Diário de um gato
Quem me conhece sabe que não vou muito à bola com gatos (pronto, não fiquem zangados, eu sei que entre os Extraordinários há imensos com gatos, mas eu sou mais cães). Também por isso estranhei quando, um dia destes, o jornal que leio em papel todas as manhãs dedicava uma página inteirinha a um gato lisboeta chamado Calvin Esparguete que é, segundo ali se dizia, o mais popular felino da colina de Santana, pois, embora tenha casa e donos, longe de querer ficar repimpado num sofá, o que gosta é de se pirar e fazer amigos pela cidade: a peixeira (pudera!), a merceeira (idem!), outros donos de gatos (que visita regularmente) e até o porteiro do Hotel Tivoli, que contou que este gato citadino, de pêlo cinzento e olhos verdes, só atravessa a Avenida da Liberdade quando o sinal abre, atrás dos peões, não correndo riscos desnecessários. Tem uma coleira com o telefone dos donos (como vai cada vez para mais longe, a dona recebe telefonemas para depois o ir buscar) e já se tornou conhecido dos habitantes da cidade e dos turistas por ser tão bonito e sociável apesar dos seus 16 (81) anos! Mas o que o fez merecer o destaque no jornal é o facto de ser o narrador de um livro escrito pela sua dona, a jornalista Filomena Lança, que passou a escrito as suas aventuras. O livro intitula-se Calvin Esparguete – Diário de Um Gato Citadino e é mesmo para todos os que gostam de gatos. A Dom Quixote publicou.

Ahahahah!
ResponderEliminarUm verdadeiro gato-vadio, portanto.
Tanto quanto julgo saber, os escritores quase todos gostam e possuem gatos, muitos dos quais até entram nas suas obras… qual a ligação que existe? Não sei… se calhar ninguém sabe e nunca terá sido investigada!
Mas seria um tema interessante para se escrever sobre ele…
A nossa Extraordinária Cristina Torrão já se antecipou ao livro aqui nomeado, se bem que com um canis familiaris em vez de um felis domesticus: A sua Lucky é a estrela das aventuras de uma cadela citadina!
Quanto à investigação gateira , quem sabe a Extraordinária Cristina Carvalho dê uma de Prof. Pinho e ainda publique um livro sobre os escritores e seus gatos! Ou o Pedro Sande…
Volto a dizer que era um tema interessantíssimo para um livro!
Saudações felinas cá da Cidade Morena - onde alimento aqui no quintal dois gatos vadios com os restos da cozinha, além de inúmera passarada com o pão duro esfarelado… ah! E vou dando mata-bicho ao Paulino que me lava os carros e ao Pedro que trata do quintal, que também são vadios, eheheheh!
Caro Pacheco, tem de ler O Gato de Uppsala, da sua amiga Cristina Carvalho.
EliminarMuuito obrigada, simpático Anónimo!
EliminarCristina Carvalho
O anónimo, é a Maria - Sol … Marisol, portanto, eheheh!
EliminarJá li o gato de Upsala, claro… o que me admira é a Cristina não ter um Elvis!
EliminarMas o que eu digo é um livro sobre os gatos dos escritores… que analise a relação entre eles! Ainda há pouco li um interessante: Os vícios dos escritores, ora os gatos dos escritores acho que dava um tema interessante.
Bem lembrado. Realmente eu fiz uma brincadeira no facebook, há dois ou três anos, uma espécie de série, intitulada "Aventuras de uma cadela citadina".
EliminarUm outro gato famoso da literatura é o Bob, gato igualmente vadio, recolhido por um jovem que, com a ajuda do bicho, se livrou das drogas. O livro chama-se, em português, "A Minha História Com Bob" e foi publicado pela Porto Editora. Se alguém quiser ler a minha opinião:
https://andancasmedievais.blogspot.com/2015/07/a-minha-historia-com-bob.html
Eu gosto de cães e gatos e não sei porque se há de fazer essa divisão, ou presumir que quem gosta de cães não gosta de gatos e vice-versa. Haverá muita gente assim, mas não é razão para generalizar, penso eu. E conheço muitas pessoas que têm as duas espécies em casa, dando-se lindamente.
Cristina Torrão
E ele a dar-lhe...
EliminarEntão e se eu mudar para o arco-íris passo a ser a Marichuva?
A propósito, a cadelinha da Cristina Torrão chama-se Lucy.
O Bob é uma maravilha com aquele cachecol. Eu tive um Francisco igualzinho a ele que viveu até aos 12 anos.
EliminarPeguei no livro por causa disso e acabei por gostar imenso de o ler.
Muito obrigada eu, por a Cristina escrever livros de que tanto gosto
EliminarPassa a ser a Marie Arc en Ciel … diga lá que não é poético????
EliminarAhahah!
EliminarOu então a Mary Rainbow.
Mas por agora continuo a ser a Smiling Sun - até porque vem aí uma onda de calor...
Só para os que gostam de gatos?
ResponderEliminarBom dia, Excelentíssimos Extraordinários!
ResponderEliminarConheço vários livros muito, muito bons de histórias com gatos. Não vou dizer quais são porque não faria o menor sentido, uma vez que estamos a tratar deste livro Calvin Esparguete. Este não conheço, mas vou conhecer. Vou comprá-lo não tarda. Gosto imenso de histórias com gatos e há relatos, absolutamente, extraordinários.
Eu tenho 3 gatos. Quando saí de casa de meus pais, arranjei logo um (a minha mãe não gostava de animais domésticos e apontava as suas razões), mas eu, sempre tive gatos. São animais estranhos, são felídeos, são carnívoros. Um gato não é um animal de aceitação imediata nem de nós (humanos) para ele nem deles para nós. Mas tudo levaria a crer que sim, muito "fáceis e amiguinhos". Não são. É claro que existe aquela espécie amanteigada, amolecida, os chamados gatos de almofada. Não saem do mesmo sítio, coitados. Mas um gato 'de estimação' que tenha acesso ou à rua ou a qualquer espaço no exterior, mostrará a sua verdadeira identidade felina. E isso, muitas vezes, constitui admiração e surpresa por parte de quem os observa.
Por isso, este livro que agora sai de Filomena Lança, o Calvin Esparguete, deve ser bem interessante na medida em que vai revelar, penso eu, outros aspectos menos conhecidos deste animal.
Adoro gatos
Obrigada, Rosário, pela informação.
Boa semana para todos
Cristina Carvalho
Está desculpada, Rosário, já sabíamos que gosta mais de cães do que de gatos
ResponderEliminarMas então porque aparecem gatos nos seus poemas?
Será porque todo o poeta é um fingidor?
Aonde isto chegou. Literatura sem espinhas...
ResponderEliminarExtraordinários,
ResponderEliminarPor favor não fiquem zangados. Nem gatos, nem cães, sou mais por pessoas.
GRRRRR! AU-AU-AU-AU …. PFFFF! FSSSST!
EliminarDigo: "(...)como animais, e as pessoas...(...)"
ResponderEliminarLua Azul