Livreiros e livrarias

Nestes tempos pandémicos, conhecem-se pessoas... virtualmente. Sim, é verdade: agora, que os acontecimentos presenciais foram largamente cancelados, sobretudo na área do livro, é muito comum eu ser convidada para um debate com alguém a quem não posso «apertar a mão» e com quem troco apenas meia dúzia de palavras enquanto estamos nos «bastidores» e não mostramos a nossa carinha numa plataforma qualquer a quem nos ouve e vê. Na semana passada, adorei conhecer virtualmente a Graça Batista, bibliotecária de Vila Velha de Ródão, e o Nuno Pereira, livreiro da Poetria, e tive mesmo pena de que não pudéssemos ficar um bocadinho mais à conversa quando acabou o evento. A propósito de livreiros, foi também muito bom ficar a conhecer melhor mais uns quantos livreiros e livrarias pela pena do jornalista João Morales que, no Dia Mundial do Livro, quis falar deles e delas num excelente artigo publicado em A Mensagem de Lisboa: Tigre de Papel, Livraria Snob, Leya na Buchholz e Poesia Incompleta são os nomes dos estabelecimentos que Morales aborda no artigo cujo link aqui deixo; os seus responsáveis ajudam a explicar o que é isso que também aqui nos reúne diariamente: o vício dos livros! Ora leiam.


https://amensagem.pt/2021/04/23/dia-mundial-do-livro-livrarias-lisboa/ 


P. S. Como lancei um livro novo e ando muito conversadeira, logo tenho mais uma conversa com o meu editor, que pode ver e ouvir no Facebook da Quetzal.


CONVERSAS_QUETZAL_15_MRP.jpg


 


 

Comentários

  1. António Luiz Pacheco29 de abril de 2021 às 01:43

    Extraordinária sugestão!
    Um artigo Extraordinário, gostei muito... gosto sempre muito de saber que há quem persiga os seus sonhos, e gosto ainda mais de saber quando estes são cumpridos e bem sucedidos.
    Gosta-se sempre de ler sobre livros e livreiros.
    Não conheço Lisboa assim tão bem, nem a percorri tão pouco, alguma vez, bairro a bairro, para conhecer as suas livrarias, o que é uma pena.
    Mas ainda terei essa oportunidade, espero.

    Saudações de traça cá de uma Cidade Morena mais triste, hoje.

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  2. "O Vício dos Livros" é também título de um pequeno livro recente de Afonso Cruz com reflexões ensaísticas sobre a escrita que são iluminadas por curtos episódios exemplares. Os capítulos são embelezados por ilustrações pelo autor. Gostei muito de ler este livrinho. Logo é ouvir às 6 da tarde dois autores que admiro.

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  3. O Espaço Ulmeiro - Livros, na Avenida do Uruguai, também dispunha no exterior dois caixotes com livros super baratos. Ali é que nos podíamos perder a sério, reinava a barafunda (e o gato, imperial). Ameaçou fechar, surgiram ajudas, mas mais tarde creio que encerrou mesmo. Não fora isso e talvez merecesse figurar também neste excelente trabalho jornalístico.
    Livros e mais livros. Viva os livros.

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  4. Para mim as duas mais antigas que subsistem são a Ferin e a antiga Bucholz, nelas encontro livros que as outras não têm, porque apostam tudo na literatura light ou de aeroporto! É pena!

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  5. Olá. Bom dia!
    Como não tenho Facebook, nunca tive e certamente nunca virei a ter, logo não tenho a hipotese de ver a conversa entre a MRP e o FJV. No entanto, e como falamos de livreiros e da sua importância para a divulgação de livros ,quero aproveitar este espaço para referir uma pequena livraria ,16 m2, de bons livros e de boa música que ainda sobrevive aqui na margem esquerda do estuário do Tejo.
    Para a Rosa Alface e sua "Livraria Escriba" vai o meu obrigado.

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  6. A Maria do Rosário Pedreira poderia, para benefício de todos nós, continuar a escrever uma crónica semanal, como o fez no DN. Por exemplo, estou certo de que, tal como o seu marido no Expresso, a Maria do Rosário também poderia escrever pequenas histórias interessantes a partir da sua atividade como editora.

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    Respostas
    1. Por exemplo, sobre livros que já leu, de que gostou, de que não gostou, dos que desistiu, personagens curiosas, chatas, bonitas, feias, leitores, escritores, pequenas crónicas que fariam certamente a nossa delícia.
      Obrigado MRP

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