Grandes equívocos
Agora há poucos jovens que queiram fazer cursos de Letras, provavelmente por falta de saídas profissionais, mas nem sempre foi assim e houve anos em que muita gente foi parar a estes cursos porque as médias de entrada não eram muito altas, e era melhor um curso na mão do que outro a voar. Contaram-me a história de uma aluna do curso de Estudos Portugueses na Universidade Nova de Lisboa que mostra bem o equívoco de se ir estudar uma matéria para a qual não se tem a menor vocação. Na primeira aula de Literatura Portuguesa (julgo que assim se chamava a disciplina, mas tanto faz para a historia), a professora Clara Rocha estava a comunicar aos alunos todas as obras que iriam estudar ao longo do ano e, entre elas, referiu a poesia de Sá Carneiro. Para admiração da docente e de muitos dos colegas (foi uma delas que me contou o episódio), houve uma aluna que se mostrou admiradíssima e, com a desfaçatez própria da ignorância, inquiriu: «Sá Carneiro?! O quê? Esse também escrevia versos?»
God... bem sei...
ResponderEliminar(mas fico sempre aterrada no pensamento premonitório de que pode voltar um tempo em que letras são para queimar em pira fúnebre e eu não consigo conceber um mundo sem as bençãos da Letra. Enfim... talvez seja a minha alma alemã pouco curada de certos passados... A propósito, nem sei se "bençãos" existe).
Oiço, quase sempre, uma pergunta parecida quando, nas aulas do 12º ano, lhe faço referência.
ResponderEliminarPelos vistos, continuam a fazê-la na universidade. É mau, demasiado mau.
Pois a mim aconteceu-me na universidade uma Assistente da cadeira de L´´ingua e Cutura Portuguesas nao perceber a coincidencia do escritor Mario de Sa Carneiro ter crescido numa quinta de Camarate com Camarate do outro Sa Caneiro... Professora, imagine-se
ResponderEliminarComo aluno do curso de Línguas Literaturas e Culturas na Univ. de Évora, nem imagina a quantidade de histórias que tinha para lhe contar. Desde uma aluna que, ao ser-lhe pedido que escolhesse um livro favorito, respondeu que não tinha porque não gostava muito de ler, até outra que disse a uma professora de Teoria da Literatura que nas aulas de Literatura, o assunto abordado devia restringir-se aos livros que já tínhamos lido. Já nada me surpreende, nem a enormidade de erros ortográficos que a maioria dá.
ResponderEliminarEstão perdoados todos os meus alunos de 11/12 que, todos os anos, me perguntam se o José Malhoa (pintor) é o pai da Ana Malhoa.
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