O Grande Gatsby

Este ano entrou no domínio público a obra do norte-americano Scott Fitzgerald e alguns editores afadigaram-se a publicá-la ou republicá-la em Portugal. Salvo erro, já vi duas novas edições de O Grande Gatsby por aí e espero que haja leitores para elas, pois já quase passaram 90 anos sobre a sua publicação original e no mundo em que vivemos é muito difícil consumirmos as novidades, quanto mais os clássicos. Tenho um amigo arquitecto que é um fã incondicional do livro e do filme – um filme de Coppola com Robert Redford e Mia Farrow, entre outros –, que cita passagens de cor e me convenceu a ler este romance quando éramos pouco mais do que adolescentes. Li-o numa tradução portuguesa que havia em minha casa (nem me recordo se boa se má) mas possuo uma edição muito bonita do livro em inglês (e também de Terna É a Noite e Este Lado do Paraíso), que me foi oferecida nos anos 80 por uma senhora que trabalhava na Embaixada dos EUA e era uma grande impulsionadora da literatura norte-americana em Portugal, chamada Ivone Cunha. Espero que, com a reedição da obra, quem nunca teve contacto com este autor possa nem que seja dar um cheirinho no Gatsby.

Comentários

  1. Manuel Miguez Garcia1 de março de 2011 às 02:00



    A tradução de que fala só pode ser a do José Rodrigues Miguéis, a única existente na altura e por sinal notável.

    MG

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  2. Este foi o primeiro livro que li em inglês e tenho de dizer que me deixou boas recordações.

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  3. Eu também sou um fã incondicional do livro e do filme embora não cite passagens de cor :)
    É uma obra fantástica; das melhores do século XX

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  4. Curioso: estou neste momento a ler o Norwegian Wood, do Murakami, e a personagem principal, Toru Watanabe, é um leitor incondicional de Fitzgerald e do Grande Gatsby!...

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  5. Francis Ford Coppola participa, de facto, no filme «O Grande Gatsby»... mas como argumentista. O realizador foi Jack Clayton.

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  6. Um livro fantástico, sem dúvida.

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  7. Carlos Manuel Lopes da Silva8 de novembro de 2011 às 08:44

    Boa tarde,

    Terminei de ler "O Grande Gatsby" na semana passada e fiquei deslumbrado.

    Sou fã de Haruki Murakami e, ao ler em "Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo", que, para Murakami, esta obra de Scott Fitzerald é o melhor romance de sempre, senti-me logo tentado a lê-lo.

    De facto, este livro é um marco na Literatura, não só americana mas mundial.
    Escrito de forma brilhante, as personagens são interessantíssimas e o enredo cativou-me até ao fim.
    Antes de o ler, imaginava que "O Grande Gatsby" fosse uma história de gangsters, passada nos anos 20. Pois enganei-me redondamente e pude corroborar, uma vez mais, que a escrita e as histórias dos grandes escritores são intemporais.

    Após 90 anos de lançamento deste livro (tal como a autora do blog referiu), conseguimos encaixar algumas formas de pensar, atitudes e até estilos de vida dos personagens, aos dias de hoje.

    No fundo, a maior mensagem que o livro me transmitiu foi que, apesar da ostentação, da riqueza e do estilo de vida, amigos há poucos e a família é a única garantia nas nossas vidas...
    Também que as nossas atitudes durante a vida, vão decidir o nosso destino.

    Agora que terminei o livro (tento nunca inverter esta ordem) e com tão boas referências sobre o filme, o meu próximo passo será mesmo vê-lo.

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