Presentes da Feira do Livro

Este ano o balanço da Feira do Livro foi bom para a LeYa, pois superou as vendas do ano anterior. E foi bom também especialmente para mim que, trabalhando num segmento que, em termos de vendas, é «minoritário» (a literatura a sério vende muitíssimo menos do que a auto-ajuda, a ficção comercial ou os livros aconselhados por influenciadores e Booktokers), consegui que o título mais vendido do grupo tivesse sido um dos «meus», coisa rara e (quase) nunca vista.Trata-se de Nem sempre as Árvores Morrem de Pé, de Luísa Sobral (parabéns, Luísa!); e sabemos, claro, que o facto de a autora ser uma artista conhecida ajudou, mas o que me agrada mesmo é que, como o livro é de qualidade, pelo menos aqueles que se sentem atraídos só pela «celebridade» lerão um romance muito bom que as formará em muitos sentidos e que está já em 9.ª edição. Também correu muito bem o novo Prémio LeYa, Pés de Barro, de Nuno Duarte (recomendo vivamente que o leiam), e, claro, os romances de Han Kang, a mais recente vencedora do Prémio Nobel da Literatura, sobretudo Despedidas Impossíveis. Como leitora, fui também brindada com livros muito bons, entre os quais um de que aqui falarei em breve aqui no blogue: o último da trilogia de Leïla Slimani, Levarei o Fogo Comigo, cujo ponto de partida para o título é curiosamente uma frase de Cocteau que também inspirou o título Salvar o Fogo, de Itamar Vieira Junior. Excepto pela caloraça exageradíssima em alguns dias, uma feira que valeu a pena!

Comentários

  1. Faço parte dos que compraram o livro da Luísa Sobral logo no início. Gostei imenso de o ler e recomendo vivamente.
    Foi uma boa surpresa.
    Parabéns às duas!

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  2. Surpreendem-me estas apreciações favoráveis de Luísa Sobral cujo livro, por vir de uma pessoa badalada, não tencionava ler como é meu costume. Terei então que alterar a minha disposição.
    Ainda não li nenhuma obra de Leila Slimani e fiquei pasmado pelo tamanho da fila que na Feira aspirava à sua dedicatória.

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  3. Que ardem todos de calor.

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  4. Bom dia,
    Gostei bastante do livro da Luísa Sobral, e tendo em conta que é o seu primeiro romance, penso que se trata de uma autora promissora.
    Do que gostei menos foi do fim - que obviamente não o partilho aqui - porque me pareceu pouco verosímil e, talvez por isso, um pouco artificial.
    Venham os próximos .

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  5. «A literatura a sério vende muitíssimo menos do que a auto-ajuda, a ficção comercial ou os livros aconselhados por influenciadores e Booktokers».

    Portanto... auto-ajuda, ficção comercial e livros aconselhados por «influenciadores» não são «literatura séria»? São, pois, literatura a fingir, para brincar?

    E se um desses «influenciadores» recomendar o livro da Luísa Sobral? Este deixa de ser «literatura séria»?

    E a «literatura séria» não é, também, ficção comercial... porque também está à venda, também é colocada no mercado, em espaços de comércio de livros? A não ser que se esteja a admitir que ela é menos comerciável, menos vendável, pois os livros que a integram, e os temas que abordam, interessam a menos pessoas.

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  6. Guardo 4/5 dias úteis de férias para vir a Lisboa para a Feira do Livro e para o meu amigo Sto. António.
    Nem o resto do ano seria a mesma coisa se assim não fosse.
    Qdo for dona do meu tempo vulgo reformar-me tentarei visitar outras Feiras do Livro que vêm acontecendo um pouco por todo o país ao longo do ano.
    Arrastei a família comigo, comprei livros para oferecer, até comprei livros infantis para as minha vizinhas pequeninas que chegaram da Venezuela… ainda não foi desta que paguei excesso de peso!
    Adquiro livros durante todo o ano, mas a Festa/Feira do Livro de Lisboa tornou-se uma visita de culto.
    Não tenciono ler o livro da Luísa Sobral, ela esteve cá na Feira do Livro do Funchal 2025, não me cativou.
    Manias ou gostos.

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