50 anos a escrever

Não sei se já aqui o disse – creio que sim – mas considero uma verdadeira proeza um escritor completar 50 anos de vida literária e ainda ter tantos planos para romances e outros projectos de escrita na gaveta. É o caso de Mário Cláudio, que se estreou em 1969 com um livro de poesia e, depois disso, nunca mais parou de nos encantar, tendo publicado em quase todos os géneros, do teatro à crónica, do romance à monografia, do conto à poesia, e sido premiado bastas vezes em todos eles. Hoje, no âmbito da Feira do Livro do Porto, vou estar na Invicta a assistir a uma sessão que tem por centro o escritor (já homenageado com uma tília no parque onde a feira se realiza há uns três anos). Conduzida por Nuno Artur Silva, consta da apresentação de um livro de Martinho Soares sobre a obra do escritor (O Essencial sobre Mário Cláudio) feita por Ana Paula Arnault, seguida de uma conversa com o autor do ensaio e o escritor sobre estes cinquenta anos de produção literária, cujo título mais recente é Tríptico da Salvação, leitura de Verão de Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente, de resto, condecorou Mário Cláudio no dia da abertura da Festa do Livro de Belém pelo seu fantástico percurso literário. Amanhã, espero, estarei de volta.

Comentários

  1. Bom dia com alegria

    Nunca li nada de Mário Cláudio. Mea culpa.

    Em alternativa, partilho um texto sobre a Amazon, bastante crítico e interessante, do escritor Jorge Cárrion:

    https://lithub.com/against-amazon-seven-arguments-one-manifesto/

    Infelizmente, não oferece muitas alternativas...

    Boas leituras, boa feira, espero que volte, inteira
    cp



    Boas leituras
    cp

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  2. Já li dele Camilo Broca sobre os antecedentes familiares de Camilo Castelo Branco. Espero ter oportunidade de ler mais obras deste escritor que conheço sobretudo pelas crónicas.

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  3. Nada contra o grande autor, entendo as teorias de opinião. Ma que elas ajudam, ah, isso ajudam. Deveríamos ser mais amplos e diversos e deixar de lado o patriotismo opinativo... esse faz vencer... há tantos mais na gaveta por apenas não serem a preferência dos opinadores. E se há milhares de provas sobre o que digo? Claro que sim. Cumprimentos.

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  4. Sem dúvida uma carreira literária de destaque!
    A celebrar, porque merecida.
    Podemos dizer mui apropriadamente *1 que "É obra"!

    Cá desde a Cidade Morena envio saudações Extraordinárias a Mário Claúdio, que muito aprecio.

    *1 Nota - Para que não venha aí alguém a correr corrigir-me desnecessariamente, esclareço que entendi usar a expressão "mui" por se adequar sobremaneira como podem confirmar:
    "As duas formas – mui e muito – existem na Língua Portuguesa com um grau de proximidade elevado em determinados contextos.
    Ou seja, ambas as expressões estão corretas e têm um sentido semelhante, mas “mui” é mais restrito.
    Mui é um advérbio (forma apocopada de muito) que significa em alto grau; este termo é usado antes de adjetivos, ou de advérbios terminados em -mente." (sic)


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  5. Li recentemente dois livros do mediano Mário Cláudio: "Camilo Broca" e "Astronomia". Este último ( agraciado com o prémio D. Dinis) é uma estopada autobiográfica de se lhe tirar o chapéu! Ah, que saudades de Agustina!...

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  6. É muito bom saber que Mário Cláudio vê o seu valor reconhecido, que é lido e amado na sua condição profissional. Escritores e poetas houve que só após a morte foram reconhecidos e venderam.

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