Um bebé que não chegou a Auschwitz
Era uma vez um casal de lenhadores muito pobres que vivia numa floresta, por onde passava um comboio de mercadorias. Como estavam em guerra e era inverno, não tinham quase nada para comer. Por isso, a lenhadora sonhava que um dia alguém lhe atiraria uma coisa deliciosa do comboio. Os lenhadores não tinham filhos, o que para ele era um alívio mas, para ela, um desgosto. Era uma vez um casal de judeus que viajava num comboio com dois bebés praticamente recém-nascidos. O pai sabia que não iam para um lugar bonito e, ao atravessar a floresta, teve uma ideia insensata… Este é, enfim, o argumento de A Mais Preciosa Mercadoria, de Jean-Claude Grumberg, um francês cujo pai e avô foram levados para Auschwitz. Trata-se de uma fábula sobre o Holocausto que, só em França, já vai em mais de 90 000 exemplares impressos e que pode ser lida por pessoas de praticamente todas as idades. Uma beleza de livrinho cheio de ternura que me aconselhou o escritor Itamar Vieira Junior, a quem agradeço a boa sugestão, e que agora vos aconselho eu.

Um tema que está na moda, pelas polémicas que desencadeia… e desencadeará, creio eu.
ResponderEliminarNada de novo a Nordeste, portanto, a expectativa fica portanto pela forma como ele será abordado e foi desenvolvido, numa perspectiva que me parece original - um bébé judeu a caminho do campo de concentração, lançado para fora do comboio.
Acredito tanto no conselho do Itamar quanto da Nossa Extraordinária Anfitriã!
Saudações saudáveis, cá da Cidade Morena.
Olá,
ResponderEliminarEste livro lembra-me o maravilhoso filme "Les uns et les autres" em que também conta a história (entre outras) do abandono, na linha de comboio, de um recém nascido, para o salvar...vou ler de certeza...Estou a terminar o livro que aconselhou "Aprender a falar com as plantas" ...
Maria João Arbués