Romances gráficos
Chamam-lhes «novelas gráficas», talvez influenciados por nuestros hermanos, pois em Espanha a palavra romance não está associada a um livro, mas ao relacionamento romântico, e a palavra escolhida para definir uma ficção romanesca lá é mesmo novela (como o inglês novel). Mas, seja romance ou novela, o género está claramente na moda, combinando um enredo profundo com um bom desenho, ou seja, não sendo o que a BD foi em tempos para os leitores preguiçosos (livro de quadradinhos), mas fazendo subir o nível literário (até já houve um romance gráfico finalista do Booker Prize). Encontrei vários romances gráficos de uma autora argentina chamada Agustina Guerrero numa livraria de Cádiz no ano passado e apaixonei-me por eles. Resolvi então comprar dois títulos, e o primeiro sai agora em Portugal. Chama-se A Viagem e trata realmente de uma viagem ao Japão de duas amigas íntimas e do que encontram de completamente diferente na cultura japonesa. Mas é sobretudo um livro sobre a amizade entre duas mulheres de trinta anos e sobre as suas ansiedades, alegrias e neuras (uma quer ter filhos e não consegue engravidar, a outra fez um aborto e está muito marcada pela decisão). Se ainda não aderiu ao género, esta é uma boa obra para começar.

Será que voltaram as famosas fotonovelas da não menos famosa, María del Socorro Tellado López.
ResponderEliminarReconhecida por "Corín Tellado"?
Vendia-se como pão.
Saudações
antónio c.
Gráficas, porque os leitores dos dias de hoje não gostam de muitas frases nem palavras estranhas.
ResponderEliminarOs livros, ler, cansa. Os desenhos suavizam a experiência.
Trata-se de seguir - ou tentar não perder o contacto com - a manada, e cito, de "cretinos digitais"
Eu acho que é uma nova forma de expressão e deve ser entendida e apreciada como tal. Esta pareceu-me interessante.
ResponderEliminarBem dizia Vergílio Ferreira: ler dá muito trabalho.
ResponderEliminarEntendida e apreciada, sim, sem dúvida.
ResponderEliminarPorém nova, não é! De todo.
A banda desenhada é aqui muitíssimo apreciada, embora a Alemanha seja um país onde a leitura não canse ninguém.
ResponderEliminarNa Alemanha, existe cultura... enfim, entendam cultura do ponto de vista de apreciar a arte e outras actividades culturais.
ResponderEliminarDirei eu.
A Banda Desenhada é uma forma de arte, portanto é também cultura. Reúne a escrita com o desenho, dizendo de forma simplista.
Portanto, é algo que nos agrada, não como forma preguiçosa de ler, mas como forma de reunir duas expressões artística, por vezes de forma sublime, como o fizeram e fazem tantos autores de BD.
Saudações cá da Cidade Morena.