Um blogue agora?

No tempo em que apareceram os telemóveis, fui aquilo a que se pode chamar uma resistente; não que tivesse alguma coisa contra as novas tecnologias (já ninguém vive, claro, sem certas comodidades), mas a verdade é que nunca gostei de falar ao telefone – e muito menos de me ver obrigada a ter conversas privadas diante de outras pessoas. Acabei, no entanto, por me render à evidência de que era bastante confortável comunicar de qualquer lado para qualquer lado e estar, enfim, localizável, sobretudo pelos mais próximos, que precisam, ou gostam (mas que mal tem?), de saber onde andamos. Não me arrependi, e nunca me tornei uma dependente. Com os blogues, passou-se mais ou menos o mesmo: parecia-me que não tinha grande coisa que partilhar com o mundo (e se calhar não tenho) e sentia preguiça de alimentar, diariamente ou quase, como se fosse à colher, uma criatura minha. Recentemente, porém, descobri que lia mais blogues do que jornais para me manter informada e concluí que esta podia ser uma forma simpática e eficaz de estar com aqueles com quem tenho mais afinidades e que são – amigos ou não – os que gostam de ler. Daí ter decidido criar este blogue.

Comentários

  1. Bem vindas estas palavras e venham muitas mais

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  2. Fico contente com essa decisão. Assim fica mais perto. Beijos

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  3. Boa, gosto de saber que te posso ler todos os dias. beijos P

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  4. Mete-mo aqui entre mais ilustres leitores para dizer que gostei muito do post. Vou seguir, com certeza, o blogue.

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  5. Que bom! Agora a leitura é mais 'directa'...

    :)

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  6. Serei uma leitora atenta.
    Isabel Castanheira

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  7. Minha estrada, agora, sempre passará por aqui.

    Muitos abraços.

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  8. Ora aqui está uma boa notícia para quem a aprecia, a si, ao que faz, ao que pensa, ao que escreve.

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  9. Bem, isto são mais horas extraordinárias, mas são para mim. Mais um blogue para ler, seguir e acompanhar.
    "Esta vida de blogueiro está a dar cabo de mim".

    Bem-vinda a esta coisa dos blogues.

    Marco C. Santos

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  10. Ler-te, sempre, em todo o lado!

    Muitos beijinhos, amiga.

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  11. Para além de tudo, com um belíssimo desenho! Parabéns e obrigado.

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  12. Que bom encontro!
    Sem querer pôr-me em bicos dos pés, digo-lhe que gosto da sua poesia, que já tenho posto no meu blogue.

    Soube desta sua entrada na blogosfera através de outro blogue que sigo com muito interesse, "O bibliotecário de Babel".

    Subscrevo tudo o que diz, deste os telemóveis até aos blogues. Mas nestes já entrei há mais tempo, pelas razões que você expõe.
    Digo-lhe já: isto é um bocado viciante. Mas encontro aqui a conversa que deixou de haver nas tertúlias, relaciono-me com gente impensável, embora a maioria das vezes em relação unívoca.

    Obrigado por me dar oportunidade de a contactar quase directamente!

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  13. A última entrada no meu próprio blogue tem muito disto que aqui li, no post da Rosário e nos comentários. Lá, digo que o Pessoa, hoje, teria sido blogueiro e facebookiano, e falhado as pedras das paredes e das calçadas, as mesas dos cafés, o fumo. E nós também andamos a falhar. Estamos sempre disponíveis (aqui), mas nunca estamos para ninguém. E dizemos que não estamos viciados. Mas muitos de nós estão viciados na ideia de comunicar sem corpo, sim. Boa entrada, Rosário:).

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  14. Inteiramente de acordo. E tenho aprendido boas lições.
    Muito simpático este blog.
    Parabéns pelo destaque.

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  15. Óptima decisão! Bem-vinda!

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  16. Saúdo com muito entusiasmo a criação do seu blogue, Maria do Rosário Pedreira, sobretudo por poder vir a reflectir as suas impressões enquanto editora. O seu trabalho tem-me permitido descobrir ao longo dos últimos anos autores muito especiais da nova literatura portuguesa. Sigo o que vai fazendo com todo o interesse e expectativa, certa de que o que virá será sempre muito bom. Fico contente por poder ir sabendo das suas impressões mais de perto e desejo muito que o seu «faro» de editora continue a enriquecer catálogos, esteja onde estiver. Muitos e muitos parabéns.

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    Respostas
    1. «...descobri que lia mais blogues do que jornais para me manter informada e concluí que esta podia ser uma forma simpática e eficaz de estar com aqueles com quem tenho mais afinidades e que são – amigos ou não – os que gostam de ler...»; e vão dois

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  17. eu feliz, muito, por isso.
    bem-vinda!

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  18. Acabo de descobrir estas HORAS EXTRAORDINÁRIAS:

    Quando me ponho a ler, todos os meus relógios se avariam.

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  19. Mas que bela ideia, Maria do Rosário!

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  20. Esta coisa dos blogues só mesmo em horas extraordinárias. Mas, quando falamos em horas de leitura, a palavra "extraordinárias" é logo associada a um prazer que torna desnecessária qualquer remuneração adicional. Que bom para nós que tenha tomado esta decisão.

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  21. Alexandra Rodrigues21 de maio de 2010 às 02:57

    Muitas foram as horas, os dias que me preencheram as suas letras...sou leitora voraz das suas poesias que leio e releio.
    Certamente me irei deter por aqui, num gesto diário, como se de uma poção se tratasse.

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  22. Como suspeito que sou irei abreviar os meus encómios. De qualquer forma, seja bem vinda a este espaço de partilha. Parabéns pela iniciativa. As suas palavras são um bálsamo, mesmo que em horas extraordinárias.

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  23. ok, "daí" que já está nos meus favoritos :)

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  24. Ainda agora aqui cheguei e já tenho seu blog nos favoritos. Vai tornar-se em leitura obrigatória.
    Seja Benvinda.

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  25. Fiquei a saber destas Horas Extraordinárias no blogue do João Tordo. Apressei-me a vir visitá-las. Agora, apressar-me-ei a adicioná.las aos meus Favoritos para me ser fácil vir visitá-las diariamente. Espero ter o prazer de uma visita sua, também:-)
    Bem Vinda!!!

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  26. Que boa notícia! Vou estar atenta, mesmo que não comente.

    Bem-vinda ao mundo extraordinário da blogosfera.

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  27. As palavras de Maria do Rosário Pedreira são palavras valiosas para muito além do que, na poesia, (certamente e muito) ornam o mundo - saibam que tem, aqui em Brasília, um fiel círculo de admiradores de sua arte. Contar com opiniões sobre suas leituras será um privilégio diário. É para cumprimentar e agradecer. Alberto Bresciani

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