Ainda o Brasil... e, claro, o adorado Itamar
O facto foi mencionado ontem no jornal Público, a propósito da Bienal do Livro de São Paulo: um coletivo de 169 intelectuais portugueses, brasileiros, moçambicanos e angolanos escolheu os 200 livros mais importantes da literatura brasileira – aqueles que, em 200 anos de independência, melhor ajudam a compreender o país. E... Que maravilha um romance cujo sucesso começou em Portugal com a atribuição do Prémio LeYa (e viu esse sucesso reproduzido no Brasil com os prémios Jabuti e Oceanos) estar agora entre os primeiros 50 títulos mais importantes (!) da literatura brasileira! Mas não é de estranhar: Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, fez o milagre de trazer para a leitura muitas pessoas que provavelmente achavam (melhor, sentiam) que a maioria da ficção publicada no Brasil já há muito que nada tinha que ver com elas. Ele cativou um público novo que se identifica com as situações descritas no seu romance e com o autor, criado longe dos grandes centros; ele pôs o dedo na ferida e mostrou um Brasil que, apesar de mais de um século passado da abolição, continua a ter uma larga franja da população escravizada. Com o seu estilo poético e maravilhoso e a sua voz de conhecedor dos factos (um homem no terreno), ele homenageou os escritores clássicos e, seguindo-lhes as pisadas, acabou evidentemente a fazer-lhes companhia na lista. Uma alegria enorme saber que tudo começou neste cantinho do mundo e, porque não dizê-lo?, passou aqui pela minha secretária. Parabéns, querido Itamar Vieira Junior.
Bom dia. Ai, de nossa brasilidade se não lhe for a escrita desnudá-la.
ResponderEliminarPor sua vez o escritor Itamar transformou ficção em dignidade e de modo libertador a fragilidade contida em nossos dias. Do caminho lúcido a vivência frágil, flameja a voz ao mundo no sentido a missão. O livro Torto Arado do baiano Itamar Vieira Junior e segundo a MRP "cativar um público novo" de facto o reflete; pertencer-lhe acertiva sabedoria a identidade com tantos Brasis.Literatura arrebatadora Parabéns!
Há secretárias que têm olhos de Mundo... Parabéns pela semente visionária.
ResponderEliminarAM
O Extraordinário ALP ainda não se manifestou mas já li várias menções muito entusiásticas de sua autoria ao Torto Arado.
ResponderEliminarJá me manifestei... mas não encontro o meu manifesto! E foi logo de manhãzinha!
ResponderEliminarO meu post de hoje cedo, desapareceu!
ResponderEliminarO qu´é que trá-lh'ará-lh'acuntecido?
Vou tentar reproduzir:
- Como já disse várias vezes, "Torto arado" foi dos melhores livros que li nos últimos anos, como foi, "O rastro do Jaguar"! São livros que merecem sim ser premiados e não para os promover mas porque é devido "summa cum laude".
O Iatamar merece igualmente distinção, pois ao contrário da maioria ou quase totalidade dos autores modernos, tem uma sensibilidade especial para estes temas, sente-se que conhece e respeita a ruralidade e o ancestral, não desprezando e antes fazendo a ponte entre dois Mundos que existem, parecendo que só o moderno é que conta.
Sim, é um grande livro!
Sim, é um escritor especial!
Saudações tortas cá da Cidade Morena.
É caso para dizer: não perdi pela demora! Abraço.
ResponderEliminarNão fui eu a semente. Foi o júri que leu, gostou e votou. Meu trabalho foi posterior.
ResponderEliminarSaudações tortas cá das margens do rio de Reno, onde ninguém ouviu falar do Itamar Vieira Junior.
ResponderEliminarAcardito que sim!
ResponderEliminarMas se me permite a sugestão, leia o livro! Pode parecer de início um bocadinho "hermético", mas depois entranha-se e queremos saber mais coisas!
Há nele muito do maravilhoso étnico e da tradição que se quiser podemos chamar bruxaria, macumba, feitiço, em que são tão férteis os brasileiros nas suas raízes africana e india, mas que torna interessante e aprofunda o romance, dá o toque distintivo e não à Harry Potter, é mesmo a cultura daquelas pessoas.
Saudações tropicais sulistas, aí para as margens do grande Rhein.
Data de lançamento: 31/08/2022 da novela de Itamar Vieira Junior com o título „Die Stimme meiner Schwester“ Duas mulheres levantam a voz contra o velho mundo do Brasil. Leio-o na tradução alemã de Barbara Mesquita, pois então!!
ResponderEliminarIsso não é nome cristão! Cruz, credo...
ResponderEliminarAhahah!
Boa leitura!