Boas ideias

Num ano de crise, em que não podemos simplesmente comprar todos os livros que gostaríamos de ler, aí está uma belíssima ideia conjunta da Assírio & Alvim e da FNAC para nos pôr a par da poesia de um ano inteiro. Chama-se Resumo – A Poesia em 2010 e o título é elucidativo. Trata-se de um apanhado dos livros e autores publicados no ano passado, dos quais são escolhidos por quatro poetas – José Alberto Oliveira, José Tolentino Mendonça, Luís Miguel Queirós e Manuel de Freitas – alguns poemas que nos fazem crescer água na boca e nos consolam se não pudermos ler a obra inteira. Por outro lado, nem sempre é fácil encontrar nas livrarias volumes e revistas de poesia, sobretudo quando as editoras são pequeninas, e esta é uma forma simpática de chegarmos a poetas que se calhar não leríamos nunca. Além disso, as receitas deste Resumo revertem para uma ONG, o que é ainda melhor. E mais: a empresa promete repetir-se anualmente. Parabéns, pois, pela excelente lembrança.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco15 de abril de 2011 às 03:52

    Hum... assim como eram as Selecta Literária?

    No meu tempo de estudante liceal, foram um importante meio de descoberta de tanta leitura que depois fiz... e realmente responsáveis por ler depois obras inteiras e a obra de escritores.

    As Selecções do Readers Digest, tinham também a prática de editar livros condensados...
    Não sei até que ponto será aceitável do ponto de vista literário ou editorial... mas também foi por elas que despertei para algumas obras extensas e que depois procurei ler.

    Enfim, já não há nada de novo aqui debaixo do Sol...

    Um bom fim de semana para todos! Com muitas leituras!

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    1. Não parece tratar-se de "livros condensados" mas de uma colectânea que reúne vários autores. Coisa muito diferente, portanto.

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  2. Ora, é uma alegre surpresa descobrir que jovens poetas conseguem publicar em Portugal! Aqui no Brasil, com raras exceções, os livros de poesia já saem da gráfica cheirando a naftalina!
    :- )

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    1. Também penso que esse "cheirando à naftalina" deveria vir com crase, mas enfim, passou!
      ;- )

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    2. Sem crase ... que não seja "pior a emenda do que o soneto ..."

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    3. Sou realmente um zero à esquerda nesse quesito.

      Mas taí uma boa questão: se a gramática tradicional se baseia em paradigmas literários e considerando que os idiomas vivem, não estariam, os escritores, autorizados a escrever como como bem entenderem? Isto é, o rigor gramática lhes seria exigível diante desses pressupostos?

      Logo eu levantando polêmica ?!

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  3. Afinal o seu amigo do "origens das espécies" faltou ao prometido. Há tentações que não se percebem em certas pessoas. Que pena!

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