Boas notícias

Depois de iniciar este blogue, a Cecília Andrade – minha colega na Leya e editora da Dom Quixote – deu-me uma excelente notícia: a de que A Tia Júlia e o Escrevedor, de Mario Vargas Llosa, de que aqui falei com entusiasmo, vai ser reeditado ainda este ano. Para os que queiram lê-lo e tenham paciência para esperar, fica a informação. E, a propósito de reedições, há mais uma notícia boa: um dia destes vi na sala da Dulce Reis, que é quem trata na Leya da produção dos livros da BIS (a colecção de bolso), as provas de outro livro há muito desaparecido que vai finalmente estar de novo disponível, mesmo que apenas em pequeno formato. Estou a falar de O Deus das Pequenas Coisas, um romance genial de Arundhati Roy que ganhou o Booker Prize nos anos 90 e é dos livros mais belos e inteligentes que li. Uma história de amor com o problema das castas na Índia como pano de fundo e dois gémeos biovulares inesquecíveis (não digo «biovulares» por acaso, o romance usa o adjectivo sempre que fala deles). Com gémeos de dois óvulos, há também outro livro que destacaria, mas fica para amanhã.

Comentários

  1. Ora aqui está um nome e um título que acompanharam a minha vida de leitora e de leitura. O Mario Vargas Llosa porque é, para mim, um exemplo de como a escrita deve ser. E O Deus das Pequenas Coisas porque foi e é desde o dia em que o abri, há mais de dez anos, uma inspiração. Por estas e outras razões é muito bom lê-la e perceber que o que a Rosário está a fazer neste blogue é o verdadeiro serviço público. Obrigada por isso.

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  2. O Deus das pequenas coisas é sem dúvida um livro para ler devagar para que se possa saborear todos os pormenores.

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  3. Eu não quero parecer desmancha-prazeres mas tenho ideia de que os dois livros de que fala estão disponíveis a 1 euro na colecção da Sábado. Ou não?

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    1. Qualquer um destes livros, ambos lidos, tem de facto uma edição muito jeitosa numa das Colecções da Sábado.

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  4. Adriano Vasconcelos25 de maio de 2010 às 04:12

    Cara Maria Pedreira, sou escritor e gostaria de apresentar à sua editora várias propostas de edição de contos e romances.

    Tenho editado várias antologias de poesia e conto angolano, conteúdos cuja sistematização teve em conta a nossa grande diversidade temática e de estilos.

    Vasconcelos

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    1. Caríssimo,

      Se não se importa, escreva-me para o meu endereço profissional, que é mrpedreira@leya.com.

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  5. Cito: «mesmo que apenas em pequeno formato».

    Eis um tema que queria ver desenvolvido. Porquê esta constante depreciação, em Portugal, do livro de bolso. Ainda para mais estas edições que são: baratas, legíveis e, de um modo geral, bem traduzidas. O livro é um objecto sagrado que tem de vir em capa dura, com acabamentos a ouro? Não é muito melhor quando um livro está facilmente acessível a qualquer leitor?

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    1. Não menosprezo o pequeno formato; mas com esta idade, a vista já não é o que era e, normalmente, nos livros de bolso, a letra é mais pequena. Mas fez bem em escrever, daqui por diante terei mais cuidado com isto, obrigada!

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    2. Só posso concordar consigo em parte, Maria. Isto porque, em Portugal, um livro de formato grande não é sinónimo de uma fonte mais legível. Acredito que seja melhor que um livro de bolso (ainda não me dei ao trabalho de fazer a comparação), mas podia ser muito melhor. Veja-se as edições francesas de dimensão semelhante às nossas e a diferença no tamanho da fonte é enorme. Por cá diminui-se a letra para poupar papel, mas não creio que a motivação seja ecológica.

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  6. o deus das pequenas coisas é um livro lindíssimo e sempre me fez muita confusão o silêncio ou, pelo menos, o esquecimento que o envolve. nunca o vi citado por ninguém e, no entanto, é um romance poderoso sobre a paixão e os conflitos amorosos e sociais, para além da perfeição formal. espero pois que esta reedição lhe traga a glória que merece.
    MM

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