-lhe colectânea porque reúne cem poemas escolhidos pelo autor dos seus seis livros publicados anteriormente. E – mesmo sabendo que vai aparecer quem diga que estou a dar graxa a um crítico do Expresso e que é só por isso que lhe dedico um post inteirinho – estou-me nas tintas. Porque este Menos por Menos dá mais: dá uma visão rápida do talento de um grande nome da poesia portuguesa contemporânea e dá horas extraordinárias de leitura. Além de que, com a falência da Difel, que tinha a chancela da Gótica, este volume será praticamente a única poesia de Pedro Mexia hoje disponível…
E a sua poesia fica disponível onde, com a falência da Gótica? Ana Cristina Silva....
ResponderEliminarDe facto o seu blogue não é um espelho triste ou uma parede. É um lugar onde encontro o que preciso. E não preciso de dizer mais nada...
ResponderEliminarAlegria!
Cara Maria do Rosário, o Pedro Mexia editou em 2004 um livro de poesia na Relógio D'Água, intitulado Vida Oculta. É possível comprá-lo na Wook, por isso suponho que não esteja esgotado na editora.
ResponderEliminarJá agora aproveito para lhe dizer que gosto muito do seu blogue.
Cumprimentos
Obrigada.
Eliminar"talento de um grande nome da poesia portuguesa contemporânea", agora há a moda do superlativo medíocre. Já reparou como é baça e chata a poesia do Pedro Mexia?
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