Li dois títulos: o delírio nas páginas d' Os Cadernos de D. Rigoberto ; e a carga de porrada que a certa altura se transforma A Festa do Chibo. Consta que é merecido. Como apenas conheço estes dois... não tenho grande opinião. Se fosse apenas pelo segundo diria que era merecido.
Vargas Llosa, aí está um Nobel que me acompanha desde os tempos da juventude. Um autor onde a narrativa e as personagens se salientam para que a literatura sirva para abanar os alicerces da vida ( uma das funções da arte), sem descurar a linguagem. Mas a linguagem serve densidade das personagens e da própria narrativa, não a beleza estética em abstracto.
Tantos... Mas, para começar, A Tia Júlia e o Escrevedor ou uma pequena maravilha que vai ser reeditada em breve pela Dom Quixote intitulada Quem Matou Palomino Molero. Um dos meus preferidos é também Lituma nos Andes.
Por causa de um comentário (precipitado comentário) que escrevi num post ali mais abaixo:
Livro, é um Sr Livro, a ler outra vez, daqui por mais tempo. Tem lá dentro palavras como "cascabulho", frases como "o touro estafonou-o todo", li tudo num instante, por isso é que, já disse, tenho que o ler outra vez.
Estão aí todos? Mesmo todos? Espero bem que sim. Fecharam-se as portas da casa antiga para sempre e agora temos de viver neste apartamento experimental para onde trouxe o básico, mas que ainda necessitará provavelmente de umas obras. De vez em quando, farei os meus erros ou faltarei à chamada, tirando talvez tempo para aprender a arrumar este novo espaço. Veremos como corre. Por favor, vão dando o vosso feedback. Ora, num regresso ao passado, tomo o primeiro dia do mês para falar do melhor livro que li nas férias: chama-se Pirilampo e foi escrito por Natalia Litvinova, uma bielorrussa que vive em Buenos Aires desde os dez anos (foi para lá em 1996) e que escreve em espanhol, tendo ganho o Prémio Lumen de Romance com este seu livro que fala essencialmente de uma família que vivia muito perto de Chernobyl quando se deu a explosão na Central Nuclear e da influência desse incidente na vida de todos. Com avanços e recuos, a autora compõe as memórias (algumas inventadas) da narrad...
No dia do lançamento do novo romance de valter hugo mãe, encontrei imensa gente indignada com o facto de o autor da crítica ao livro publicada no Ípsilon da véspera – outro escritor (José Riço Direitinho) – lhe ter dado apenas duas estrelas e meia. A indignação, porém, não vinha só de se dar nota quase negativa ao romance (cinco estrelas é o máximo) – até porque algumas das pessoas escandalizadas ainda não o tinham lido –, mas de, nesse mesmo suplemento, terem sido classificados com quatro estrelas livros de autores de um nível literário francamente mais baixo, como José Rodrigues dos Santos ou Mónica Marques. Na verdade, se os leitores se guiarem por estas classificações para saberem que livros devem ou não ler, a situação pode ser perigosa e extremamente injusta, na medida em que qualquer das obras de um Escritor (com E), mesmo que gore de algum modo as expectativas dos seus leitores, será sempre infinitamente melhor leitura do que uma ficção menor. Parece-me, porém, que o critério ...
Há muitas razões para não se simpatizar com certas pessoas e empresas, e já sabemos que em Portugal somos peritos em detestar quem tem dinheiro e quem tem sucesso. Não surpreende, por isso, que ao primeiro desaire do festival Babell (o atraso do conferencista inaugural e a falta de auriculares para todos os membros do público ouvirem a tradução simultânea), caísse tudo em cima a martirizar os responsáveis. Foi chato, calculo, ficar duas horas ao sol à espera da vedeta (apesar de a organização do festival ter oferecido chapéus, no que esteve bem); e, segundo percebi, pior foi não se ter apercebido logo de que o alemão seria a língua de comunicação da estrela do Oriente e usar a IA para a tradução, o que provocou risadas em certos casos. Porém, sendo a primeira vez de um festival destas proporções, vá lá, podiam perdoar estas falhas, tanto mais que, ao que leio por todo o lado, o resto foi um absoluto sucesso e encheu as medidas de todos os que puderam assistir às conversas de gr...
Li dois títulos: o delírio nas páginas d' Os Cadernos de D. Rigoberto ; e a carga de porrada que a certa altura se transforma A Festa do Chibo. Consta que é merecido. Como apenas conheço estes dois... não tenho grande opinião. Se fosse apenas pelo segundo diria que era merecido.
ResponderEliminarVargas Llosa, aí está um Nobel que me acompanha desde os tempos da juventude. Um autor onde a narrativa e as personagens se salientam para que a literatura sirva para abanar os alicerces da vida ( uma das funções da arte), sem descurar a linguagem. Mas a linguagem serve densidade das personagens e da própria narrativa, não a beleza estética em abstracto.
ResponderEliminarCara Maria do Rosário Pedreira,
ResponderEliminarQue livro nos recomendaria do Mário Vargas Llosa ?
Tantos... Mas, para começar, A Tia Júlia e o Escrevedor ou uma pequena maravilha que vai ser reeditada em breve pela Dom Quixote intitulada Quem Matou Palomino Molero. Um dos meus preferidos é também Lituma nos Andes.
EliminarPor causa de um comentário (precipitado comentário) que escrevi num post ali mais abaixo:
ResponderEliminarLivro, é um Sr Livro, a ler outra vez, daqui por mais tempo. Tem lá dentro palavras como "cascabulho", frases como "o touro estafonou-o todo", li tudo num instante, por isso é que, já disse, tenho que o ler outra vez.
Já há muito que ando para ler um livro do recente Nobel, acho que vai ser desta :)
ResponderEliminarMuito obrigado pelas sugestões de leitura do Mário Vargas Llosa.
ResponderEliminarQuando sair esse livro...avise-nos.