O que ando a ler

Já me tinham falado várias vezes de uma jovem escritora irlandesa, Sally Rooney, creio que sobretudo a propósito de um romance chamado Gente Normal, a partir do qual fizeram uma série televisiva de grande sucesso que, por acaso, até vi e achei interessante, na medida em que de uma história em que se passa muito pouca coisa se consegue criar uma cumplicidade electrizante com o espectador. Não querendo ir a esse livro enquanto não me esquecer do que vi (na minha idade, as coisas evaporam-se rapidamente e assim leio esse romance mais virginalmente), escolhi um outro da mesma autora chamado Conversas entre Amigos que, para ser completamente sincera, ao princípio me pareceu bastante banal, mas, lá está, ao fim de umas cinquenta páginas começou a densificar-se e, sobretudo nesta segunda parte que estou a terminar, a tornar-se muito mais aliciante (vem aí dor e mais dor, quase de certeza...). O título não engana e o romance trata das relações de um grupo de amigos (sobretudo duas raparigas na casa dos vinte, universitárias, e um casal um pouco mais velho e bem na vida) que parecem muito permissivos e abertos até ao dia em que uma paixão de uma das raparigas, a narradora, pelo marido da amiga mais velha vem chocalhar um pouco as ligações entre todos. É uma aprendizagem também sobre como as novas gerações olham para os relacionamentos amorosos e os casamentos, sobre a mentira, a traição, o amor, o ciúme e a inteligência como forma de atracção. Espreite-se, espreite-se.

Comentários

  1. Ando a ler Filosofia Felina - Os gatos e o sentido da vida, de John Gray, filósofo e professor universitário e a Presa de Irene Nemirovski; segundo o Guardian é um romance que prende o leitor! A ver vamos!

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    1. Os livros da Irene Nemirovski prendem qualquer pessoa, o primeiro que li dela (SUITE FRANCESA) amarrou-me logo.

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  2. O Menino Jesus teve a bondade de me deixar no sapatinho um livro de Philip Roth, "Operação Shylock". Já passei do meio, mas não me entusiasmou assim tanto e meti outras obras de permeio, já terminadas por serem mais curtas. Agora volto a Roth, não sei por quanto tempo.

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    1. Philip Roth não é efectivamente um escritor fácil, mas eu sou um leitor entusiasmado por Philip Roth.
      "PASTORAL AMERICANA" está entre os 50 melhores livros que li até hoje!

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    2. Eu não disse que não gosto de o ler:), mas que este livro não me entusiasma particularmente. Aprecio o escritor, li cinco livros e creio ter sido por andar a badalar o gosto que o recebi de presente. Não li Pastoral Americana. Mas A Mancha Humana e A conspiração contra a América seduzem bastante e dão uma ideia da sua qualidade. Também não o acho um escritor particularmente difícil, é bom de ler.

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  3. Acho uma certa piada ao facto de eu ter comentado negativamente Phillip Roth e a partir dai,aquele escritor que estava em estado de graça,ter começado a receber criticas negativas neste blog.
    Devo acrescentar que ate tive um certo "medo" de me atrever a tocar neste bem-amado,eterno candidato ao Nobel e sempre com referencias positivas por estas bandas.
    Por hoje,destaco que ando a ler e a gostar de "Caos calmo" de Sandro Veronesi,embora ainda esteja no principio.

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  4. Já vou bem adiantado na leitura das Viagens, de Olga Tokarczuk. Nem sempre vejo onde está a ideia de viagem e não sei se foi "falhanço" da autora se incapacidade minha. Ainda assim é um desafio que tenho sempre pela frente, o que é um bom motivo de leitura. Já as repetições de fragmentos do texto são um lamentável mau trabalho da editora (Cavalo de Ferro). É desagradável verificar que o texto subitamente não tem sequência, ficando o leitor suspenso da eventual retoma nais adiante, mas mais desagradável ainda é a suspeição de faltarem ali outros fragmentos. Se há a mais por que não haverá a menos também?

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    1. Olga Tokarczuk uma das minhas grandes decepções de 2021.

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    2. Pois! A nobelizada escritora, a mim não me cativou mesmo nada! Li apenas um e bastou, tenho muitos livros e autores para explorar ou manter.
      Porém já se sabe que não sou grande fã de escritores nórdico/centro europeus...

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    3. Foi livro que também achei estranho. Não me seduziu. E sim, também dei pela desconexão textual, fiquei em dúvida se será da tradução ou assim mesmo de raiz.

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  5. Bom dia Extraordinári@s Leitores:
    Pois eu comecei há dois dias a ler: "Apneia" de Tânia Ganho. E que murro no estomago eu estou a apanhar com a leitura! E que bem que escreve a Tânia! Já era muito fã das suas traduções. Sempre que havia o mesmo livro com tradutores diferentes, onde Tânia constava, era sempre o livro por ela traduzido que era o escolhido. Agora descobri a romancista. E também fiquei fã, como não podia deixar de ser.
    Boas leituras!
    Celeste Silveira

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  6. Os últimos livros que li foram "Onde a Noite se Acaba", de José Rodrigues Miguéis (contos) e "O Sul dos Meus Sonhos", de Teresa Rita Lopes (poesia).

    Gostei particularmente do livro de poesia da Teresa Rita Lopes, por também me levar de viagem pela minha infância, pelas pessoas, pelos lugares, pelos cheiros, que ficam para sempre connosco...

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  7. Estou a acabar "MANUAL PARA MULHERES DE LIMPEZA" de Lúcia Berlin -pequenas histórias de vida de mulheres sobreviventes, histórias umas melancólicas outras de riqueza e pobreza, solidão, emigração...
    Abaixo das minhas expectativas pois do género não chega aos "calcanhares" do grande Raymond Carver.

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  8. Peguei no "Último olhar" de Miguel Sousa Tavares.
    Ainda é cedo para comentar...

    Saudações cá da Cidade Morena

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