Um ano de poesia
Há uns meses, pediram-me da Babel uns cinco versos de poemas meus para incluírem numa agenda que publicaram recentemente na sua colecção K4. Quem gosta de poesia pode, pois, orientar o próximo ano por esta agenda tão bonita e maneirinha, que fica bem em qualquer secretária e iluminará quem nela queira registar os seus afazeres com um verso por dia. Chama-se Dou-te Um Verso e tem um design bonito (faz pena escrever nela, mas para o ano há mais, uma vez que se trata de uma agenda intemporal que pode ser vendida eternamente). Inicia-se com um verso de Cesariny e vai por aí fora, citando imensos poetas, dos mais aos menos conhecidos, dos mortos aos vivos, dos consagrados aos mais jovens, até terminar... outra vez com Cesariny. No fim, lista os poetas participantes e oferece calendários até 2013. É baratinha (à roda dos 7,50 Euros) e dá um belíssimo presente de Natal.
Uma excelente prenda, sem dúvida! Obrigado pela divulgação.
ResponderEliminarJá folheei numa livraria há uns dias, também fiquei seduzida pelo tamanho, e por conter tanta poesia... Fica-se ainda com vontade de ir procurar os livros e ler os poemas completos - uma tentação, está visto.
ResponderEliminarGuardo ainda uma agenda (de 2001, talvez), que me foi oferecida pelo meu marido, e que também tem excertos de autor, que me lembre não apenas de poetas.
ResponderEliminarEste post fez-me lembrar também o Poemário , um calendário de poemas, que penso que ainda continua a ser editado.
Vou espreitar esta agenda, embora use cada vez mais o outlook ...
E, Rosário, para quando um novo livro de poemas seu?
Está atrasado... Pouco tempo para escrever e para me organizar e alguma preguiça. Vamos ver se me corrijo... Obrigada por estar à espera.
Eliminarboa sugestão.
ResponderEliminarNão pondo em causa a utilidade da dita agenda, dois reparos. Primeiro, parece-me que o efeito Poemário (da A&A) se estende por contágio, nem sempre da melhor maneira; segundo, noto alguma confusão entre verso e poema, sendo que um e outro são diferentes. Ao acaso, dia 7 de Maio: «Valeu a pena?Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena.» Não chega a ser um poema e na verdade são dois versos. É tudo.
ResponderEliminarParabéns pelo seu blogue.
é, pois, como a Rosário disse, uma agenda de versos.
ResponderEliminaracho que nem poderia ser de outra maneira, poemas não caberiam. e a leitura de versos já é uma maneira de cativar para a poesia e despertar a vontade de ir ler o resto do poema ou outros de algum autor de que se gostou.
Versos ou poemas. Poemário ou Versário. Ter um, colorido com conjuntos de palavras que admiramos ou que descobrimos, é brindarmo-nos com beleza feita à medida do dia-a-dia; um ou dois versos, um semi-breve poema, podem ser perfume espalhado no ar, que se inspira com regalo.
ResponderEliminarA questão é quase só meramente técnica. um verso não são duas linhas. Um poema pode ser uma linha. Embrulhem-se alguns de uns e outros, baralhe-se e venda-se como uma «utilidade com graça». Só isso.
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