Jovens raros
Prometi falar de outro livro com gémeos de óvulos diferentes e cumpro a promessa. No ano passado, a melhor surpresa em forma de livro que me veio parar às mãos foi, sem dúvida, A Solidão dos Números Primos, do jovem italiano Paolo Giordiano. É tão raro encontrar um talento tão óbvio num escritor de apenas 26 anos que achei que me tinha enganado na idade do autor. Mas não: o rapaz, para além de escritor, é físico e está a concluir o doutoramento… Quem faz um doutoramento tão novo (mesmo que as coisas da educação tenham sofrido enormes mudanças e agora quase só seja preciso pagar, ir a umas entrevistas e fazer uma tese curta), tem de ser uma pessoa muito especial. E é, senão não teria escrito este livro magnífico, que só podia ser de um cientista (se lerem, perceberão porquê), onde duas personagens vão crescendo até se encontrarem (ou não) diante dos nossos olhos deslumbrados. Uma delas é um gémeo perdido da sua metade, a outra não.
Cara Editora, sou escritor angolano e gostaria de apresentar à sua editor propostas de edição no domínio do conto e romance.
ResponderEliminarAtentamente
Vasconcelos
N' «A Solidão dos Números Primos» fiquei em suspenso com aquela relação de negação-abandono-ausência... laços que se quebraram e fantasmas que foram ficando, página após página, e que deram à ciência da escrita (com todas as possibilidades desta classificação neste livro) o tom homano fundamental, o apego, a vida (pois, que nunca é vida)....
ResponderEliminarQuerida Rosario
ResponderEliminartive a honra de fazer a apresentação em Lisboa do livro, no Instituto Italiano de Cultura, e só posso reiterar as tuas palavras. O Paolo é um rapaz muito inteligente e o livro tem uma curiosa história - longa demais para expor num comentário, infelizmente - sobre a sua escrita. Só fiquei com um medo: será que Paolo já contou a sua (em itálico por favor) história neste livro? Sabes tão bem como eu do que falo, a dita maldição do primeiro romance :) beijinho. Jorge
Tomara que não, mas tudo é possível. Mas quem é o simplesmente Jorge? É que conheço mais do que um...
EliminarMaria do Rosário,
ResponderEliminarconcordo consigo: é um dos grandes livros de 2009. Só não percebi por que razão diz que se lermos a obra vamos perceber que é produto de um cientista.
um abraço
paulo ferreira booktailors.
Porque todas as considerações do protagonista masculino são vistas à luz da ciência. Quando olha a rapariga, que é coxa, ele não vê uma rapariga coxa, vê o ângulo que se desenha no seu andar. E é assim com tudo aquilo para que olha. E isso é verdadeiramente original.
EliminarQuerida Rosario, perdoa-me a pretensão da assinatura com o primeiro nome :) Sou o Reis-Sá. Beijo.
ResponderEliminarEu suspeitei que fosses tu, mas não sabia que tinhas apresentado o livro e pensei que pudesse ser outra pessoa. Beijinho.
EliminarPor incrível que possa parecer, já que tanto eu como tu estivemos em centenas de apresentações, foi a primeira e única vez que apresentei livro :)
ResponderEliminarPor incrível que possa parecer, já que tanto eu como tu estivemos em centenas de apresentações, foi a primeira e única vez que apresentei livro :)
ResponderEliminarUm deslumbramento, esse livro, que li há pouco e que voltarei a ler em breve. E penso que não será só um em breve!
ResponderEliminar...ou penso que não haverá só um em breve!
EliminarRosário, falámos dele, sim. Não gosto de desmanchar o prazer que é quase unânime, mas soube-me a pouco, e acho que não é o Giordano que está mal na equação. Sem querer magoar ninguém, a tradução não me satisfez, e tenho muito respeito, mesmo muito, e cada vez mais, pelo trabalho dos tradutores. Ou terá faltado, eventualmente, uma revisão mais cuidada, eu que também tenho muito respeito, mesmo muito, e cada vez mais, pelo trabalho dos revisores.
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