Surpresas da China

Como trabalho há mais de vinte anos com livros, as pessoas retraem-se um pouco de mos oferecer. É sempre, por isso, uma grande alegria quando aterra um presente em forma de livro na minha secretária. Um dia destes, estava eu a trabalhar, vieram entregar-me um envelope que alguém que passara a correr – provavelmente sem lugar para estacionar – deixara para mim na recepção da LeYa. Descobri dentro dele um livro chamado A Grande Muralha e o Legado de Tiananmen, assinado por Raquel Vaz-Pinto e publicado pela Tinta-da-China. Fiquei contente que a autora – que conheço desde os meus tempos da Temas e Debates, ainda ela estava a terminar o mestrado (hoje é investigadora na Universidade Católica) – tenha sistematizado e sintetizado neste volume os seus vastos conhecimentos sobre a China, ela que é uma especialista em Direitos Humanos e fez uma tese sobre a pena de morte na China. Porque este gigante está já a assombrar a Europa e os Estados Unidos com o seu desenvolvimento acelerado, mas ainda se mantém «uma ditadura de pedra e cal», para citar Raquel Vaz-Pinto, este é um livro fundamental para percebermos melhor os caminhos que o país do tamanho de um continente ainda trilhará neste século XXI.

Comentários

  1. Acredito que não seja uma tarefa fácil escolher um livro como oferta para a Rosário. Por isso devem ser momentos raros e daí a imensa alegria que sente quando os recebe.
    Sobre a China em breve vamos ter mais uma prova da coerência dos países ocidentais. Quantos embaixadores irão estar presentes na cerimónia de entrega do Nobel da Paz? Que países vão considerar politicamente correcta a sua ausência?

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  2. ainda bem que há autores, e que há editores.
    e ainda bem que há livros, livreiros e - sempre haverá - leitores.

    http://www.youtube.com/watch?v=Weq_sHxghcg

    (ando numa espécie de campanha com este filminho, que toda a gente devia ser OBRIGADA a ver... perdão, a ler)

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  3. Por acaso, espreitei essa publicação. Está bem, visto daquele prisma...
    Contudo, há muito mais mundo, muito mais visões do que as da Raquel Vaz-Pinto .
    Desculpem, mas o Ocidente não é exemplo que preste e então agora com os banqueiros agiotas e gananciosos. Em matéria de democracia, de liberdade e de economia temos muito mais que aprender, apreender e saber ouvir...

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