Leituras solidárias

Temos, em geral, pouco espaço para arrumar livros e há muitos que podemos, na verdade, descartar: os repetidos (o Manel e eu temos alguns), os que já tiveram o seu tempo e os que nunca leremos ou voltaremos a ler. Pois bem, antes que seja tarde, há uma campanha de recolha de livros para Moçambique, da Associação Karingana Wa Karingana, que se propõe, com a ajuda de todos, fornecer material de leitura, dicionários, enciclopédias, atlas, gramáticas, etc. a escolas, bibliotecas e instituições daquele país tão precisado de livros (tudo menos livros escolares, que lá não são iguais aos nossos). E é fácil: basta entregá-los numa estação dos Correios das capitais de concelho e do resto tratam eles. Como a campanha termina já no dia 31 de Janeiro, não perca tempo. Porém, se não se conseguir desfazer dos seus livros, pode ser solidário na mesma comprando alguns. A APPT21 (Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21) inaugurou um site onde se leiloam livros usados (www.dejalu4ds.blogspot.com), cuja venda reverterá na totalidade para aquela instituição. E a boa notícia é que vai haver dias especiais para leiloar livros... autografados! Quem sabe se não encontrará um livro assinado pelo autor de que mais gosta? Alguns dos autores que publico já estão a oferecer.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco27 de janeiro de 2011 às 08:16

    Livros usados...

    É um bom tema!

    Felizmente disponho de muito espaço... pelo que guardo todos, desde manuais escolares aos manuais da escola de guerra do meu avô! Os repetidos pois sempre aparecem. No meu caso:
    1) Troco-os com quem queira! Há amigos e conhecidos que são igualmente amigos dos livros, que entre nós circulam.
    (Por exemplo e regressando à Condessa de Ségur tenho 3 exemplares de "João que chora, João que ri" em edições antigas e dois deles podem ser objecto de troca...)
    2) Ofereço-os a bibliotecas, sobretudo de escolas ou associações.

    Juntar livros para Moçambique é uma iniciativa louvável... mas desde que vi, por exemplo sacas de cereal com a marca da PAM - ONU à venda nos mercados ou nas lojas monhés do interior de Moçambique e gente a vender idênticas caixas de óleo e sabão nos mercados ou beira da estrada algures no sertão de Angola... pois nunca mais dei nada! A não ser o que dou directamente, claro...
    Uma vez, quando vínhamos embora de uma pescaria, pretendi dar o resto da minha maleta de medicamentos a um enfermeiro que lá havia.
    O meu amigo dono da pescaria, me disse que não o fizesse pois ele ia cobrar para os usar! Por isso deixei-os depois na AMI em Benguela.

    A nossa generosidade dá muitas vezes origem a negócios com que lucra quem não merece... creiam!
    Há aí pelo país, bibliotecas de escolas e de todo o tipo de associação que são mais merecedoras.

    Até asilos de velhotes ou crianças, prisões... hospitais, paróquias...
    Isto é uma opinião, claro... a caridade se bem canalizada pode ser bem mais útil do que aquela que tantas vezes é mediatizada e envolve os grandes meios e pessoas conhecidas que ainda obtêm visibilidade de um altruísmo feito com a generosidade alheia...

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  2. Acho cada vez mais importante partilhar o que temos e já lemos. Poderiamos guardar para alguém que o herdará - mas depois essa pessoa não terá outros, como nós mesmos temos mais listas intermináveis a cada ano que passa?
    Mas, se quisermos muito conservar os que foram objecto de leitura e afecto, poderemos fazer o que sugeriu: dar os que nunca vamos ler, os repetidos (aposto que muitos de nós temos várias edições do mesmo título, que não acrescentam nada umas às outras nem se distinguem mais que pela capa ou editora).
    Porque guardar tantos quando há quem nenhum tem? Obrigada pela sugestão de atitude solidária!

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  3. e há sempre o:
    http://www.winkingbooks.com

    ;)

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