Livros no sapatinho?
Recebi um postal de Natal maravilhoso de uma amiga editora, especialmente indicado para leitores furiosos. Diz qualquer coisa como «O meu presente de Natal és tu», mas logo abaixo acrescenta numa letra mais pequena: «Estava a brincar; tem de haver pelo menos alguns livros no sapatinho.» Sim, imagino que para os leitores deste blogue tenha havido muitos livros no sapatinho, alguns repetidos, suspeito, porque quando estamos demasiado a par do que vai saindo por vezes é difícil não nos darem livros que já temos. Comprei uns quantos títulos, eu também, para eu ou a minha mãe oferecermos a cunhadas, sobrinhos, uma irmã e amigos. Quase todos eram livros que eu própria desejava que me oferecessem, mas não tive grande sorte: não recebi de presente um único desses romances (aquele com que estava mais curiosa vou ter mesmo de o comprar; tratava-se de Não Tenho Casa Se Esta não For a Minha Casa, de Lorrie Moore). Não me deram, de resto, senão um livro (um apenas, raios!), porque, lá está, devem pensar que estou fartinha de livros por causa do trabalho e quero é camisolas, colares, discos, perfumes, velas e objectos para a cozinha (deram-me uma caixa nova para o pão, o que foi óptimo, porque a antiga estava partida, mas não foi surpresa porque fui eu a avisar que precisava de uma). Enfim, recebi, feliz da vida, o livro do astrofísico Hubert Reeves sobre flores silvestres, o que pode parecer estranho, mas a verdade é que interesso verdadeiramente por botânica, embora prefira árvores a flores. (Amanhã então falarei deste belo Eu Vi Uma Flor Selvagem, que é belíssimo.) E os senhores Extraordinários, que livros vos deram?
Bom dia
ResponderEliminarComo sempre ofereci e recebi livros. Também ofereci a mim mesmo. Todos os anos elejo um livro de entre os que gostei muito e ofereço/partilho essa leitura. Este ano foi o FERNANDA, de Ernesto Sampaio, da VS. Uma história de 'insuperação', porque nem todas as perdas consentem o luto. Um livro confessional, terrivelmente belo. Recebi a obra (em reunião) do Manuel de Freitas LEVAR CAMINHO I e II, da Averno, poeta cuja obra recomendo, e A MÁQUINA DE JOSEPH WALSER do Gonçalo M. Tavares, da Relógio D'Água. Ofereci-me, a antologia de poesia hispano-americana AS CAUSAS PERDIDAS do António Cabrita, da Maldoror, e, porque estava logo ali ao lado, TIERRA NEGRA CON ALAS, Antologia de la poesia vanguardista latino americana, da Vandalia, uma editora que eu desconhecia, mas é muito interessante e completa, cheia de coisas boas e inesperadas (em poesia de quase todas as latitudes, claro - isto, na Livraria Poesia Incompleta).
Desejo a todos um ano à altura dos vossos desejos. Bom 2024.
Eu recebi apenas dois, de não ficção: Sabores do Ar e do Fogo de Fátima Moura e A Mesa de Deus de Maria Letícia Monteiro Cavalcanti e o filme A Sombra de Caravaggio de Michele Plácido.
ResponderEliminarO normal é receber uma edição especial de um livro que tenha adorado, mas este ano não tive sorte. Por isso, ofereci três livros a um tipo com o mesmo nome e que vive na mesma casa :) O Adeus às Armas, A Planície em Chamas e Zalatune, do Nuno Gomes Garcia.
ResponderEliminarOfereci dois: um livro de viagens/desporto do Rui Miguel Tovar e o Patagónia Express, do Luís Sepúlveda.
Oferecer presente já é bom, imagine livros as crianças! Amo.
ResponderEliminarNeste Natal ofereci 4 livros e recebi... 4: " Empúsio" - Olga Tokarczuk, "Perturbação " - Thomas Bernhard, "A Imperatriz Viúva" - Jung Chang, " A Cartuxa de Caxias" - Grupo de Técnicos responsáveis pelo estudo com vista à requalificação do monumento.
ResponderEliminarOlá, pois para mim um Natal sem que receba livros, é um Natal falhado
ResponderEliminarEste ano, por acaso foi um pouco fraco...só recebi dois...
A Gorda de Isabela Figueiredo (que ofereci a mim mesma, e Trilogia de Jon Fosse.
Um Bom Ano para todos os Extraordinário!
O Vento Conhece o Meu Nome, de Isabel Allende.
ResponderEliminarO meu Natal foi extraordinário. Recebo livros de Fernando Esteves Pinto. Não é para todos.
ResponderEliminarO meu Natal foi extraordinário. Recebi os livros de Fernando Esteves Pinto. Não é para todos.
ResponderEliminarAdília César
Querida Maria do Rosário, recebi livros do Menino Jesus, uns desejados, outros nem por isso...
ResponderEliminarA saber: "Herbarium" da Emily Dickinson na tradução da saudosa Ana Luísa Amaral; "Certas raízes", da brilhante Hélia Correia; "História do repouso", de Alain Corbin; "Receitas de Inverno para a Comunidade", de Louise Glück; da catalã Laura Agustí, "História de um gato"; de Edmund White, o esgotado "Paris, os passeios de um flâneur"; José Gardeazabal, "Penélope está de partida"; a poesia completa de Horácio, na tradução do Frederico; e um que queria ler em português e que já li em francês "Aquele que é digno de ser amado" de Abdellah Taïa.
Uns quantos foram pedidos e, por isso, ainda souberam melhor!
Feliz Ano Novo e boas leituras!
Carlos M Severino
Este Natal não recebi nenhum livro. A minha família alargada, que é muito numerosa, simplifica os presentes. Mas uma das minhas irmãs ofereceu - me uma escultura pequenina de uma pessoa a ler. Adorei.
ResponderEliminarEu ofereci livros às minhas filhas, ao meu genro, e a uma pseudoneta. A esta última dei dois da Anita, agora Martine. Ao genro o último do Ricardo Araújo Pereira. À mais velha um da Valerie Perrin e à mais nova um livro que conta uma história de gatos e japoneses cujo autor não me lembro e, como escrevo numa viagem de autocarro aos sacões e vou meio enjoada, não vou procurá-lo agora.
Desejo um ano muito feliz a todos os Extraordinários, com muitos momentos de boa leitura!
Este Natal recebi Judas de Amos Oz e Noites de Peste de Orhan Pamuk. Ofereci a mim próprio dois livros de não ficção: Prophète en son pays de Gillles Kepel e DE LA BIBLE À KAFKA de George Steiner.
ResponderEliminarBOM ANO DE 2024