Poesia e música
O mais provável é associar-se Foz Côa às gravuras rupestres, mas a verdade é que não é só disso que vivem as gentes dessa terra. Esta semana, no dia 21, começa o Festival de Poesia e Música de Foz Côa, que durará até ao dia 25 e cujo programador é Jorge Maximino. Com a colaboração do município e do agrupamento de escolas (e é bom que as escolas estejam incluídas quando se fala de livros e poesia, claro), o programa inclui uma feira do livro e encontros de vários escritores, entre os quais Nuno Camarneiro e Fernando Pinto do Amaral, com alunos e professores. Haverá também uma sessão de homenagem ao poeta Nuno Júdice, com a presença de Guilherme d'Oliveira Martins, que fará um testemunho, e a participação do já referido Fernando Pinto do Amaral, de María Angéles Pérez López e da poetisa Tatiana Faia, entre outros. Além de leituras a duas vozes e mesas-redondas, assistir-se-á a uma conversa-concerto com Luís Represas, uma oficina sobre escrita de canções, uma panorâmica da poesia portuguesa do século XX na voz do diseur Rui Spranger e muitas outras actividades interessantes para todos os tipos de público. Se nunca viu as famosas gravuras, dê um salto a Foz Côa e aproveite a música da poesia que por lá se ouvirá. Um 2 em 1 que promete.
Permita-me a correção: não são pinturas, mas gravuras, gravações feitas sobre superfícies rochosas. Se também houver pinturas em grutas ou abrigos, muito agradeço que me informem.
ResponderEliminarBoa participação para quem quiser e puder e boa semana de leituras para todos.
Muito bem, excelentes iniciativas a provar que há mais vida cultural além de Lisboa/Porto!
ResponderEliminarJá agora provem também a gastronomia local, indissociável da boa cultura e da literatura/poesia, até porque de barriga cheia se aproveitam melhor esses momentos, convida à tertúlia e a discorrer sobre as coisas boas.
Votos de uma Extraordinária semana, são os meus votos cá desde a Cidade Morena!
Obrigada! Vou já corrigir.
ResponderEliminarEsta canção é dedicada às extraordinárias e enigmáticas gravuras rupestres de Foz Côa, uma expressão única da história e da arte humana que transcende o tempo.
ResponderEliminarSugiro que Luís Represas, com a sua voz marcante e emotiva, dê vida a esta canção, com uma melodia que reflicta a beleza e a profundidade do património natural e cultural do Alto Douro. Que a interpretação de Represas possa elevar a nossa apreciação pelas maravilhas de Foz Côa e que deixe gravada uma ligação perene entre a música e as marcas deixadas pelos nossos antepassados.
As gravuras rupestres de Foz Côa contam a história da humanidade de uma forma delicada e tocante, como se fossem linhas ternas que retratam a nossa jornada. Esta canção pretende transmitir o poder mágico que esta região tem para nos fazer sentir errantes, como se estivéssemos a caminhar numa jornada eterna de descoberta e compreensão da história da humanidade. Esta canção procura expressar o quão singular Foz Côa é – este lugar onde a história e a arte se encontram de forma única e fascinante, e que nos convida a explorar e a descobrir os segredos do passado.
Desde já autorizo Luís Represas a modificar a letra como bem lhe aprouver e a usá-la como muito bem entender, sem ter de me atribuir qualquer menção. Esta canção é uma dádiva para o Luís e para Foz Côa.
Canção “Represas do Tempo: Ecos de Foz Côa”
Sob o manto estrelado do céu infinito,
Desenha-se a história em pedras e rios,
Na sombra da noite, segredos antigos,
Inscritos com gestos visionários.
Nas margens do tempo, a arte se revela,
Ecoando lendas e sussurros do passado,
A água corre, tece o presente com ela,
Em cada gravura, um legado sagrado.
(Pré-Refrão)
Olha bem de perto, sente o pulsar,
Das mãos que criaram, das almas que sonharam,
Na dança do vento e no beijo do luar,
Em Foz Côa, as memórias que ficaram.
(Refrão)
Oh, Foz Côa, onde a arte é suprema,
Nas tuas gravuras, marcas de um passado distante,
Nos teus painéis, a história é um poema,
Que nos encanta, em cada traço, em cada instante.
A inspiração flui, como as águas do rio,
Um fio de prata que nos guia e nos enlaça,
Em cada linha ancestral, um desafio,
Neste santuário da arte, da arte que a vida traça.
(Pré-Refrão)
Olha bem de perto, sente o pulsar,
Das mãos que criaram, das almas que sonharam,
Na dança do vento e no beijo do luar,
Em Foz Côa, as memórias que ficaram.
(Refrão:)
Oh, Foz Côa, onde a arte é suprema,
Nas tuas gravuras, marcas de um passado distante,
Nos teus painéis, a história é um poema,
Que nos encanta, em cada traço, em cada instante.
(Ponte)
Na melodia das águas, sinto o vento soprar,
As histórias contadas em cada gravura,
Neste berço da arte, onde o tempo e o espaço se abraçam,
Ecoa a canção da vida, a eterna aventura.
(Refrão)
Oh, Foz Côa, onde a arte é suprema,
Nas tuas gravuras, marcas de um passado distante,
Nos teus painéis, a história é um poema,
Que nos encanta, em cada traço, em cada instante.
Em Foz Côa, as gravuras contam segredos,
Neste encontro do passado e presente,
Na canção do rio, o sussurro eterno,
E nas rochas, o testemunho do tempo, persistente.