De volta

Estou de volta das minhas horas extraordinárias de descanso e leitura. Foram três semanas de férias interrompidas por uma semana de trabalho (a terceira de Agosto) e um mês inteirinho sem blogue, descontando um post que escrevi no dia 19, tão contente estava por ter conseguido devorar mil e tal páginas em quinze dias. E, embora tenha levado comigo alguns originais que aguardavam leitura na minha secretária (e isso, claro, também é trabalho), a verdade é que há muitos anos não tinha a sensação de ter estado tantos dias longe das actividades profissionais sem me sentir culpada. Claro que nesta última semana não foi possível manter a média. O Manel e eu fomos de férias com as nossas mães (duas adoráveis senhoras com mais de oitenta e cinco anos) e, embora elas não façam exigências, nós exigimos passar tempo com elas e, muitas vezes, preferimos ouvi-las a ler (até porque livros teremos sempre, e mães não). De qualquer modo, no meu caso, foram mais umas duzentas e cinquenta páginas (duas novelas, uma não publicada); no caso do Manel, a média desceu imenso esta semana, mas estou convencida de que a culpa foi mais das sestas do que das nossas senhoras. E pronto, agora é olhar para a frente e ser de novo editora a tempo inteiro, que mil coisas me esperam na secretária da Leya. E, evidentemente, dar conta das minhas leituras de Verão aqui mesmo, já esta semana.

Comentários

  1. É bom tê-la de volta. E aos seus textos. Eles marcam o fim da "silly season". Já não há pachorra para jogos florais políticos de terceira categoria nem para Donas Rosalinas e seus virtuosos advogados. Vivam as Horas Extraordinárias!

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  2. Eu levei boas intenções de leitura: dois romances, uma tese, um projecto de tese e mais um Bill Bryson. Fiquei nas cento e poucas do primeiro romance... (Numa das semanas também levei o Pai).

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  3. Saudades... de tudo :-)

    Muitos beijinhos e abraço vezes dois.

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  4. Bom regresso, então. :-)

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  5. Dizem que é a dormir que encontramos a solução para os problemas (isto para o Manuel). O tempo de férias deve ser um tempo criativo por isso sem culpa para quem usa a criatividade como trabalho e no trabalho.

    Bom regresso e desculpe a frontalidade. Qdo gosto, gosto e acho que estúpidamente exijo de quem gosto quase a perfeição. Afinal não são Horas boas, são Extraordinárias.

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