Alexandre O'Neill
Comecei a ouvir falar de poesia muito cedo. Não só os meus pais e avó sabiam muitas coisas de cor que nos diziam regularmente, como andei numa escola primária que tinha um patrono poeta, João de Deus, cujas poesias líamos na sala de aula e nos saraus de final do ano. O meu próprio pai escrevia poemas e conhecia muitos poetas (Cesariny, Ruy Cinatti...) além de ser amigo desde sempre de Alexandre O'Neill, porque tinham frequentado ambos o mesmo colégio em miúdos (aliás, também com o físico António Manuel Baptista), embora o meu pai fosse dois anos mais velho. A minha mãe conta que, quando engravidou do meu irmão mais velho, engordou imenso e o médico a mandou dar passeios a pé, muitos dos quais eram feitos na companhia de Alexandre O'Neill. No sábado passado, foi lançado Alexandre O'Neill: Uma Biografia Literária, de Maria Antónia Oliveira, que é há muitos anos uma estudiosa deste grande poeta igual a si próprio (e também um grande publicitário), e vale muito a pena (mas vale mesmo, não é só por às tantas referir o meu pai por causa de uns papéis e uns poemas de juventude que a Cristina Ovídio, filha do acima referido físico, encontrou há uns tempos). Por isso, mesmo que não se interesse especialmente por poesia, atreva-se a este volume, pois a vida literária deste enorme poeta está cheia de dados curiosos que vão de certeza agradar-lhe.
O interesse por poesia e o interesse pelas biografias, de pessoas interessantes evidentemente, são coisas distintas, pelo que o percurso de Alexandre O'Neill, um poeta maior como foi dito, é interessante.
ResponderEliminarNão faz parte dos meus poetas escolhidos, passe o belíssimo fado que escreveu para Amália - gaivota. O surrealismo não é a minha escola artística em nenhuma das suas vertentes, porém não o posso ignorar pelo que de facto significa e acrescenta.
Continuo a achar que a diversidade é a maior riqueza do pensamento humano.
Saudações realistas cá da Cidade Morena, em mês de festejos.
Parece ser um poeta grandioso e único!
ResponderEliminarBoa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
Acho curioso saber que o seu pai era amigo de poetas e também escrevia poesia.Estará nos genes o bichinho da poesia?
ResponderEliminarE,já agora,era alguém conhecido?
As histórias familiares são sempre interessantes e revelam pormenores por vezes desconhecidos
Já li este livro (o que foi lançado em 2007 e creio que estamos a falar do mesmo).
ResponderEliminarÉ excelente, vale mesmo a pena!
Deste modo creio que agora não será um lançamento mas sim um relançamento. Estarei certo ou errado?
Paxeco lê, que vais gostar!
ResponderEliminarO meu pai escrevia mas não publicava, não era conhecido. Mas, sim, os genes podem explicar alguma coisa...
ResponderEliminarÉ e não é o mesmo livro, porque é uma edição revista e aumentada, mas, sim, na base, creio que o texto é maioritariamante igual ao da edição anterior.
ResponderEliminarNão publicava... vejamos, mas compunha para fadistas, certo? Portanto era cantado... tal como Alberto Janes foi autor de letras!
ResponderEliminarPortanto não publicam, mas são cantados, para mim nem faz assim tanta diferença.
Estarei certo?